ESPECIAL-Protetores da Amazônia: comunidades indígenas enfrentam obstáculos para lutar madeireiros

Por: SentiLecto

Dentro da Reserva Indígena 124, no Estado do Amazonas, o cacique Geraldo Apurinã anda ao longo de uma trilha lamacenta, passando por árvores imponentes ainda intocadas por madeireiros amazônicos.

Grande parte da terra ao redor da reserva teve suas árvores derrubadas. Áreas de pastagem de gado agora ocupam espaços a perder de vista da estrada, arruinando o que costumava ser a imponente floresta amazônica.

Cosme da Silva na região sudoeste do Estado do Amazonas alega: “Trinta anos atrás, toda essa área era floresta intocada”. Cosme da Silva é ativista local da Comissão Pastoral da Terra em Boca do Acre.

Silva à Thomson Reuters Foundation do banco de passageiro da caminhonete 4×4 ao passar por terras desmatadas na reserva indígena ddeclarou “Hoje, grileiros tomaram por ‘ grileiros que darruinarama floresta para cinstituirgado ‘ que darruinarama floresta para cinstituirgado”.Ambientalistas alegam que áreas como a Reserva 124, onde o território é propriedade formal de comunidades indígenas, encarnam a melhor forma de resgatar florestas ameaçadas de extinção, enquanto políticos planejam uma mudança radical para a demarcação de terras para 900 mil povos indígenas brasileiros.

O cacique Geraldo Apurinã, de pé na sacada de sua casa, construída dentro da reserva declarou: “Tenho certeza que conservamo melhor as florestas do que outras comunidades próximas”.

Safra SEM DEGRADAÇÃO

Faz 29 anos, quando o Brasil viu aprovada uma nova Constituição, a comunidade indígena Apurinã recebeu o título de propriedade formal de a área de 450 quilômetros quadrados, com garantia a direitos de os povos indígenas.

Antes da demarcação, os habitantes enfrentavam violência constante de fazendeiros e agricultores que disputavam a terra, declarou Maria José Apurinã, 40 anos, mãe de quatro filhos e esposa do cacique.

Maria José, sentar-se em sua casa de madeira declarou: “Eu vi bastante sangue derramado “. “Mas agora que temos a terra, é melhor para nossos filhos… esse é o nosso lugar.” Os cerca de 800 habitantes da reserva ganham a vida pescando, caçando e colhendo castanhas e açaí que aumentam naturalmente na área, declarou Apurinã, de 57 anos.

Ele, endossando o que pesquisas já constataram ele. declarou: “Nós somente colhemos as castanhas, não arruinamo as árvores”.

A floresta amazônica é bastante melhor conservada onde as comunidades indígenas são talentos formais de suas terras do que áreas similares não delimitadas, de acordo com um estudo realizado por pesquisadores norte-americanos na floresta de Peru em abril, sustentando os descobrimentos de dois estudos anteriores.

Na Amazônia de Brasil, uma área maior que a Alemanha foi desmatada desde 1988, de acordo com dados do governo.

Após anos de declínio, a taxa de desmatamento ampliou 29 por cento no ano passado em relação a 2015, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais .

Com essa progressão, ambientalistas declaram que o governo não conseguirá atingir seu objetivo de desmatamento zero na Amazônia até 2030.

As florestas sob o poder dos indígenas, porém, são as mais bem protegidas no Brasil, alegou à Thomson Reuters Foundation Luciano Evaristo, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis .

De acordo com Evaristo, a demarcação de terras para comunidades indígenas está entre as estratégias mais baratas para proteger a Amazônia.

“ÍNDIOS têm que decidir”

Mas os planos de destinar novas terras para os povos indígenas estão paralisados há meses e lideranças indígenas temem que movimentos políticos ponham um fim às suas reivindicações.

Os parlamentares estão planejando uma grande mudanças na Fundação Nacional do Índio . De acordo com relatório de parlamentares publicado em maio, o órgão é ineficaz, está sujeito a “interesses externos” e toma suas resoluções de demarcação de terras com base em dados imprecisos.

Diminuiu-se a verba de a Funai em mais de 40 por cento em o ano passado. A Funai está desatualizada, declara a bancada ruralista, que sugeriu mudanças no processo de demarcação da terra, incluindo a abertura de reservas indígenas às ecompanhiasde mineração.

“Há índios que desejam se tornar mineradores e produtores, e eles devem ter a liberdade de decidir por si mesmos”, afirmou em maio o deputado Nilson Leitão , autor do relatório e líder da bancada ruralista.

“A Funai tem sido excessivamente protetora e paternalista… Enquanto o povo falece de fome, os índios podem viver em uma grande mina “, declarou ele sobre as comunidades muitas vezes mergulhadas na pobreza.

À ESPERA DE TERRA

Francisco da Silva de Araújo, 56 anos, é o líder indígena da comunidade valpacense delimitada.

Ele declarou que as mudanças sugeridas na Funai poderiam significar o fim da esperança de seus povos de ter sua própria terra, prejudicando os esforços de preservação da Amazônia no processo.

Araújo na sequência de uma reunião com autoridades da Funai no Estado do Amazonas sobre a reivindicação de longa data de sua tribo declarou: “Estamos combatendo para que nossa terra seja delimitada desde 1991″. “Estamos bastante preocupados com essas mudanças na Funai”, .

Sua comunidade tem enfrentado incursões frequentes de pessoas de fora que vêm cortar árvores, declarou Araújo.

Sem direitos formais na terra, não há muito o que as cerca de 20 famílias que moram na área possam fazer para proteger a floresta.

Araújo declarou: “Grileiros invadiram a área”. Durante um desses incidentes, fazendeiros armados com foices ameaçaram os habitantes indígenas.

Wagner Gallo declarou que os cortes na verba e as propostas de mudanças políticas prejudicaram a habilidade da agência de auxiliar pessoas como o cacique Araújo. Wagner Gallo é um funcionário do escritório local da Funai no Estado do Amazonas.

Mesmo antes dos últimos cortes na verba, a organização estava combatendo, declarou o funcionário do governo. Na região em torno de Boca do Acre, cerca de 15 por cento da equipe foi demitida.

Gallo à Thomson Reuters Foundation após uma reunião com Araújo e outros líderes indígenas ddeclarou “Os números mostram que a demarcação de terra para os indígenas é a melhor mformade proteger a floresta”.

VELHO/GUAYARAMERÍN, Bolívia – Em uma balsa ilegal de garimpo de ouro na bacia amazônica, um garimpeiro de 22 anos segura uma garrafa de plástico repleta de mercúrio tóxico com as mãos sem nenhuma proteção e declara estar ciente dos perigos do trabalho. De bermuda, regata e chinelo, ele acende um maçarico e direciona uma chama azul em um pedaço de minério que a balsa retirou do fundo do rio Madeira, no Estado de Rondônia, na fronteira com a Bolívia. Centenas de balsas semelhantes –fabricadas com madeira compensada, metal e movidas por motor a diesel– cavam os rios da maior floresta tropical do mundo, deixando rastros de devastação por onde passam, de acordo com funcionários do governo. “Eu sei que isso é um pouco perigoso, mas o que mais eu vou fazer para ganhar a vida aqui?”, disse o jovem garimpeiro, que conversou sob condição de anonimato devido ao seu envolvimento em atividades ilegais. Quando perguntado sobre equipamentos de segurança, ele somente riu. Dezenas de milhares de garimpeiros ilegais se arremessam na floresta amazônica no Brasil, Peru, Bolívia, Venezuela e Colômbia, na esperança de ficarem ricos. A corrida pelo ouro tem aniquilado partes da floresta amazônica e envenenado pessoas que dependem dos alimentos com mercúrio dos rios e outras toxinas usadas no processo de mineração. A indústria ilícita é alimentada pelo tráfico de pessoas para extrair o ouro e mulheres para trabalhar como prostitutas para os garimpeiros, de acordo com procuradores da Justiça. DIFICULDADES Com bilhões de dólares em jogo e complicadas redes de contrabando e lavagem de dinheiro do ouro extraído ilegalmente através das fronteiras, funcionários do governo admitem que têm obstáculos para lutar o problema. Ranilson Monteiro Câmara, do Departamento Nacional de Produção Mineral , vinculado ao Ministério de Minas e Energia, à Thomson Reuters Foundation, em Porto Velho ddeclarou “Temos dobstáculosiimensos.Dezenas de embarcações sem registro retiram ouro do rio a somente 2 quilômetros de seu escritório. Câmara alegou que é o único funcionário do DNPM no Estado de Rondônia responsável pelo monitoramento dos garimpeiros e da indústria de bilhões de dólares. Câmara declarou: “Os níveis de atividade irregular no rio são altos”. Enquanto outros estão sendo registrados formalmente, funcionários de diversos órgãos estão trabalhando para tentar barrar embarcações ilegais para que possam operar legalmente, segundo Câmara. Não é tarefa fácil. Em um determinado ano, garimpeiros ilegais mandaram 40 toneladas de ouro extraído da Amazônia para os Estados Unidos, de acordo com um estudo de 2016 da Verité, órgão de monitoramento com sede em Massachusetts. Essa soma encarna quase o dobro das exportações legais de ouro das cinco nações amazônicas cobertas pelo estudo. Entre 2006 e 2016, 68 toneladas de ouro foram extraídas ilegalmente da Amazônia e contrabandeadas para fora da região através da Bolívia, de acordo com a Global Initiative Against Transnational Organized Crime, um grupo de monitoramento com sede em Genebra, na Suíça. Garimpeiros ilegais despejam mais de 30 toneladas de mercúrio fatal nos rios da Amazônia todos os anos, envenenando peixes e provocando prejuízos cerebrais a pessoas que vivem a quilômetros de distância a jusante, de acordo com o Carnegie Amazon Mercury Project, um grupo de estudos científicos dos EUA. Se os estigmatiza injustamente como ladrinhas, tENTATIVAS DE REGULAÇÃO Os produtores de ouro, por sua vez, declaram que muitos trabalham dentro da lei e. Fabiano Sena Oliveira, membro sênior de uma cooperativa de produtores de ouro em Rondônia declarou: ” trabalhamos, pagamos impostos e apoiamos a economia local”. Somente 20 por cento dos garimpeiros operam ilegalmente, declarou Oliveira à Thomson Reuters Foundation em uma loja com janelas gradeadas, onde ele cadquiree vende ouro. As cooperativas de donos de embarcações de mineração estão desenvolvendo um trabalho para melhorar o monitoramento ambiental e animar outros donos a legalizar seus embarcações e pagar impostos, declarou Oliveira, utilizando uma corrente de ouro. “No passado, é verdade que os garimpeiros utilizavam bastante mercúrio”, declarou Oliveira, mas hoje eles utilizam bastante menos, pois é caro. Mescla-se o mercúrio como parte de o processo de mineração, a os sedimentos retirados de o fundo de o rio. A mistura de mercúrio e sedimento é então esquentada, auxiliando a separar o ouro dos outros elementos. Visitas da Thomson Reuters Foundation a embarcações de garimpo, porém, parecem desdizer as observações de Oliveira. VIDA NO embarcação Sidney Magrão exerce a atividade de garimpeiro há 35 anos. Ele trabalha em uma grande embarcação de garimpo com um tubo poderoso que suga sedimentos do fundo do rio Madeira. Na sequência, os garimpeiros da embarcação batem as carpetes usadas para reter os sedimentos e separam a sujeira, em busca de pequenas pepitas de ouro. Magrão iniciou no garimpo como mergulhador em rios pequenos, com um tubo de mão, e agora é um operador sênior em uma embarcação no valor de 3 milhões de reais. Declarou: “Ganhei 23 mil reais no mês passado”. Nquanto manobrava a alavanca para conduzi o tubo de sucção, magrão, de 62 anos, à Thomson Reuters Foundation, e com um cigarro na boca ddeclarou “Um salário alto para um homem da classe trabalhadora na Amazônia”.A embarcação de dois andares com ruído estrondoso parece ter saído de um filme de ficção científica como “Mad Max” ou “Waterworld”. No segundo andar, há vários quartos com beliches e uma cozinha que funciona em fase integral. Os trabalhadores declaram que a embarcação está formalmente registrado com as autoridades de Brasilde Brasil e que emitem nota fiscal sobre todo o ouro retirado, o que significa que eles devem pagar imposto sobre os seus ganhos. Enquanto preparava arroz e bife na brasa para o almoço, valda Mendes, de 60 anos, chef da embarcação declarou: “Nós somos pagos em ouro”. LAVAGEM DE DINHEIRO Enquanto algumas embarcações obedecem à lei, gextrai-se grande parte de o ouro de a Amazônia de áreas onde a mineraçãoé proibida, ddeclarouum professor que estuda o comércio ilícito de ouro no Amazonas. Se retira o ouro em outros casos, de terras ou águas onde a mineração é permitida, mas depois é contrabandeado de o Brasil para a Bolívia para evitar impostos, declarou Aurelio Herraiz, professor de o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas. “Muitos compradores vão nas embarcações para adquiri ouro… Isso é invisível”, declarou Herraiz à Thomson Reuters Foundation. “Não há registro em nenhum lugar.” Segundo Herraiz, a contaminação por mercúrio é uma das maiores ameaças ambientais do mercado de ouro, e o produto químico tóxico é barato e fácil de ser obtido na vizinha Bolívia. Funcionários da polícia na fronteira de Rondônia com a Bolívia declaram que é difícil rastrear ouro ilícito e produtos químicos entre diferentes países da Amazônia. “Como todas as fronteiras, há problemas e questões a serem resolvidos aqui”, disse Heliel Martins, delegado da Polícia Federal em Guajará-Mirim, na fronteira com a Bolívia. De volta aa embarcação de mineração ilegal, o garimpeiro de 22 anos abre uma garrafa de plástico de mercúrio antes de derramá-la em uma pepita de ouro. O talento da embarcação iniciou como chef no garimpo há 18 anos e uniu dinheiro para ter sua própria balsa. Ela, adicionando que teve que pagar uma multa alta por operar ilegalmente declarou: “É burocrático e caro registrar o embarcação”. Para pagar as multas, ela tinha somente uma fonte de receita: ouro. * A Society of Environmental Journalists forneceu apoio financeiro de viagem para essa reportagem

* A Society of Environmental Journalists forneceu apoio financeiro de viagem para essa reportagem

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: NEUTRAL

Countries: Chile, Brazil

Cities: Valparaiso

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>ESPECIAL-Protetores da Amazônia: comunidades indígenas enfrentam obstáculos para lutar madeireiros
>>>>>ESPECIAL-Corrida bilionária pelo ouro na Amazônia deixa rastro de destruição – July 07, 2017 (Extraoglobo-pt)

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