Agroconsult vê colheita de soja brasileira, a 117,6 mi t, após tempo desfavorável

Por: SentiLecto

– A colheita de soja 2018/19 do Brasil, que produziu 119,3 milhões de toneladas de soja, já em safra, terá que totalizar 117,6 milhões de toneladas, projetou nesta quinta-feira a Agroconsult, em um corte ante a estimativa anterior, de 122,8 milhões, em razão da anormalidade climática há mais de um mês. Produtores e representantes do setor já vinham cortando suas expectativas para a colheita do maior exportador mundial da oleaginosa em virtude das temperaturas aumentadas e chuvas abaixo da média. Mais cedo nesta quinta-feira, foi a vez de a Companhia Nacional de Abastecimento mencionar “prejuízos irreversíveis” e diminuir sua estimativa para 118,8 milhões de toneladas. André Pessôa durante coletiva em São Paulo para exibi o Rally da Safra 2019, expedição agrícola que vai percorrer diversos Estados do país nas próximas semanas avaliando as lavouras alegou: “Tudo leva a crer que a colheita lembre do ano passado se a vai repetir não”. André Pessôa é o sócio-diretor da Agroconsult. Pessôa, adicionando que só em Mato Grosso do Sul e Paraná as perdas adicionadas já chegam a 3,5 milhões de toneladas realçou: “Mais importante que a falta de chuvas foi o nível de temperatura altamente alto alcançado em algumas regiões, o que encurtou o ciclo da soja, diminuindo o peso do grão”. Dados do Agriculture Weather Dashboard, do Refinitiv Eikon, mostram que nos últimos dois meses choveu abaixo da média em diversos Estados, desde Paraná e Mato Grosso do Sul, passando por Mato Grosso e Goiás até a fronteira agrícola do Matopiba, composta por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Em Mato Grosso, líder nacional em produção de soja, há áreas com chuvas mais de 150 milímetros aquém do normal, como no sudeste do Estado. No Paraná, o segundo maior produtor, os receios se voltam para a porção oeste, onde choveu até 88,3 milímetros a menos. A falta de chuvas em bons volumes e altas temperaturas afetaram as lavouras em importante momento de desenvolvimento. Para Pessôa, o viés segue de baixa para a colheita de soja, já que ainda há riscos climáticos. Ele explicou que as lavouras exibiram enraizamento não tão profundo neste ano em algumas regiões em razão justamente de chuvas em bom volume no período de plantio. Quando as condições ficaram adversas, assim houve maior estresse sobre as plantas. MILHO Para o milho, a Agroconsult estima uma colheita total 2018/19 de 95,6 milhões de toneladas, divididas em 27 milhões na primeira, colhida no verão, e 68,6 milhões na segunda, a “safrinha”, que fica para meados do ano. Em 2017/18, a produção foi de 80,8 milhões de toneladas, sendo 26,8 milhões na primeira colheita e 54 milhões na segunda. O sócio-diretor da Agroconsult declarou que a área semeada com milho neste ano deverá ampliar 5,1 por cento, para 17,4 milhões de hectares, com produtores de olho em uma esperada “janela ideal” para semeadura.

– O Brasil terá que produzir 118,8 milhões de toneladas de soja na colheita 2018/19, já em safra, estimou nesta quinta-feira a Conab, em um corte ante a previsão do mês passado, de 120,06 milhões, após a anormalidade nas chuvas e altas temperaturas afetarem as lavouras de alguns Estados. Com a revisão, a Companhia Nacional de Abastecimento deixou de apostar em uma produção recorde neste ano, apesar de um plantio histórico de quase 36 milhões de hectares, já que o novo volume fica abaixo dos 119,3 milhões de toneladas de 2017/18. O corte reportado pela Conab é mais conservador frente ao realizado pelas consultorias INTL FCStone e AgRural recentemente. Segundo a empresa, em Mato Grosso do Sul há casos de lavouras em algumas áreas com mais de 25 dias sem precipitações. Conab, adicionando ue “o agravamento climático poderá provocar quebra da produtividade” na região. firmou: “Atrelada à falta de chuvas, no segundo decêndio de dezembro, as temperaturas máxima e mse as eaumentarammínima em o Estado, situandose bem acima da normal climatológica do pfase,.No Paraná, segundo maior produtor de soja brasileiro, também está calculada a ocorrência de perdas na produtividade da oleaginosa por causa do tempo quente e seco, “principalmente para aquelas lavouras plantadas mais cedo, atingidas pelas adversidades climáticas no estado de enchimento de grãos, o período mais suscetível”. “Acredita-se que se as chuvas normalizarem, para algumas lavouras os prejuízos serão irreversíveis, mesmo uma vez que a ocorrência das condições climáticas adversas, particularmente na parte oeste do Estado, coincidem com o fato da maior parte das lavouras estarem nos estádios de floração e frutificação”. A Conab reportou problemas também em Goiás e viu efeito mais limitado em Mato Grosso, líder na produção nacional. A diminuição na estimativa para a colheita de soja mexeu com as expectativas para a produção total de grãos e oleaginosas em 2018/19. A Conab aposta agora em uma safra de 237,3 milhões de toneladas, ante 238,4 milhões de toneladas em dezembro e 227,75 milhões em 2017/18. Vai ficar ligeiramente abaixo da maior marca já alcançada pelo Brasil, de 237,67 milhões de toneladas, em 2016/17, caso se confirme. MILHO Em relação ao milho, a Conab fez poucas mudanças, aumentando a previsão de colheita total para 91,2 milhões de toneladas, de 91,1 milhões anteriormente. Quando condições climáticas adversas impactaram as lavouras, trata-se de uma alta de quase 13 por cento ante 2017/18. Se os esperam de o total estimado, 27,45 milhões de toneladas em a primeira colheita e o restante em a segunda, a chamada safrinha, a ser colhida em meados de o ano cuja expectativa de plantio é de 11,54 milhões de hectares . e de 11,54 milhões de hectares. Faz 1 ano, a Conab conservou suas projeções para exportação tanto de soja quanto de milho em 75 milhões e 31 milhões de toneladas, respectivamente. – O Brasil terá que exportar 73 milhões de toneladas de soja em 2019, projetou a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais , em uma queda de cerca de 12 por cento ante o recorde registrado no ano passado, marcado pelo forte apetite de China e uma colheita histórica. A entidade, contudo, caso perdas significativas sejam de fato registradas na atual temporada, advertiu para a chance de embarques menores , dada a estiagem há mais de um mês em importantes áreas produtoras do país, o maior exportador mundial de soja. “Hoje, sabemos que vamo ter uma colheita com viés de baixa em relação à do ano passado. Dados mencionam que teremos que ter perdas resultantes de calor excessivo no oeste paranaense, sul de Mato Grosso do Sul e em alguns pontos do Centro-Oeste. Desta forma, nossas previsões de exportação de grãos poderão padecer mudanças decorrentes do clima”, alegou em nota o diretor-geral da Anec, Sergio Mendes. Faz 1 ano, o Brasil embarcou um recorde de 82,8 milhões de toneladas de soja, segundo a Anec, em 2018. O governo reportou na semana passada algo mais próximo de 84 milhões de toneladas. Em o ano passado , uma safra favoreceu os produtores de Brasil de aproximadamente 120 milhões de toneladas e por uma maior procura chinao combate comercial , e precisou se voltar a o produto sul-americano para suprir seu consumo doméstico.Faz 1 mês, de acordo com a Anec, só foram mandados a o exterior 2,6 milhões de toneladas de soja, com 96 por cento de esse volume indo para a China. A associação considerou o volume “atípico” para o mês. Das exportações totais do ano, 10 milhões de toneladas foram puxadas por causa da combate comercial entre EUA e China, as duas maiores economias do mundo, adicionou a Anec. Mendes, entretanto, cogita que a permanência dessa disputa poderia prejudicar o Brasil. Embora o Brasil tenha, alegou: ” sido beneficiado com um volume estimado em cerca de 10 milhões de toneladas absorvidas pela China, esse cenário gera imprevisibilidade, o que não é desejável para o nosso setor, que já lida com diversas outras variáveis, como o clima, oscilações do real com relação ao dólar e questões logísticas”. MILHO Em relação ao milho, a Anec estima exportações de 31 milhões de toneladas em 2019, alta de 36 por cento ante o reportado em 2018, ano marcado por uma quebra de produção devido a adversidades climáticas. Faz 1 mês, as vendas de milho brasileiras foram de 3,8 milhões de toneladas, segundo a entidade, em dezembro. A Anec realçou: “A proximidade da safra da soja, que deve ser começada mais cedo este ano em diversas regiões devido ao plantio realizado logo no começo da janela, estimulou os produtores a comercializarem seus estoques de milho, liberando espaço para armazenamento da nova colheita de soja”. – A colheita de soja 2018/19 do Brasil, já em safra, terá que alcançar 116,9 milhões de toneladas, projetou nesta quarta-feira a AgRural, em um corte frente a estimativa anterior de 121,4 milhões, em razão da estiagem nos últimos meses. Segundo a consultoria, o Brasil perdeu o potencial de uma colheita recorde neste ano.

Na terça-feira 18 de dezembro – A colheita de soja no Paraná e em Mato Grosso do Sul, dois Estados que figuram entre os cinco maiores produtores da oleaginosa do Brasil, já registra perdas em algumas regiões que estão há vários dias sem chuvas, o que deve impactar a produção total do Brasil, de acordo com experts. Enquanto isso, as primeiras safras em Mato Grosso, em áreas irrigadas e semeadas precocemente, estavam iniciando. O Estado, maior produtor de Brasil de soja, também registrava falta de chuva ao sul, mas ali os problemas eram menores do que em Mato Grosso do Sul e Paraná. O intenso calor e chuvas em volumes aquém do ideal até o Natal teriam que agravar a situação no Paraná e em Mato Grosso do Sul, antes de mais precipitações esperadas até o final do mês, que poderiam restringi uma perda maior. ” era difícil ainda saber o tamanho das perdas, estava bastante quente. A estiagem estava tendo conseqüência nessas lavouras precoces , essas lavouras estavam em enchimento de vagens e haviam sido atingidas…”, havia declarado o analista da AgRural Fernando Muraro, cogitando que, neste momento, era “inimaginável quantificar” a quebra. O Paraná, segundo produtor nacional de soja, e Se as chuvas não voltarem em bons volumes, mato Grosso do Sul, o quinto, poderiam padecer perdas de até 20 por cento , havia realçado o analista da Safras & Mercado Luiz Fernando Roque. ” tinha que estar de olho. A perda podia chegar a até 20 por cento dos volumes desses Estados, se não regressarem em volumes importantes. Se a chuva voltar, podia ser bem menor…”, havia adicionado Roque. Ele havia assinalado que as chuvas no Paraná estavam voltando, mas os maiores volumes estavam calculados exclusivamente para do Natal. ” era um fato para a gente ficar atencioso, isso podia mudar a cara desse panorama ótimo da colheita de Brasil”, havia realçado. De acordo com dados meteorológicos do Agriculture Weather Dashboard, do Refinitiv Eikon, as chuvas serão praticamente diárias no Paraná e Mato Grosso do Sul até o final do ano, mas os maiores volumes só viriam a partir do final desta semana. O agrometeorologista da Rural Clima, Marco Antonio dos Santos, havia observado que as precipitações acontecidas nos últimos cinco dias nas principais regiões agrícolas do Brasil haviam sido bastante irregulares e de baixa intensidade. Ele também havia chamado a atenção para algumas lavouras paranaenses e no Mato Grosso do Sul “que já estavam há mais de 20 dias sem registros de chuvas”. “E essa forte estiagem, associada a altíssimas temperaturas, tem causado diminuições expressivas nos potenciais produtivos de diversas lavouras de soja”, havia alegado ele, avaliando que, de maneira geral, Paraná e Mato Grosso do Sul teriam perdas de mais de 10 por cento em relação ao potencial. Enquanto o Mato Grosso do Sul poderia ter uma safra de pouco mais de 9 milhões de toneladas, a Companhia Nacional de Abastecimento havia estimado em boletim npassada, ainda sem considerar os conseqüência da seca, que o Paraná poderia registrar uma ampliação de 2,4 por cento na produção estadual, para 19,7 milhões de toneladas uma queda anual de 4 por cento. De maneira conservadora, a colheita de Brasil 2018/19 havia sido estimada pela Conab em 120 milhões de toneladas, um novo recorde, mas com ligeiro crescimento de 0,7 por cento ante a temporada passada, apesar de uma ampliação de quase 2 por cento no plantio. Analista do Departamento de Economia Rural , do governo do Paraná, Marcelo Garrido havia declarado que há uma tendência de reavaliação para baixo da colheita do Estado. O Deral esperava divulgar novos números, que deveriam assinalar algumas perdas, havia alegado ele. “Já havia pegado alguma coisa, pelava que o pessoal tem falado de campo, achava que terá reflexo na colheita… A situação não estava bastante boa na região oeste, só não sabia declarar o quanto “, havia alegado Garrido, adicionando que havia havido relatos de “chuviscos” e “precipitações dispersas” nos últimos dias. COLHEITA Segundo Garrido, a safra no Paraná deveria ser antecipada no Estado, pelo plantio precoce e também pelava seca, que agilizava o ciclo da planta. Mas ele acreditava que exclusivamente em janeiro os produtores de Paracel Islands estariam colhendo. Já em Mato Grosso, produtores do médio-norte, próximos à BR-163, que u utilizavampivô de irrigação, e estavamcomeçando os trabalhos de safra nesta semana, d havia ditoMuraro, da AgRural. Ele havia mencionado ainda trabalhos de safra na região de Campo Novo do Parecis, a oeste do Estado. “Colheita pegará fogo mesmo só na primeirde janeiro”, havia declarado Muraro. A Aprosoja-MT havia declarado ter informação de que um produtor estava colhendo em Nova Ubiratã, ao norte de Mato Grosso.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: NEUTRAL

Countries: Brazil, Argentina

Cities: Sao Paulo, Parana

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Agroconsult vê colheita de soja brasileira, a 117,6 mi t, após tempo desfavorável
>>>>>Conab vê safra de soja menor no Brasil e ‘danos irreversíveis’ após tempo adverso – January 10, 2019 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>AgRural cita tempo, vê safra de soja menor no Brasil e não descarta mais perdas – (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>AgRural corta previsão de safra de soja do Brasil a 116,9 mi t com tempo adverso – January 09, 2019 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>>>>>Colheita de soja no Paraná alcança 5% da área, diz Deral – January 08, 2019 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>>>>>>>>>FCStone corta safra de soja do Brasil a 116,25 mi t diante de clima ‘bastante seco’ – January 04, 2019 (Extraoglobo-pt)
>>>>>Exportação de soja do Brasil deve cair 12% em 2019, estiagem é risco, diz Anec – January 09, 2019 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Exportação de soja do Brasil inicia ano com média diária 70,6% maior, diz Secex – January 07, 2019 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Aprovação da China à soja da DowDupont representa desafio à Bayer – January 09, 2019 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>>>>>Trump diz que problemas da China ajudam EUA em negociações comerciais; minimiza alerta da Apple – (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>>>>>Reservas cambiais da China caem em 2018 com desaceleração econômica e pressão de guerra comercial – January 07, 2019 (Extraoglobo-pt)
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>>>>>>>>>>>>>>>>>China faz história ao pousar sonda pela primeira vez do lado oculto da Lua – (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>>>>>Secretário de Comércio dos EUA: grande acordo pode ser alcançado com a China sobre questões comerciais imediatas – (Extraoglobo-pt)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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1 toneladas 0 15 NONE 23 toneladas de 2017-18: 1, toneladas absorvidas: 1, toneladas: 21
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4 chuvas 90 0 NONE 10 chuvas: 5, as chuvas: 4, as chuvas serão praticamente diárias: 1
5 Conab 15 0 ORGANIZATION 10 (tacit) ele/ela (referent: a Conab): 1, A Conab: 3, (tacit) ele/ela (referent: A Conab): 1, a Conab: 5
6 colheita 0 0 PERSON 10 uma safra: 1, a safra brasileira: 1, Colheita: 1, a primeira safra: 2, uma safra total: 1, uma safra histórica: 1, a safra: 3
7 o Brasil 0 4 PLACE 9 o Brasil: 7, O Brasil: 2
8 lavouras 0 105 NONE 8 algumas lavouras: 1, essas lavouras: 1, aquelas lavouras semeadas: 1, as lavouras: 4, essas lavouras precoces: 1
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