Greve dos caminhoneiros prejudica tratamentos médicos em hospitais e clínicas particulares pelo Brasil

Por: SentiLecto

A Confederação Nacional de Saúde advertiu, nesta sexta-feira, para os problemas no fornecimento de insumos imprescindíveis nas clínicas por causa da greve dos caminhoneiros. De acordo com o presidente da CNS, Tércio Egon Paulo Kasten, a situação é mais críticas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Diminuiu-se o tempo de tratamento de os pacientes em os hospitais de hemodiálise de o Rio, de quatro para três horas, e algumas unidades passaram a reaproveitar material para não deixar pacientes sem tratamento.

As filas nos postos de combustíveis ampliaram nesta quinta-feira, no quarto dia de greve de caminhoneiros no país. E também progride o número de postos sem combustível. No município do Rio, 90 postos já não têm nem gasolina nem etanol, segundo informações do sindicato. Os postos que ainda têm gasolina e etanol acabam reajustando os custos: há lugar vendendo o litro da gasolina a R$ 5,30.Um usuário escreveu: “Içara [em Santa Catarina] já não tem gasolina praticamente, [em] Criciúma [está] difícil encontrar, aqui na frente de casa já tem fila pra abastecer”.

Na segunda-feira 14 de maio – A União Europeia publicou a resolução de abril de proibir importações de produtos de carne, especialmente aves, de 20 fábricas brasileiras que eram autorizadas a exportar ao bloco europeu, sendo 12 unidades da BRF, em um desdobramento do escândalo gerado pela operação Carne Fraca. A resolução entrava em forcita no segundo dia após a publicação no diário oficial nesta segunda-feira, de acordo com o documento. Enquanto o Ibovespa havia tido variação positiva de 0,01 por cento, as ações da companhia haviam subido 3,2 por cento. “…inquéritos em andamento e ações recentes da Justiça no Brasil mencionavam que não há garantias suficientes de que os estabelecimentos das companhias BRF e SHB, autorizados a exportar carne e produtos cárneos para a União, satisfazem com os exigências pertinentes da União”, declara o texto da UE, referindo-se à última fperíododa Carne Fraca, em março, que teve a BRF como alvo. A UE alegava: “Por conseguinte, os seus produtos podiam constituir um risco para a saúde pública e era adaptado removê-los da lista de estabelecimentos a partir dos quais eramo autorizadas as importações na União de carne e produtos à base de carne”. As fábricas da BRF mencionadas na lista da UE estavam nos Estados do Paraná , Santa Catarina , Mato Grosso , Mato Grosso do Sul , Goiás e Rio Grande do Sul . Em comunicado, a BRF havia alegado que estava estudando opções para reequilibrar o nível de oferta após a UE ter publicado a lista de frigoríficos no Brasil que haviam sido proibidos de exportar para o mercado habitual europeu. A BRF tem atualmente 35 unidades produtivas no país, mas nem todas exportavam para a União Europeia.

O bloqueio nas estradas, segundo ele, já prejudica o transporte de materiais médicos prioritários e há falta de falta de gás medicinal, material anestésico, remédios e insumos para o tratamento de água, além de roupas de cama esterelizadas utilizadas para as cirurgias. Outros problemas graves são o escoamento e o armazenamento de lixo hospitar.

— Algumas clínicas já estão começando a cancelar as cirurgias eletivas. Grande parte deles já enfrenta problemas operacionais. Não somos contra a greve, mas a coordenação do movimento tem que permitir a passagem desses materiais — evidenciou Tércio Egon.

Em São Paulo, a Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo informou que o recolhimento de lixo hospitalar também está comprometido, e as unidades podem ficar sem o fornecimento de oxigênio, materiais, remédios e insumos geralmente, como suprimentos para diálises.

— Precisamos garantir com urgência o fornecimento das redes de saúde para conservar o atendimento à população. Trabalhamos com estoques diminuídos e necessitamos de fornecimentos regulares, como por exemplo, de dois em dois dias, de três em três dias, no caso de reposição de oxigênio — evidenciou Yussif Ali Mere Junior, presidente da FEHOESP.

No Rio de Janeiro, uma das situações mais críticas é a dos hospitais de hemodiálise. De acordo com a Associação Brasileira de Centros de Diálise e Transplantes, hospitais de Botagofo, na Zona Sul, da cidade de Itaboraí, na região metropolitana, e de Nova Friburgo e Teresópolis, na Região Serrana, já começaram a diminuir de quatro para três horas o tempo de hemodiálise para não deixar os pacientes que dependem do tratamento sem acesso ao atendimento. Em algumas unidades, já há reaproveitamento de materiais como cateter e canalete. Se verifica a ausência de insumos vitais a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica, que a associação alegou que para a execução de exames já em instituições diagnósticas e hospitalares de todas as regiões de Brasil, afetando diretamente o suporte a pacientes que estão sendo submetidos a tratamento de enfermidades que necessitam de intervenção imediata e ininterrupta, como os casos oncológicos, informou que são angustiantes os efeitos em a assistência em a saúde de a população em decorrência de os obstáculos logísticos por causa da greve.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: NEUTRAL

Countries: Brazil, Argentina

Cities: Sao Paulo, Rio Grande, Itaborai, Teresopolis, Parana, Nova Friburgo

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Greve dos caminhoneiros prejudica tratamentos médicos em hospitais e clínicas particulares pelo Brasil
>>>>>Greve dos caminhoneiros: motoristas enfrentam filas nos postos de combustíveis – May 24, 2018 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Faltam combustíveis em vários posto do Rio, da Zona Sul à Zona Norte – May 23, 2018 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Faltam combustíveis em vários postos do Rio, da Zona Sul à Zona Norte – May 23, 2018 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Consumidores enfrentam altas de preços nas feiras livres do Rio. Cenoura já custa R$ 6 – (Extraoglobo-pt)

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