Bolsonaro alega que reforma da Previdência tem inspiração no sistema de Chile

Por: SentiLecto

O presidente Jair Bolsonaro, que reiterou que as reformas são feitas paulatinamente, assegurou nesta quinta-feira, minutos após desembarcar no Chile, que seu governo se inspira nas reformas da Previdência realizadas no passado pelo país para encarar as reformas necessárias no Brasil. O chefe de Estado recordou que Paulo Guedes trabalhou em Santiago na década de 80, durante a ditadura de Augusto Pinochet , “e em parte está levando para lá”. Paulo Guedes é seu ministro da Fazenda.

— O presidente Jair Bolsonaro entregou pessoalmente ao Congresso Nacional, na tarde desta quarta-feira, o projeto que trata da reforma da Previdência e a reorganização da carreira das militares das Forças Armadas. Além da reforma, ele levou também um projeto para facilitar a cobrança de “devedor contumaz” da Previdência. Acompanham Bolsonaro os ministros Fernando Azevedo e Silva , Paulo Guedes , Onyx Lorenzoni , e o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho. Paulo Guedes definiu como um “sacrifício” do presidente Jair Bolsonaro a proposta de reforma da previdência dos militares. Ele realçou que Bolsonaro construiu sua carreira como defensor da categoria e declara que ele “trocou o chapéu” para o de presidente da República ao mandar a proposta ao Congresso. — Sabemos o sacrifício que foi para o presidente da República, que sempre defendeu interesses como deputado federal e teve grandeza de responder ao desafio de ser presidente, porque uma coisa é encarnar setores e outra coisa é presidente, conduzi para todos — declarou Paulo Guedes. — Todos sabem que é com muito obstáculo, esforço e responsabilidade que ele troca chapéu representante parlamentar segmento da população para presidente da república — complementou. Os deputados aguardam a entrega do texto da reforma dos militares para dar começo à tramitação da Proposta de Emenda Constitucional , que mexe com as aposentadorias dos trabalhadores do setor privado e servidores civis. Exibiu-se o texto de os militares hoje de manhã a Bolsonaro em uma reunião em o Palácio da Alvorada. Foi o primeiro compromisso do presidente após o regresso da viagem aos Estados Unidos. CALCULE O TEMPO QUE FALTA PARA VOCÊ SE APOSENTAR

Na quarta-feira 20 de fevereiro – A reforma da Previdência vai mexer nas alíquotas de contribuição dos trabalhadores e vai cobrar uma contribuição maior de quem tem os maiores salários. As alíquotas nominais chegariam a 22% no caso dos servidores e 14% no caso do INSS. Mas, diferentemente do que acontecia pelas normas atuais, em que as alíquotas eram nominais, ou seja, incidiam sobre todo o salário, as novas alíquotas serão progressivas, incidindo por faixa do salário, num modelo igual ao que acontecia no Imposto de Renda. Em meio a uma crise política, o presidente Jair Bolsonaro havia entregado pessoalmente à Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira, a proposta de reforma da Previdência. Ele havia exibido o texto ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia , escoltado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Hoje, as alíquotas do INSS variavam de 8% a 11%. pelava proposta de reforma, as novas alíquotas variarão de 7,5% a 14%. Mas a incidência seria por faixas de salário. Por isso, na prática, as alíquotas efetivas serão menores. Segundo o governo, para quem ganhava R$ 5.839,45, a cobrança seria de 11,68%. A norma de alíquotas progressivas também valeria para servidores públicos. Hoje, as normas de contribuição no funcionalismo variavam de acordo com a data de ingresso do trabalhador. Os que haviam ingressado até 2013 e não aderiram ao fundo adicional recolhiam 11% sobre todo o vencimento. Quem havia aderido ao novo fundo ou havia entrado depois de 2013 recolhia os mesmos 11%, só que pelava telhado do INSS .A reforma calculava a criação de faixas, que vão de 7,5% sobre a parcela enquadrada no limite de um salário mínimo, a até 22%.

— Nosso ministro da Economia é um homem voltado para o livre comércio, ele foi um Chicago Boy, esteve aqui com o presidente Pinochet tratando o plano econômico de vocês — declarou Bolsonaro, que defendeu a política de Guedes sobre livre comércio e projetos como o corredor bioceânico, que junta Brasil, Argentina, Paraguai e Chile.

Além disso, o presidente brasileiro elogiou o sistema previdenciário do Chile.

— Nós é que devemo resolver nossa Previdência. Pelo que eu sei, aqui está devidamente controlada a situação — alegou o presidente.

— Ontem, pedi aos parlamentares que levassem, quando entreguei a proposta pessoalmente para o presidente Rodrigo Maia em conta uma medida provisória que há 19 anos está sem ser votada. Faz 19 anos, e essa medida provisória foi bastante fundo em a questão de a reforma previdenciária. Que teria que ser feita, segundo o governo FH, para todos os poderes.

— Então, unindo a medida provisória 2215 com a proposta encaminhada ontem, a proposta de reforma para os militares é bastante mais profunda do que a PEC entregue há poucas semanas ao Parlamento — deduziu Bolsonaro.

— O presidente da Câmara, Rodrigo Maia , defendeu a escalação de um civil para relatar a reforma da Previdência dos militares e se retratou durante reunião com o presidente Jair Bolsonaro de sua declaração de que os militares desejam entrar no “fim da celebração” ao pleitear uma reorganização de carreira. Maia alegou que tentava falar em defesa dos integrantes das Forças Armadas ao fazer sua declaração. — Ontem eu fiz uma brincadeira que era em defesa dos militares e pareceu contra os militares, porque, na verdade, o presidente Bolsonaro relatou o que ocorreu desde o ano 2000, onde numa MP os militares, por respeito a hierarquia e a um comando do presidente da República, participaram de uma reforma previdenciária e administrativa que ficou somente neles — declarou Maia. O presidente da Câmara realçou ter procurado o ministro do Gabinete de Segurança Institucional , Augusto Heleno, e o assessor do Planalto, general Villas Boas, para explicar sua declaração sobre as propostas dos militares. Ele se conduziu ao ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e declarou que pretende buscar junto com ele um parlamentar que tenha origem civil para relatar a proposta de reforma dos militares na delegação especial que analisará a proposta. ‘General 4 estrelas ganha menos que consultor’ Ele alegou que, desde 2005, “as carreiras de estado dos Três Poderes foram sendo beneficiadas, o telhado e o piso salarial sendo achatados e instituídas estruturas extrassalariais para os civis”. — Hoje nós temos uma estrutura onde um general quatro estrelas recebe menos do que um consultor legislativo que entra na Câmara. Nós temos um desestímulo grande às Forças Armadas no Brasil, ao mesmo tempo que temos uma crise previdenciária grave.Foi isso que eu desejou declarar, porque o Brasil quebrou e todo esse ciclo acabou, quando eu desejou falar de fim de celebração, e é isso que a gente precisa reorganizar — alegou Maia.O governo federal deverá exibi hoje à tarde ao Congresso Nacional a proposta para a reforma da Previdência dos militares. Segundo o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, as opções para os projetos serão mostradas antes ao presidente Jair Bolsonaro, que vai desembarcar pela manhã no Brasil, vindo de Washington, nos Estados Unidos. A proposta seria então concluída e mandada aos parlamentares.

Fonte: Extraoglobo-pt

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Bolsonaro alega que reforma da Previdência tem inspiração no sistema de Chile
>>>>>Bolsonaro entrega ao Congresso proposta de reforma da Previdência dos militares – (Extraoglobo-pt)
>>>>>Maia quer civil para relatar reforma dos militares e se retrata sobre ‘fim da festa’ – March 20, 2019 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Maia critica mudanças no BPC propostas na reforma da Previdência – (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Reforma da Previdência dos militares vai economizar R$ 13 bilhões em 10 anos, diz Mourão – (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Reforma dos militares sai hoje; governo apresentará proposta ao Congresso depois que Bolsonaro der o aval – (Extraoglobo-pt)

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