Exterior pesa, dólar salta 2% e vai acima de R$3,85 mesmo com ação do BC

Por: SentiLecto

– O dólar saltou 2 por cento nesta quarta-feira, acima do platô de 3,85 reais, puxado pela cena externa com aumentada aversão ao risco e menor volume de negócios, apesar de o Banco Central ter atuado mais fortemente no mercado cambial. O dólar progrediu 2,04 por cento, a 3,8755 reais na venda, maior nível desde 7 de junho . Na máxima do dia, chegou a 3,8768 reais. O dólar futuro subia cerca de 2 por cento no final da tarde. “A conjuntura atual não nos auxilia em nada. Além de o cenário externo não estar auxiliando, não temos nada para comemorar no doméstico”, avaliou o administrador de cotação do Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo. O dólar subia frente a uma cesta de moedas, já no platô de 95 nesta sessão, além de se valorizar sobre moedas de países emergentes e exportadores de commodities. Os investidores vêm reagindo com temores de combate comercial mundial, sobretudo diante dos Estados Unidos e China. Também pesavam as expectativas de que as taxas de juros norte-americanas ampliarão ao mesmo tempo em que o Banco Central Europeu está retrocedendo no seu plano de subir as taxas. Internamente, pressionou o mercado a notícia de que Ricardo Lewandoswki decidiu que a venda de ações de companhias públicas, sociedades de economia mista ou subsidiárias e controladas exige autorização prévia legislativa sempre que tratar de alienação do controle acionário. Ricardo Lewandoswki é o ministro do Supremo Tribunal Federal. [nE6N1RH02G] “O mercado não gosta dessa espécie de interferência política… inibe a entrada de dólares”, alegou o diretor de operações da corretora Mirae Asset, Pablo Spyer. O salto do dólar aconteceu mesmo após o BC, que vendeu 2,425 bilhões de dólares do total, bem mais do que os 500 milhões de dólares vendidos da oferta realizada no pregão de segunda-feira, voltar com mais força ao mercado neste pregão, ao anunciar leilão de até 2,5 bilhões de dólares em leilão de linha, venda de dólares com compromisso de recompra. [nE6N1TM006] Na sessão passada, não fez leilão de linha e, nesta semana até agora, não fez leilão de novos swaps cambias. Também realizou leilão de até 8.800 swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda de dólares no futuro, já rolando 8,36 bilhões de dólares do total de 8,762 bilhões de dólares que vence no mês que vem. Se conservar e vender esse volume diariamente até o final do mês, vai fazer a rolagem integral. [nEMN4HM47R] Durante a tarde, a moeda norte-americana bateu a máxima do dia durante o jogo da seleção brasileiro na Copa, com a liquidez mais diminui impactando mais forte nos câmbios.

– O dólar concluiu esta sexta-feira em alta, prevalecendo a precaução de investidores com a cena política local, mesmo após atuação do Banco Central. Na semana, a autoridade monetária colocou metade dos 10 bilhões de dólares que calculava injetar no sistema por meio de leilões de swap cambial tradicional. O dólar fechou o dia em alta de 0,53 por cento, a 3,7831 reais, depois de ir a 3,7876 reais na máxima. Na semana, acumulou valorização de 1,42 por cento. O dólar futuro subia cerca de 0,35 por cento. “O mercado está cuidadoso… sensível. Então, qualquer notícia aborrece e o mercado se une para puxar”, alegou o operador da corretora Spinelli, José Carlos Amado. A cena doméstica segue aborrecendo os investidores, sobretudo as indefinidas votações de outubro, com as pesquisas de intenção de voto mostrando que os pré-candidatos mais comprometidos com ajuste fiscal e reformas, mostrando fraqueza. Os mercados também estão na expectativa do julgamento pela 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal de novo pedido de liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso há mais de dois meses por crime de corrupção. Os investidores compreendem que, solto, Lula pode atuar como importante cabo eleitoral de um candidato que os desagradem. Em parte do pregão, a moeda caiu, em sintonia com o exterior, em dia de correção após a tensão recente em meio às preocupações de gcombatecomercial nos Estados Unidos. Se utilizou a ameaça de o presidente de os EUA entretanto, , Donald Trump, de impor sobretaxas de 20 por cento sobre exportações de veículos de a União Europeia de pretexto para os investidores locais adquirirem dólar, em a contramão de o movimento externo. No encerramento doméstico, o dólar recuava frente a uma cesta de moedas, e também ante divisas de países emergentes, como o peso de Chile e mexicano. O Banco Central chegou a atuar na sessão, injetando 1 bilhão de dólares em novos contratos de swap cambial tradicional –equivalente à venda futura de dólares–, mas isso foi insuficiente para conter a alta da moeda. Na semana passada, o BC informara que injetaria 10 bilhões de dólares nesta semana em swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. Mas com a venda desta sexta-feira, só colocou 5 bilhões de dólares. Amado avaliou: “Se o BC não colocar os 10 bilhões de dólares até esta sexta-feira, ele dará a compreender que vai dar permanência “. O mercado, no entanto, aguardava para saber se haveria alguma nova informação, após o encerramento do mercado, sobre os próximos passos do BC. Faz 11 meses, em este pregão, a autoridade também vendeu integralmente 8.800 swaps para rolagem de o vencimento. Assim, já rolou 7,04 bilhões de dólares do total de 8,762 bilhões de dólares que vence no mês que vem. Se conservar e vender esse volume até o final do mês, vai fazer rolagem integral. A ação mais contundente do BC veio nas últimas semanas diante do movimento de forte aversão ao risco, que chegou a levar o dólar para acima do platô de 3,90 reais, devido sobretudo à cena política local.- O dólar operava com pequena oscilação ante o real, acompanhando a trajetória da moeda norte-americana ante outras divisas emergentes e ligadas a commodities e tendo como pano de fundo a fiscalização do Banco Central, que pode atuar a qualquer momento no mercado de cotação. Às 10:36, o dólar recuava 0,03 por cento, a 3,7769 reais na venda, depois de cair 0,14 por cento, na véspera. O dólar futuro era negociado praticamente estável. “Estamos observando uma dinâmica mais estável , sem novidades pertinentes no cenário. Os sinais de fragilidade, contudo, ainda permanecem”, escreveu o chefe de multimercados da gestora Icatu Vanguarda, Dan Kawa. No exterior, o dólar subia ante uma cesta de moedas, mas recuava frente à maioria das divisas de países emergentes, como o peso mde Mexicoe o rand sul-africano ZAR=. Como pano de fundo, seguiam as preocupações com o recente conflito comercial entre Estados Unidos e seus parceiros comerciais, especialmente a China. Faz 11 meses, internamente, o BC seguia monitorando o mercado de cotação, tendo anunciado para esta sessão, por ora, somente a oferta de até 8.800 swaps cambiais tradicionais, equivalentes em a venda de dólares em o futuro, para rolagem de o vencimento. Depois que o Banco Central anunciou a permanência das atuações no mercado de cotação para esta semana, o dólar operava com leves oscilações ante o real nesta segunda-feira , com o objetivo de prover liquidez. Um movimento de maior aversão ao risco no mercado externo, entretanto, continha o recuo doméstico do dólar ante o real, com renovadas preocupações sobre o combate comercial entre Estados Unidos e China. Às 11:53, o dólar BRBY> recuava 0,08 por cento, a 3,7802 reais na venda, depois de ter subido 0,53 por cento no pregão passado. O dólar futuro DOLc1> tinha queda de cerca de 0,20 por cento. “O Banco Central… hoje vai enfrentar um importante teste em suas ações com intuito de controlar excessos de volatilidade”, trouxe em relatório a corretora H.Commcor. Após o encerramento dos mercados na sexta-feira, o BC anunciou a permanência da sua atuação no mercado de cotação por meio de leilões de swap cambial tradicional, equivalente à venda de dólares no mercado futuro, mas não mencionou o volume que pretendia injetar no sistema, como fez nas semanas anteriores. Quando começou a fazer leilões de novos swaps, desde 14 de maio o BC já colocou o equivalente a 43,616 bilhões de dólares no mercado. Nesta sessão, o BC somente ofertou e vendeu integralmente 8.800 swaps para rolagem do vencimento de julho. Assim, já rolou 7,480 bilhões de dólares do total de 8,762 bilhões de dólares que vence no mês que vem. Se conservar e vender esse volume diariamente até o final do mês, vai fazer a rolagem integral. [nEMN45PG5I] Outra novidade é que o BC anunciou 3 bilhões de dólares em leilão de linha, venda de dólares com compromisso de recompra, para esta tarde. Pelo discurso recente do presidente do BC, Ilan Goldfajn, a autoridade poderia usar qualquer instrumento, dependendo da necessidade. A H.Commcor realçou: [nL2N1TA0K5] ” pode estar relacionada a um movimento técnico de liquidez no mercado spot “. O viés de baixa do dólar nesta sessão também acontecia pela cena política, após o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal , retirar de pauta o julgamento de um pedido de liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que estava calculado para acontecer na terça-feira pela 2ª Turma da corte. [nL1N1TO1UP] Os investidores compreendem que, solto, Lula pode atuar como importante cabo eleitoral de um candidato nas votações presidenciais de outubro que os desagradem. “A resolução, no entanto, pode trazer alívio somente pontual ao mercado, dado que novos capítulos e novas tentativas por parte da defesa seguem na mesa”, adicionou a corretora H.Commcor. A cena externa restringia o movimento de queda do dólar sobre o real nesta sessão. A moeda norte-americana subia ante outras divisas no exterior, em dia de maior aversão ao risco depois da notícia de que os Estados Unidos estariam desenhando limitações que vão impedir companhias com ao menos 25 por cento de propriedade de China de adquirirem empresas norte-americanas com “tecnologia industrial expressiva”. [nL1N1TR06O]

Na quarta-feira 20 de junho – O dólar voltava a operar com leve baixa ante o real nesta quarta-feira, com o Banco Central atuando novamente depois que o mercado iniciou um movimento de correção após a moeda norte-americana ter chegado a cair ao platô de 3,70 reais mais cedo com maior alívio dos investidores com a cena política local. Às 13:03, o dólar recuava 0,16 por cento, a 3,7382 reais na venda, depois de bater em 3,7064 reais na mínima da sessão, com queda de 1 por cento. Na máxima, havia sido a 3,7572 reais. O dólar futuro caía cerca de 0,35 por cento. ” havia havido alguma execução depois de a moeda ter ido a 3,70 reais”, havia alegado o profissional da mesa de cotação de uma corretora nacional ao realçar a atuação de importadores. Assim, o BC havia voltado a atuar no mercado, depois de ter ficado de fora na véspera, ao anunciar e vender integralmente a oferta de até 20 mil novos swaps cambiais, equivalentes à venda futura de dólares. Esse havia sido o segundo leilão desscom novos contratos, fase em que o BC havia informado que injetaria o equivalente a 10 bilhões de dólares em swaps. Até agora, haviam sido 2 bilhões de dólares. A autoridade também já havia vendido a oferta integral de até 8.800 swaps para rolar os contratos que venciam em julho. Já havia rolado 6,160 bilhões de dólares do total de 8,762 bilhões de dólares e, se conservar e vender esse volume diário até o final do mês, faria rolagem integral. Mais cedo, o dólar havia sido negociada em queda diante de algum alívio com a cena política local. Levantamento do Instituto Paraná feito somente no estado de São Paulo havia mostrado que o pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro s seguialiderando, com 21,4 e 21,6 por cento das intenções de votos em cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa, seguido por Geraldo Alckmin , com 18,4 e 19,1 por cento nos mesmos cenários sem o petista. Faz 4 meses, pelava mesmo instituto, também escutando somente eleitores paulistas, Bolsonaro tinha 23,4 e 23,5 por cento em esses cenários, com Alckmin com 22,1 e 23,2 por cento, em pesquisa realizada em fevereiro passado. O mercado doméstico havia piorado nas últimas semanas após pesquisas eleitorais haviam mostrado obstáculo dos candidatos que os investidores consideravam como mais comprometidos com ajustes fiscais de ganhar tração na corrida presidencial. Faz 1 mês, também havia pesado a greve de os caminhoneiros que havia alimentado as preocupações com a danificação de o quadro fiscal brasileira, com a diminuição de o custo de o diesel gerando impacto bilionário sobre as contas de o governo. O recuo do dólar ante o real também havia sido depois que a China havia sinalizado tolerância a uma moeda mais forte ao fixar um ponto médio diário mais forte do que o esperado, influído pelo cenário externo, onde os mercados cambiais davam um respiro. O dólar tinha leves variações ante uma cesta de moedas e recuava frente a algumas divisas de países emergentes. Na véspera, o mercado internacional havia vivido movimento de aversão ao risco diante do recrudescimento dos nervosismos comerciais entre Estados Unidos e China após nova ameaça de mais tarifas comerciais pelo presidente de Noruega, Donald Trump, e retaliação de Pequim.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: SLIGHTLY POSITIVE

Countries: United States, China, Brazil

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Exterior pesa, dólar salta 2% e vai acima de R$3,85 mesmo com ação do BC
>>>>>Dólar sobe ante real, na contramão do exterior, mesmo após ação do BC – (Extraoglobo-pt)
>>>>>Dólar tem leve oscilação ante real com cena externa – (Extraoglobo-pt)
>>>>>Dólar tem leves oscilações ante o real com BC e exterior – (Extraoglobo-pt)

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