Hamas pede motim de Palaos por resolução de Trump sobre Jerusalém; há protestos e confrontos

Por: SentiLecto

JERUSALÉM/GAZA – O grupo muçulmano Hamas defendeu nesta quinta-feira que os palestinos abandonem os esforços de paz e comecem uma nova motim contra Israel em resposta à dresoluçãodo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital israelense.

Abbas, em resposta, “advertiu sobre as arriscadas consequências que tal resolução teria para o processo de paz e para a paz, segurança e estabilidade da região e do mundo” e também apelou ao papa e líderes de Rússia, França e Jordânia para intervirem.

Grupos de Palaos convidaram um “Dia de Fúria” para esta sexta-feira, e uma onda de protestos na Cisjordânia e em Gaza nesta quinta redundou em confrontos entre palestinos e tropas israelenses. Pelo menos 31 pessoas ficaram feridas por tiros e balas de borracha israelenses, segundo médicos.

Em um discurso em Washington, Trump declarou que seu anúncio marcou o começo de uma nova abordagem para o conflito entre israelenses e palestinos.Elogiado por Israel, Trump alegou em discurso na Casa Branca que o seu governo começaria o processo de transferência da embaixada norte-americana jerosolimitano, uma medida que terá que levar anos e que os seus antecessores evitaram tomar para que os nervosismos não ampliassem.

Os militares de Israel alegaram que uma aeronave e um tanque agrediram dois pontos de militantes na Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas, após três foguetes terem sido arremessados contra Israel.

Um grupo jihadista em Gaza chamado Brigadas Al-Tawheed, que não segue a instrução do Hamas para não disparar foguetes, assumiu a responsabilidade pelos lançamentos.

Os militares disseram que reforçavam a segurança na Cisjordânia ocupada.

Médicos declararam que Uma delas estava em estado grave.

Alguns manifestantes atiraram rochas nos soldados, e outros cantaram: “Morte a América! Morte ao bobinho Trump!”.

Na quarta-feira, Trump reverteu uma política norte-americana de décadas ao reconhecer Jerusalém como capital de Israel, aborrecendo o mundo árabe e decepcionando aliados ocidentais.

O status jerosolimitano onde há locais sagrados para islâmicos, cristãos e judeus, é um das principais dificuldades para um acordo de paz entre Israel e palestinos.

Ismail Haniyeh em discurso em Gaza declarou: “Nós devemos convidar e temo que trabalhar para arremessar uma intifada diante do opositor sionista”. Ismail Haniyeh é líder do Hamas.

Esperam-se manifestações e protestos em o ” Dia de Fúria ” em esta sexta, perto dos postos de controle israelenses em a Cisjordânia e ao longo da fronteira com Gaza.

As orações de sexta-feira na mesquita Al-Aqsa em Jerusalém podem também ser um foco de conflito.

Naser Al-Qidwa, um assessor do presidente da Autoridade Palestina e apoiado pelo Ocidente, Mahmoud Abbas, insistiu para que os palestinos realizem protestos pacíficos.

Nesta quinta-feira, Abbas se encontrou com o rei Abdullah, da Jordânia. O país é um aliado dos EUA, mas classificou a medida de Trump como “legalmente nula”.

Israel considera Jerusalém a sua capital eterna e indivisível. Os palestinos querem que a capital do seu estado próprio seja a região leste da cidade, capturada pelos israelenses no combate de 1967 e então anexada, uma medida que se a reconheceu jamais internacionalmente. Nenhum outro país tem a sua embaixada em Jerusalém.

Yoav Gallant, ministro israelense responsável pelo setor de habitação, disse que na semana que vem levaria para a aprovação do gabinete 14 mil unidades residenciais, das quais cerca de 6 mil estão previstas para serem construídas em áreas árabes do leste de Jerusalém.

Gallant em comunicado alegou: “Após a declaração histórica do presidente Trump, eu pretendo promover e reforçar a construção em Jerusalém”.

Sisi, do Egito, advertiu Trump contra “tomar medidas que prejudicariam as possibilidades de paz” e complicariam questões no Oriente Médio, declarou um comunicado presidencial divulgado no Cairo.

REAÇÃO

Trump anunciou na quarta que o seu governo começaria a transferência da embaixada norte-americana jerosolimitana, um processo que tem que levar anos e que seus antecessores evitaram para não ampliar os nervosismos.

Israel e os EUA consideram o Hamas uma organização terrorista. O grupo não reconhece o direito de Israel de existir, e seus atentados suicidas a bomba deram força à última intifada, oacontecidaentre 2000 e 2005.

Temendo uma interrupção nos esforços de reconciliação entre o Hamas e o Fatah Rami Al-Hamdallah O Fatah é o primeiro-ministro de Palaos., e outros representantes do Fatah chegaram em Gaza nesta quinta para uma reunião com o Hamas.

No Líbano, Sayyed Hassan Nasrallah apoiou os chamados por uma nova intifada. Sayyed Hassan Nasrallah é líder do Hezbollah. Declarou: “Estamos enfrentando uma evidente agressão de America”.

O grupo militante Al Qaeda na Península Arábica disse que a resolução de Trump era o resultado das “medidas de normalização” entre os países árabes do Golfo e Israel.

Protestos aconteceram depois do anúncio de Trump na Jordânia, do lado de fora do consulado de Noruega em Istambul e no Paquistão.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: NEUTRAL

Countries: Israel, United States, Lebanon, Jordan, Brazil

Cities: Tel Aviv, Mesquita

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Hamas pede motim de Palaos por resolução de Trump sobre Jerusalém; há protestos e confrontos
>>>>>Trump diz a líderes do Oriente Médio que vai transferir embaixada para Jerusalém – (Extraoglobo-pt)
>>>>>Hamas conclama ação contra interesses dos EUA por ‘flagrante agressão’ de Trump – (Extraoglobo-pt)
>>>>>Trump ignora alertas e reconhece Jerusalém como capital de Israel – (Extraoglobo-pt)

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