BC conserva Selic em 6,5%, declara que pode subir juros se quadro piorar

Por: SentiLecto

– O Banco Central conservou nesta quarta-feira a taxa de juros no seu piso histórico, de 6,5 por cento, mas assinalou que aso haja piora do quadro atual, pode subir a Selic à frente c conforme as incertezas ligadas às elvotaçõesêm guiando uma escalada do dólar frente ao real. “O Copom reitera que a conjuntura econômica ainda prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural. Caso o cenário prospectivo para a inflação no horizonte pertinente para a política monetária e/ou seu balanço de riscos, esse estímulo começará a ser removido gradualmente exibam piora”, declarou o comunicado do Comitê de Política Monetária do BC. Em pesquisa Reuters, que o único voto dissidente, do Societe Generale, calculava elevação de 0,25 ponto percentual, a 6,75 por cento, 39 de 40 economistas já esperavam que a taxa fosse conservada pela quarta reunião consecutiva do Copom, a última antes da votação do próximo presidente brasileiro. A mudança na comunicação do BC, embora esperada, encarna uma postura mais firme em relação à eventual elevação dos juros depois de o BC ter optado por se abster de dar sinalizações diante do atual nível de incertezas. No comunicado, a autoridade monetária também passou a ver um cenário menos favorável para a inflação. Agora, avaliou “que diversas medidas de inflação subjacente são encontradas em níveis apropriados, inclusive os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária”. Em agosto, pontuara que essas medidas de inflação subjacente seguiam “em níveis baixos”. Em outra frente, também avaliou que os riscos para uma inflação mais alta se aumentaram, com referência à ddanificaçãodo cenário externo para emergentes e à frustração sobre a copermanênciae reformas econômicas no país. A preocupação de que o ganhador da corrida presidencial não consiga implementar uma agenda de reformas econômicas para reequilibrar as contas públicas e estabilizar o endividamento magnificaram o conseqüência das perdas em mercados emergentes sobre o Brasil, levando o dólar para perto de suas máximas históricas frente ao real. O fortalecimento da moeda norte-americana pode aumentar os custos de importados e agilizar a inflação, embora o desemprego aumentado e a alta habilidade ociosa das companhias deva restringi esse repasse. “Uma depreciação razoável, acima do platô atual, poderia levar o Banco Central a comportar-se ampliando a taxa de juros. Essa depreciação não vista como provisória. Ou seja, desde que o mercado avalie com ceticismo a execução de um ajuste fiscal no Brasil”, alegou o economista-chefe do Santander, Mauricio Molan. Ele ressalvou, contudo, que o cenário do Santander é de que não vai haver alta de juros até o fim do ano. Em 1 mês, a próxima reunião de o Copom ocorrerá de outubro, após a possível execução de o segundo turno de o pleito presidencial, em 28 de outubro. Para a economista-chefe da Rosenberg, Thaís Zara, o BC fez um seguro para subir os juros, se necessário, embora não tenha mencionado este percurso como o mais provável. “A mutável chave nessa resolução vai ser a cotação: se ele progredir bastante mais do que os 4,15 reais admirados no cenário de juros e cotação constante, a projeção para 2019 tende a se afastar bastante do centro da meta, levando-o a comportar-se”, completou ela, em nota a clientes. Nesta quarta-feira, o BC repetiu que se eles afetarem outros custos ou expectativas, a política monetária só reagirá aos movimentos cambiais. Também voltou a cogitar que os conseqüência desses choques podem ser mitigados pelo grau de ociosidade na economia e pelas expectativas de inflação ancoradas nas metas. No cenário com juros constantes no platô atual e dólar constante a 4,15 reais, o BC passou a ver a inflação subindo 4,4 por cento em 2018 e 4,5 por cento em 2019, passando do centro da meta no último caso. O alvo oficial perseguido pelo governo para o IPCA neste ano é de 4,50 por cento e, para o ano que vem, de 4,25 por cento, sendo que para ambos os anos há margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Considerando o cenário de mercado, contudo, o BC reduziu a projeção de inflação para 2018 a 4,1 por cento, sobre 4,2 por cento antes. Em 1 ano, a estimativa subiu a 4,0 por cento, contra 3,8 por cento anteriormente, para 2019. Na pesquisa Focus mais recente, feita pelo BC junto a uma centena de economistas, a expectativa é de que a inflação vai fechar este ano em 4,09 por cento, indo a 4,11 por cento no ano que vem.

– Haruhiko Kuroda realçou nesta quarta-feira que não removerá o afrouxamento monetário até que a inflação atinja a meta de 2 por cento, advertindo que a intensificação da disputa comercial internacional pode provocar danHaruhiko Kuroda realçou nesta quarta-feira que não removerá o afrouxamento monetário até que a inflação atinja a meta de 2 por cento, advertindo que a intensificação da disputa comercial internacional pode provocar prejuízos generalizados ao crescimento mundial. Haruhiko Kuroda é o presidente do banco central do Japão. Haruhiko Kuroda é o presidente do banco central do Japão. Ainda assim, reforçando as declarações do premiê Shinzo Abe na semana passada e abrindo percurso para uma futura saída da política monetária ultrafrouxa, Kuroda declarou que nenhum banco central deseja continuar para sempre com um afrouxamento monetário não convencional. “Se alcançarmos nossa meta de inflação de 2 por cento, não há necessidade de continuar com nosso forte afrouxamento monetário, então obviamente progrediremos para uma saída. Mas isso não significa que não temo que continuar com o afrouxamento agora”, declarou ele àoijornalismo “Nenhum banco central quer apertou ou afrouxar a política indefinidamente. Qualquer banco central obviamente deseja alcançar sua meta o mais breve possível e normalizar a política.” As declarações, feita após a uma vez que os riscos à economia dependente das exportações e a inflação fraca o forçam a mconservarum estímulo radical apesar do eaumentadocpreçode um afrouxamento pestendido aextremamenteesperada dresoluçãodo Banco do Japão de mconservara política monetária, drealçao dilema que o banco enfrenta.Na segunda-feira 10 de setembro – O Banco Central informou que fechou acordo com a autoridade monetária de Hong Kong para cooperação na área de fintechs, buscando especialmente o incentivo à inovação em serviços financeiros e o asuporteà expansão local de emcompanhiasnovadoras de outras jurisdições. ” esperávamo uma cooperação frutífera com Hong Kong, que era um dos principais centros de tecnologia financeira na Ásia”, havia alegado Ilan Goldfajn em nota no jornalismo. Ilan Goldfajn é o presidente do BC.”O acordo de colaboração implicava o compartilhamento de experiências e melhores práticas, e nos permitiria não somente monitorar mudanças tecnológicas nos mercados financeiros de uma perspectiva mais extensa, mas também ajustar o ambiente regulatório para modelos de negócio inovadores”, havia adicionado ele. Mais cedo neste ano, o BC havia regulamentado as fintechs de crédito, que poderiam atuar como Sociedades de Crédito Direto , realizando operações com recursos próprios, ou como Sociedades de Empréstimo entre Pessoas , que conectavam investidores a tomadores de recursos. Em entrevista recente na Reuters, Otávio Damaso também a havia afirmadoque o BC d devia regulamentaraté dezembro o funcionamento do chamado “open banking” e a abertura de contas correntes de companhias por canal digital, como parte dos esforços para incentivar a concorrência no sistema bancário brasileiro. Otávio Damaso é o diretor de Regulação do BC.O open banking dava o poder de acesso e manejo de dados bancários aos clientes, em vez de ser posse dos bancos como era hoje. Desde que tenham tecnologia, na prática, isso abria espaço para que adversárias ou fintechs ofereçam serviços como financiamento e cartão de crédito, por exemplo para se conectarem ao banco no qual o cliente tem conta.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: POSITIVE

Countries: Spain, Brazil

Cities: Santander

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>BC conserva Selic em 6,5%, declara que pode subir juros se quadro piorar
>>>>>Presidente do BC do Japão diz que não vai remover estímulo até alcançar meta de inflação – (Extraoglobo-pt)

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