Eletrobras vê vários interessados em distribuidoras e estima leilão em 4 de maio

Por: SentiLecto

– A Eletrobras calcula vários interessados em suas distribuidoras de energia, muitos deles tradicionais empresas que já atuam no setor no Brasil, declarou nesta quarta-feira o presidente da elétrica estatal, Wilson Ferreira Jr., que mencionou que a licitação para privatização dessas concessionárias deve acontecer em 4 de maio. Ferreira a jornalistas, assinalando Equatorial, Energisa e a italiana Enel entre as interessadas. alegou: “Os interessados principais neste momento são os que já estão no Brasil, os operadores tradicionais”. “Alguns deles já fizeram mais… já fizeram diligências. E têm provado interesse nessas concessões”, somou. Faz 5 dias, a Reuters publicou que a Energisa, que controla nove distribuidoras, realizou uma due dilligence sobre as concessionárias de a Eletrobras. Uma vez que há bastante espaço para melhorar os indicadores, segundo Ferreira, as distribuidoras da estatal “são grandes chances”. “Porque como é que cria valor em companhia de distribuição? É importante que vocês saibam. Você deve ter primeiro perdas reais menores do que as perdas regulatórias. A nossa está maior. Você deve ter preços operacionais menores do que os preços regulatórios. O nosso está maior…”, alegou. As distribuidoras que a Eletrobras deseja vender no Norte e Nordeste, que operam em Acre, Alagoas, Amazonas, Roraima, Rondônia e Piauí, são deficitárias e acumularam dívidas bilionárias. Para viabilizar a privatização, a holding elétrica assumiu 11,2 bilhões de reais em dívida das distribuidoras, além de possíveis passivo extras que surjam para as companhias junto a fundos setoriais, como a Conta de Consumo de Combustíveis , que custeia subvenções no setor elétrico. Mas a Eletrobras avalia que resoluções judiciais e mudanças legislativas vão levar a um recálculo desses passivos, que então se tornariam créditos a receber no valor de até 8,5 bilhões de reais. Esses créditos estão sendo debatidos com a agência reguladora Aneel. Fiscalizações preliminares da Aneel haviam assinalado que as distribuidoras precisariam devolver até 4 bilhões de reais aos fundos do setor, em um valor que incluía uma cobrança junto à Eletroacre que foi cancelada após uma reavaliação dos técnicos. A distribuidora no Acre tem 163,25 milhões de reais a receber de um fundo, segundo a mais recente avaliação de técnicos da Aneel, de acordo com documento visto pela Reuters nesta semana. Anteriormente, o órgão regulador cobrava que 275,25 milhões de reais fossem devolvidos pela companhia. O CEO da Eletrobras reafirmou que a empresa espera ter uma solução no âmbito administrativo para o debate de tais valores, e evidenciou que poderia entrar na Justiça para garantir os afirmados direitos da companhia. MODELAGEM O leilão das distribuidoras da Eletrobras prevê um preço simbólico para cada empresa, de 50 mil reais, associado a obrigações de investimentos e aportes de recursos nas concessionárias. Pelas regras da licitação, o vencedor da disputa por cada concessionária deverá realizar aportes nas empresas após a compra que variam de cerca de 240 milhões de reais nas elétricas de Rondônia e do Acre a um máximo de 721 milhões, na Cepisa, do Piauí. Adicionadas as seis distribuidoras, o aporte imediato de capital exigido será de 2,4 bilhões de reais. O valor encarna cerca de 30 por cento do total de investimentos calculados para os cinco primeiros anos de operação das distribuidoras, estimados em 7,8 bilhões de reais, segundo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social , que tem assessorado o processo de desestatização.

– A Energisa ENGI11.SA>, que controla nove distribuidoras de energia no Brasil, avaliou os números das concessionárias de distribuição da Eletrobras ELET6.SA> que governo e estatal pretendem privatizar em um leilão calculado para maio, segundo documento visto pela Reuters. A elétrica chegou a participar de uma reunião na Agência Nacional de Energia Elétrica após “due diligence” nas companhias, para sugeri possíveis aperfeiçoamentos nas normas que serão definidas para o processo de desestatização. Um documento da Aneel sobre o encontro, realizado em 21 de fevereiro alega: “A Energisa requereu a reunião para abordar o assunto de a privatização de as distribuidoras de a Eletrobras , bem como levar a o conhecimento de a agência pontos importantes constatados em a diligência de a Energisa em as distribuidoras”. Se a análise envolveu todas as companhias, o documento não especifica quais das seis distribuidoras da Eletrobras que devem ser desestatizadas a Energisa analisou elas ou. Procurada, a Energisa alegou que não comentará o tema. Na reunião com o regulador, a Energisa mostrou preocupação principalmente com possíveis passivos das companhias da Eletrobras, que são fortemente deficitárias e padecem com investimentos abaixo do necessário em suas redes. A elétrica pediu que possíveis multas a serem aplicadas às distribuidoras após a privatização, por infrações em períodos em que a gestão era da Eletrobras, não resultem em punições financeiras ao novo controlador. Os representantes da Energisa também desejam que se os novos controladores revisarem os indicadores das companhias, a Aneel reveja as metas de característica definidas para as distribuidoras e descobrirem que elas tinham um performance inferior ao informado anteriormente pela Eletrobras ao regulador. Entre outros pedidos, a Energisa também deseja que a Aneel deixe claro que preços de atividades como levantamentos de campo, recadastramento de ativos e atualização de sistemas serão repassados futuramente às tarifas. “Considerando que serão necessários grandes investimentos nos três primeiros anos da nova concessão… que no edital de privatização fique clara a chance de agradecimento tarifário dessas preços”, alega. As distribuidoras da Eletrobras que serão privatizadas operam em Acre, Alagoas, Amazonas, Roraima, Rondônia e Piauí. A Energisa tem concessões de distribuição em Minas Gerais, Sergipe, Paraíba, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, São Paulo e Paraná. A companhia também tem ativos de transmissão de energia.

Na segunda-feira 19 de fevereiro – Ao menos meia dúzia de investidores tem se agitado para analisar seis distribuidoras de eletricidade da estatal Eletrobras que deverão ser privatizadas em um leilão que o governo pretende realizar até abril, declararam experts próximos das conversas em andamento. O andar das consultas propunha que tinha que haver interessados por todas as companhias, que operavam no Norte e Nordeste do país, com a chance até de haver disputas entre mais de uma empresa por alguns ativos mais atraentes. As companhias da Eletrobras atendiam Acre, Alagoas, Amazonas, Rondônia, Roraima e Piauí, com operações fortemente deficitárias que haviam obrigado o governo a autorizar a holding elétrica a assumir 11,2 bilhões de reais em dívidas e possíveis passivos de até 4 bilhões de reais dessas subsidiárias junto a fundos do setor elétrico para viabilizar a venda. ” tem algumas companhias interessadas, sim, e elas estavam se agitando… achava que terá uma disputa, principalmente por algumas distribuidoras. acreditava que todas receberiam lances”, havia declarado à Reuters a diretora da consultoria Thymos Energia, Thais Prandini. “Eu até achava que não haveria tanto interesse, mas estava tendo… estávamo vendo uma movimentação. A gente tem pelo menos um cliente que havia pedido proposta para olhar o data-room dessas companhias todas”, havia declarado Tiago Figueiró sem mencionar nomes. Tiago Figueiró é o sócio da área de energia do escritório Veirano Advogados. Entre companhias vistas como possíveis interessadas estavam grupos que já atuavam com distribuição de energia brasileira e haviam feito aquisições no setor ao longo dos últimos anos, como a Equatorial e a de Italia Enel, além da Neoenergia, controlada pelos espanhóis da Iberdrola. Uma fonte havia declarado à Reuters, na condição de anonimato, que a Energisa também p pretendiadisputar o leilão das distribuidoras e e estavade olho em mais de uma ecompanhiada Eletrobras, incluindo a Ceron, rculpadapelo fabastecimentoem Rondônia. Uma segunda fonte havia declarado que entre os grupos que desejavam disputar as privatizações estavam também as financeiras Vinci Partners e GP Investments, fundos de private equity que já haviam sido sócios da Equatorial. A Equatorial tem como maiores acionistas atualmente Squadra Investimentos, Opportunity, Black Rock e GIC. A companhia é vista como expert em recuperar distribuidoras deficitárias, após ter adquirido a Cemar, do Maranhão, por 1 real em 2004 –a companhia é considerada uma das mais eficientes do setor. O sócio da auditoria independente Tattica havia declarado que a operação deficitária das distribuidoras da Eletrobras podia ser revertida por novos controladores que consigam diminuir preços operacionais e investimentos e ao mesmo tempo sanear as dívidas das empresas. Tattica é aderbal Hoppe. “Isso era determinante, pois em casos como o da Cemar… havia havido habilidade e ela em pouco tempo havia passado a ser uma referência de excelência operacional e de distribuição de dividendos”, havia alegado. Procurada, a Eletrobras havia declarado que não iria comentar, assim como a italiana Enel. A Energisa também não havia comentado. A Neoenergia não havia desejado falar sobre o leilão das distribuidoras da Eletrobras, mas havia evidenciado em nota que “o grupo estava sempre atencioso a novas chances de negócios e acompanhava a movimentação dos ativos disponíveis no mercado”. A Equatorial Energia havia declarado que ” estava atenciosa às ochancesde mercado”. GP Investments e Vinci Partners não haviam respondido a um pedido de observação. MODELO O leilão das distribuidoras da Eletrobras prevê um preço simbólico para cada empresa, de 50 mil reais, associado a obrigações de investimentos e aportes de recursos nas concessionárias. Pelas regras da licitação, o vencedor da disputa por cada concessionária deverá realizar aportes nas empresas após a compra que variam de cerca de 240 milhões de reais nas elétricas de Rondônia e do Acre a um máximo de 721 milhões, na Cepisa, do Piauí. Adicionadas as seis distribuidoras, o aporte imediato de capital exigido será de 2,4 bilhões de reais. O valor encarnava cerca de 30 por cento do total de investimentos calculados para os cinco primeiros anos de operação das distribuidoras, estimados em 7,8 bilhões de reais, segundo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social , que tem assessorado o processo de desestatização.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: POSITIVE

Countries: Brazil

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Eletrobras vê vários interessados em distribuidoras e estima leilão em 4 de maio
>>>>>Energisa avalia distribuidoras da Eletrobras que serão privatizadas – March 09, 2018 (Extraoglobo-pt)

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