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Governo não tem mais prazo e reforma da Previdência vai ser a possível

Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Plenário do Congresso (16428945352)

– O governo não desistiu das reformas previdenciária e trabalhista, mas adotará agora um tom mais cuidadoso nas conversas com os parlamentares. Não se trabalha mais com prazo e será feito o que for possível, declarou um interlocutor do Planalto. Segundo essa fonte, isso não significa, porém novas concessões na Previdência, mas que não vai existir mais pressão sobre os parlamentares por data. O programa anterior era aprovar os duas propostas ainda no primeiro semestre. Mas após a crise gerada pela divulgação de conversas comprometedoras entre o presidente Michel Temer e o proprietário do frigorífico JBS, os relatores da reforma da Previdência, deputado Arthur Maia e da trabalhista, senador Ricardo Ferraço anunciaram na quinta-feira a suspensão da tramitação das propostas. A avaliação do Planalto é que eles se precipitaram ao tomar a resolução antes do pronunciamento de Temer e da divulgação do teor das gravações. LEIA MAIS: Com incerteza, PIB pode padecer terceiro ano de queda Segundo fontes do Planalto, além dos relatores que serão chamados para conversas, os líderes do governo iniciam já no fim de semana a disparar telefonemas para reverter os estragos na base e reconquistar os votos necessários para a reforma da Previdência. Segundo o deputado Beto Mansur , que está ajudando o governo na comunicação da reforma, ainda falta persuadi, pelo menos, 100 parlamentares indecisos a fim de conseguir uma maioria segura. Para aprovar a proposta, que modifica a Constituição, são necessários 308 votos. — Vamos iniciar um trabalho para reconstruir a base. Como num castelo de cartas, perdemos um andar na reforma da Previdência, recuamos um passo, mas continuaremos o processo de negociação — declarou um técnico. No caso da eleição da reforma trabalhista no Senado, declarou a fonte, há interesse do próprio PSDB, apesar dos problemas enfrentados pelo partido. Além disso, senadores de outras siglas defendem as mudanças. Moreira Franco declarou ao GLOBO que esse trabalho iniciou na quinta-feira mesmo, o que levou alguns ministros a desistirem de deixar o governo. Moreira Franco é o ministro geresano. Ele realçou que a aprovação das duas reformas é um dos principais objetivos do governo para assegurar a retomada da economia e gerar empregos. — Agora, conversaremos com as forças políticas para reforçar esse trabalho, instituir as condições para que o Congresso aprove as reformas — realçou o ministro, reafirmando que o governo não em prazo.

– Integrantes da equipe econômica já descartam a aprovação da reforma da Previdência no primeiro semestre deste ano, conforme vinha defendendo o Planalto. O clima entre os técnicos, segundo interlocutores, é de confusão e frustração, porque até o fim da tarde de ontem, havia esperança de que a proposta pudesse ser votada em primeiro turno pelo plenário da Câmara dos Deputados no dia 29 deste mês. — O governo estava virando votos em defesa da reforma, já contabilizava entre 315 e 320 votos. Agora, a expectativa é de paralisação e aí é que as possibilidades de aprovação são mínimas por causa da proximidade das votações em 2018, se os debates ficarem para o segundo semestre — declarou um técnico. Segundo essa fonte, há uma crise institucional no país e, até que isso seja resolvido, tudo vai ficar parado. As delações dos proprietários da JBS, envolvendo diretamente o presidente Michel Temer jogam muita incerteza sobre o futuro político do país e o rumo das reformas, sobretudo da Previdência. — Se o governo for assumido por uma tecnocracia, dificilmente as coisa vão caminhar com o Congresso que a gente tem — lamentou a fonte. Pouco antes da notícia, líderes do governo e o presidente da delegação especial da reforma, Carlos Marun , tinham ido até a salinha do ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, pra exibi o mapeamento dos votos favoráveis à reforma. Mas diante do fato, não conseguiram nem falar com o ministro que foi chamado às pressas para uma reunião com o presidente. A intenção do Planalto era abrir uma sequência de encerramento de questão dos partidos da base em torno da reforma na próxima semana.Após duas semanas em silêncio, a senadora Marta Suplicy anunciou Ricardo Ferraço como relator da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais , presidida por ela. Ferraço vai acumular duas delegações: ele já é o relator na Comissão de Assuntos Econômicos e também vai relatar a matéria na CAS. — A CAS vai mencionar o senador Ricardo Ferraço como relator. Isso vai ser feito em conjunto, porque ele é relator na CAE, nós vamos adaptar o programa. Nós não temos que ser açodados nem que ser bastante vagarosos. O senador tem sido constante em todas as audiências públicas que a CAS fez. Ele é um estudioso, tem que sair bastante bem, temos um diálogo bom com ele — declarou Marta Suplicy A senadora fez o anúncio logo antes do começo da segunda sessão plenária temática para debater a reforma trabalhista. Quando iniciou oficialmente a tramitação da reforma no Senado, desde a semana passada já houve quatro audiências públicas. Isso porque o governo tem pressa de votar logo o projeto e abrir assim espaço para a eleição da reforma da previdência. O Palácio do Planalto deseja medir o suporte da base primeiro com as mudanças na lei trabalhista. O objetivo é que a proposta chegue em plenário já no fim de maio. Na audiência pública desta quarta-feira têm que ser ouvidor Ronaldo Nogueira Vagner Freitas Ronaldo Nogueira é o ministro do Trabalho.; o presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho, Ângelo Fabiano Farias da Costa; o presidente brasileiro Antônio Neto; o presidente do Instituto do Desenvolvimento do Varejo, Antônio Carlos Pipponzi; e a advogada e Especialista em Direito Econômico, Celita Oliveira Sousa.- O relator da reforma da Previdência na delegação especial da Câmara, deputado Arthur Maia , declarou em nota que não há mais espaço para aprovar a proposta no Congresso Nacional. Segundo ele, é hora de “arrumar a casa e elucidar os fatos obscuros”. Quando a delegação deduziu a eleição do texto final da reforma, na semana passada derrubando todos os destaques, Maia tinha declarado ter certeza que os parlamentares em a aposentadoria aprovariam as mudanças. O deputado na nota declara: “De ontem para cá, a partir das acusações que surgiram contra o presidente da República, passamos a viver um fase crítico, de incertezas Certamente não há espaço para progredirmo com a reforma da Previdência no Congresso Nacional”. Ainda que é preciso responder “verdade a todas as dúvidas do povo de Brasil, no texto, ele adiciona ” e castigar os culpados porque a lei tem que valer para todos os brasileiros.

Na quarta-feira 10 de maio – A aprovação da reforma da Previdência esbarra em pelo menos dois dificuldades: os obstáculos internos do PMDB em fechar posição em torno da proposta, para dar o exemplo a outros partidos; e a eleição mais tardada da proposta trabalhista no Senado, que não teria que levar menos de três semanas. Segundo relatos de peemedebistas, entre os 64 parlamentares da legenda na Câmara, há pelo menos 20 dissidentes que ameaçavam votar contra a proposta de mudanças no sistema previdenciário. Um dos núcleos de resistência era a bancada do Rio — dos 11 integrantes, cinco já diziam voto oposto. Por isso, os ministros políticos do PMDB, com aval do presidente Michel Temer, começaram a articular a adesão integral da bancada do partido à proposta. A avaliação era que, sem o embarque total da sigla de Temer à reforma, f ficavareduzida a chabilidadede apedidodo Planalto aos demais aliados, como DEM e PSDB, fundamentais à aprovação do texto, que pr precisavae 308 votos. O líder peemedebista na Câmara, Baleia Rossi , havia sido encarregado de conversar com todos os 64 deputados para tentar exibi ao presidente do PMDB, senador Romero Jucá , a resolução da bancada já na próxima semana. Jucá havia dito que seu partido ainda não havia decidido se fecharia ou não posição sobre a reforma da Previdência. Segundo ele, o partido ainda não havia sido provocado por sua bancada de deputados. — Primeiro, a gente desejava escutar o que a bancada tem a declarar, para levar para a executiva . O encerramento de questão não era um posição de presidente, era um posição do executiva, então cada coisa a seu tempo. Os líderes dos partidos aliados admitiam que o encerramento de questão por parte do PMDB era importante para incentivar outras bancadas a fazerem o mesmo. Isso, no entanto, não seria automático. O líder do PSDB na Câmara, Ricardo Trípoli , havia declarado que o encerramento de questão não estava em debate no partido. Ele havia realçado que os integrantes da bancada na delegação especial haviam sido orientados a recusar todos os destaques para conservar o texto final da reforma aprovado npassada. Quando a proposta for apreciada pelo plenário da Casa, no entanto, segundo ele, o principal aliado do Planalto defendia mudanças. — aprovávamo o texto aqui na delegação. No plenário, era outra coisa — havia declarado Trípoli. Para o deputado José Carlos Aleluia , seu partido tem provado suporte, como na aprovação da reforma trabalhista na Câmara. Portanto, ele não via necessidade no encerramento de posição. Já Beto Mansur admitia que o obstáculo interno do PMDB em fechar questão era um das principais dificuldades na aprovação da reforma da Previdência Beto Mansur é o líder do PRB. o outro era a reforma trabalhista no Senado: — Os deputados estavam com receio de aprovar, e, depois, o Senado mudar. TRABALHISTA É ENTRAVE O regulamento do PMDB não calculava o afastamento automático de quem votar contra a resolução da bancada. Mas uma cláusula permitia afastamento por até 12 meses em caso de “grave inobservância por ação ou injustificada omissão de princípios de unidade de ação e disciplina de votos” da bancada. No caso da reforma trabalhista, o ideal, para os líderes da base aliada, seria se o projeto passasse mais depressa no Senado, sem mudanças. A demora na tramitação da matéria teria como consequência o retardamento da eleição da reforma da Previdência.

Paulo Roberto Gomes Mansur é um empresário do setor de comunicações e político brasileiro.

Fonte: Extraoglobo-pt

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Governo não tem mais prazo e reforma da Previdência vai ser a possível
>>>>>Equipe econômica já descarta aprovação da reforma da Previdência no primeiro semestre – May 18, 2017 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Governo acredita já ter votos para a reforma da Previdência, diz Meirelles – (Extraoglobo-pt)
>>>>>Ferraço acumulará relatoria da reforma trabalhista em duas comissões do Senado – May 16, 2017 (Extraoglobo-pt)
>>>>>Relator afirma que não há mais espaço para a votação da reforma da Previdência – May 18, 2017 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Previdência ponto a ponto: como fica a aposentadoria dos servidores – (Extraoglobo-pt)

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