Guedes declara que custo da energia pode cair 40% em 2 anos com plano para gás

Por: SentiLecto

– Um plano para abertura do mercado de gás natural no Brasil pode contribuir para uma diminuição de %40 no custo da energia no país em cerca de dois anos, declarou Paulo Guedes nesta segunda-feira, ao exibi determinação do Conselho Nacional de Politica Energética sobre o assunto. Paulo Guedes é o ministro da Economia. A determinação do CNPE, segundo nota do conselho, objetiva intensificar a desverticalização em toda a cadeia de gás natural e instituir as condições para o acesso não só aos gasodutos de transporte, mas a todas as infraestruturas imprescindíveis do setor, “proporcionando a abertura do mercado e a promoção da concorrência”. A fim de viabilizar esse processo, entre as medidas propostas, destaca-se a recomendação do CNPE para que a Petrobras defina o quanto de capacidade necessita utilizar em cada ponto de entrada e zona de saída do sistema de transporte de gás natural, permitindo, assim, o acesso por novos agentes. O CNPE recomendou também que o governo federal incentive os Estados e o Distrito Federal, por meio de seus programas de transferências de recursos e de ajuste fiscal, a voluntariamente modernizar a regulação dos serviços de gás canalizado.

— O Conselho Nacional de Política Energética tem que aprovar, nesta segunda-feira, medidas para diminuir os custos do gás. O projeto calcula dar mais eficiência ao setor e fazer o que Paulo Guedes tem chamado de “choque de energia barata”. Paulo Guedes é o ministro da Economia. A expectativa do governo é que as medidas impactem o custo do gás de cozinha, para a indústria e também o utilizado na produção de energia elétrica — já que há usinas térmicas que utilizam gás natural como combustível. São ações que envolvem a venda de distribuidoras estaduais de gás, o fim do monopólio da Petrobras no setor e novas normas regulatórias, por meio da Agência Nacional do Petróleo . A avaliação é que a quebra do monopólio tem que atrair novos players para o mercado, o que vai trazer mais investimentos para o Brasil. Também tem que facilitar o aumento da rede de gasodutos, considerada pequena para o tamanho do país. Com mais concorrentes e dutos, o custo do gás tende a cair. A indústria brasileira paga pelo gás cerca de US$ 13 pelo metro cúbico, segundo dados do Ministério de MInas e Energia . Nos Estados Unidos, o produto custa pouco mais de US$ 3. Na Europa, o combustível custa cerca de US$ 7. O CNPE terá que fazer recomendações que serão implementadas pela ANP e pelos ministérios que fazem parte do Conselho , sem necessidade de modificar a lei. na quarta-feira, a Petrobras tem que assinar com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica um Termo de Cessação de Conduta para se livrar de multas bilionárias. Elas poderiam ser aplicadas contra a estatal por comportamento anticompetitiva no mercado de gás. Acesso aos dutos O acordo irá permitir que outras companhias utilizem a infraestrutura dos gasodutos da Petrobras que escoam, processam e carregam o gás, que, em seguida, chega às redes estaduais. A avaliação é que isso vai ser benéfico para a companhia, porque ela vai ganhar mais eficiência ao ter foco no seu negócio principal e vai evitar gastos com multas. A Petrobras, hoje, é talento da maior parte dos gasodutos do país. Mesmo tendo vendido sua malha no Sudeste, a empresa conservou o carregamento e o direito de ocupá-los. Na prática, isso a conserva como única usuária das estruturas. Sem acesso aos dutos, as outras petroleiras preferem vender para a Petrobras. Quem pretende importar também precisa negociar com a estatal, que é o talento das unidades que processam o gás trazido por navios. É por isso que a atuação da empresa é fundamental para o plano de diminuir o custo do gás. Com base nas recomendações do CNPE e após o acordo entre Cade e Petrobras, vai caber à ANP regular as medidas e promover chamada pública para que outras cempresaspossam uutilizaros gasodutos, definir o acesso a dutos, unidades de processamento e terminais da estatal por outras ecompanhias O governo tem recebido sinais de companhias de que há interesse em investir em gasodutos regionais, segundo fontes da equipe econômica. Isso, no entanto, desde que se implementem mudanças aventadas em os segmentos de escoamento de a produção, transporte e distribuição de gás . Venda de distribuidoras de gás A Constituição dá aos estados o monopólio da distribuição de gás. Os governos estaduais controlam a maior parte das 26 distribuidoras do país, sendo que 20 delas ainda têm sociedade com a Petrobras. Assim, vai caber ao Ministério da Economia incentivar os estados a abrirem mão dessas participações. Em troca, eles poderão obter empréstimos com garantia da União. Essa é uma das principais procuras dos governos regionais e faz parte do Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal , mandado ao Congresso. Vai haver ainda equipamento em outro projeto de lei: a proposta que irá distribuir o dinheiro arrecadado pela União com o petróleo para estados e municípios. O estado que privatizar companhias e colocar em prática uma regulação mais contemporânea alinhada com a ANP vai ganhar pontos. Quanto mais pontos o estado tiver, mais recursos irá receber. Entre as medidas que serão consideradas como critérios para o acúmulo de pontos estão a criação de agências reguladoras e adoção de normas para instituir a figura do autoprodutor e do consumidor livre – grandes companhias que podem negociar diretamente com produtores e comercializadores, sem intermediação das distribuidoras. Mande acusações, informações, vídeos e imagens para o Whatsapp do Extra .

Na sexta-feira 14 de junho – O presidente da Comissão Especial da reforma da Previdência, deputado Marcelo Ramos , também criticou a declaração do ministro da Economia,Paulo Guedes, sobre o relatório substitutivo do deputado Samuel Moreira, divulgado na quinta-feira. Em nota, Ramos havia declarado que “quem tem gostar eram os investidores, os empresários e os trabalhadores”. Alinhado ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia , ele havia alegado que os parlamentares não vão se deixar infectar pela falava do ministro e que a reforma seria blindada das crises geradas instituídas pelo governo. “Não nos deixaríamos infectar pela falava do ministro Paulo Guedes num momento bom da reforma da Previdência. Sob liderança do nosso presidente Rodrigo Maia seguiríamos blindando a reforma de mais essa crise gerada pelo governo. havíamo servido ao Brasil e aos brasileiros”, declarava a nota de Ramos, numa referência à pauta paralela do Congresso: “V vamos seguirfazendo o que o governo não f fazia. Ele também havia elogiado o trabalho do relator, argumentando que o parecer era equilibrado, protegia os mais pobres e garantia potência fiscal. Ramos havia mencionado a taxação dos bancos, incluída na proposta por Moreira. Segundo Ramos, todos tinham que dar sua cota de sacrifício. Mande acusações, informações, vídeos e imagens para o Whatsapp do Extra .

Fonte: Extraoglobo-pt

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Guedes declara que custo da energia pode cair 40% em 2 anos com plano para gás
>>>>>Governo deve aprovar nesta segunda medidas para reduzir preço do gás de cozinha e industrial – June 24, 2019 (Extraoglobo-pt)

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