Aneel calcula resolução em julho sobre limites para custo spot da energia, declara diretora

Por: SentiLecto

– Em 2 meses, a Agência Nacional de Energia Elétrica terá que decidir sobre mudanças em os limites mínimo e máximo de o custo spot de a eletricidade, o Preço de Liquidação das Diferenças , declarou nesta quarta-feira a diretora Elisa Bastos, relatora de processo sobre o assunto no órgão regulador, durante acontecimento na Federação das Indústrias de São Paulo . Os preços spot são utilizados no chamado mercado de curto prazo de energia e influenciam as cotações no mercado livre, no qual grandes consumidores podem contratar o suprimento junto a geradores e comercializadoras, ao invés de serem atendidos por distribuidoras. O PLD também influi fortemente diversos outros aspectos no setor elétrico, como resoluções de investimento. A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica calcula semanalmente o custo spot , com um piso e um telhado definidos por a Aneel. Os limites mínimo e máximo do PLD estão atualmente em 42,35 reais e 513,89 reais por megawatt-hora, respectivamente. “A gente pretende abrir audiência pública ainda no final do mês de maio, e vamo ter um mês praticamente para contribuições. Pretendemos também fazer reuniões públicas durante a audiência. É para deliberação até julho de 2019, para que apliquem-se os novos limites de PLD a partir de janeiro de 2020″, declarou Elisa. A diretora realçou que é importante debater a metodologia do custo neste momento até devido à previsão atual de que o PLD passe a partir de 2020 a ser calculado em base horária, e não mais semanal.

– Casos recentes de comercializadoras de energia que descumpriram contratos ressaltam a necessidade de aprimoramentos no mercado de eletricidade, com processos mais estritos antes da entrada de agentes no setor e uma maior rapidez no desligamento dos que não satisfazem os deveres, declarou à Reuters o chefe da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica . Rui Altieri, que foi reeleito em abril para novo mandato como presidente do conselho da CCEE, declarou que essas medidas constam de propostas para ampliar a segurança no mercado de energia que serão exibidas em workshop da instituição no dia 22, que vai contar ainda com representantes do Ministério de Minas e Energia e da Agência Nacional de Energia Elétrica . “A primeira frente é reavaliar os critérios de adesão, de entrada. Hoje uma comercializadora passa por todo um rito para a entrada no mercado, e nós reavaliaremos”, alegou ele, defendendo também um novo e mais estrito processo para avaliar eventuais mudanças de sócios das companhias. “O segundo ponto é melhorar os critérios de saída, de desligamento. Nós, particularmente, achamos que há um espaço enorme para evolução”, adicionou Altieri. Ele explicou que agentes que deixam de aportar garantias financeiras referentes a seus contratos de venda têm os negócios suspensos na hora da liquidação das operações, mas só entram em processo de desligamento –na prática uma expulsão do mercado– caso deixem de realizar o aporte por três vezes seguidas. “Achamos que isso é bastante, desejamo reavaliar e encurtar essas questões”, defendeu o presidente da CCEE. A instituição ainda pretende passar a divulgar indicadores que sinalizem para os agentes de mercado a situação das companhias do setor. A instituição é culpada pela operacionalização do mercado elétrico. Ele adicionou que a CCEE pretende divulgar os indicadores tão logo eles enquanto as outras medidas para melhoria do mercado vão entrar em forcita em 2020, estejam prontos, ainda neste ano. Outra proposta que faz parte do pacote é a execução de chamadas semanais de margem para os agentes de mercado a partir do ano que vem, o que visa diminuir o risco a que as companhias ficam expostas na liquidação financeira mensal. Faz 1 mês, a Agência Nacional de Energia Elétrica já havia alegado que avaliava implementar a chamada de margem semanal a partir de 2020, conforme. Segundo Altieri, o nervosismo gerado por obstáculos de algumas comercializadoras no começo do ano deixou como saldo atual uma companhia em processo de desligamento do mercado e cinco em “operação assistida” –quando o agente é monitorado pela CCEE e só pode fechar novos contratos se estes não ampliarem sua exibição financeira negativa. Enquanto a Negocial Energia está em período de desligamento, as companhias em operação assistida são as comercializadoras Vega, Lumen, Linkx, FDR Energia e 3G. “Nós não temos hoje uma percepção de que isso vai ampliar. Talvez tenha alguma coisa, mas não é de grande monta… Faz 2 meses, foram fevereiro, março, os piores momentos, e Faz 1 mês, alegou Altieri, talvez alguma coisa ainda em abril. A onda de problemas em algumas comercializadoras veio após uma brusca virada de tendência nos custos da energia no mercado. Uma falta de chuva na região das hidrelétricas de Brasil levou os câmbios a dispararem no começo do ano, enquanto muitos agentes apostavam em valores baixos no primeiro trimestre. Faz 1 mês, a CCEE já liquidou financeiramente as operações realizadas, sendo que as transações de abril serão liquidadas em o começo de o próximo mês. ENERGIA DE RESERVA Em paralelo, a CCEE participa de debates junto ao governo sobre como resolver um persistente déficit de geração das hidrelétricas do país, provocado entre outros motivos por um baixo nível dos reservatórios nos últimos anos. Segundo Altieri, a maior parte do problema decorre da hidrologia desfavorável, mas uma parcela da frustração na produção hídrica tem origem em outros fatores, como a chamada energia de reserva. O governo realizou no passado diversos leilões para contratar usinas de energia de reserva, que visam diminuir riscos na oferta de energia. Mas a CCEE avalia que as usinas contratadas nessa modalidade –principalmente renováveis, como parques eólicos e solares– “deslocam” a geração hídrica, ampliando o déficit das usinas da fonte. “A hidrologia irá normalizar. Quando, não sabemos declarar, Mas na nossa avaliação tem que se tratar essa questão da energia de reserva”, defendeu Altieri. Ele estimou que entre 4% e 5% do déficit hídrico está associado à geração de reserva, o que pode variar de ano a ano. A proposta da CCEE para resolver a questão é fazer com que a energia contratada como reserva passe a constar do portfólio de contratos das distribuidoras, gerando lastro de contratação para elas, o que hoje não ocorre. A entrada dessa energia no portfólio das distribuidoras, no entanto, diminuiria a necessidade de contratação de novas usinas, o que precisaria ser gerenciar com cuidado, segundo Altieri. “A questão é como modificar os 4 mil megawatts médios em lastro. Aí deve ter uma agenda. Tem que ser paulatinamente, de forma ininterrupta, mas gradual”, alegou ele. “Vai diminuir, se você fizer isso imediatamente ou inibir a expansão da oferta, porque não terá mercado para tudo isso . E não é razoável, deve continuar havendo leilões para se agitar a indústria. Então deve fazer de maneira paulatina, de maneira criteriosa”.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: SLIGHTLY POSITIVE

Countries: Brazil

Cities: Sao Paulo

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Aneel calcula resolução em julho sobre limites para custo spot da energia, declara diretora
>>>>>Mercado de energia deve rever regras de adesão e desligamento de empresas, diz CCEE – May 14, 2019 (Extraoglobo-pt)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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