Maia deseja civil para relatar reforma dos militares e se retrata sobre ‘fim da celebração’

Por: SentiLecto

— O presidente da Câmara, Rodrigo Maia , defendeu a escalação de um civil para relatar a reforma da Previdência dos militares e se retratou durante reunião com o presidente Jair Bolsonaro de sua declaração de que os militares desejam entrar no “fim da celebração” ao pleitear uma reorganização de carreira. Maia alegou que tentava falar em defesa dos integrantes das Forças Armadas ao fazer sua declaração. — Ontem eu fiz uma brincadeira que era em defesa dos militares e pareceu contra os militares, porque, na verdade, o presidente Bolsonaro relatou o que ocorreu desde o ano 2000, onde numa MP os militares, por respeito a hierarquia e a um comando do presidente da República, participaram de uma reforma previdenciária e administrativa que ficou somente neles — declarou Maia. O presidente da Câmara realçou ter procurado o ministro do Gabinete de Segurança Institucional , Augusto Heleno, e o assessor do Planalto, general Villas Boas, para explicar sua declaração sobre as propostas dos militares. Ele se conduziu ao ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e declarou que pretende buscar junto com ele um parlamentar que tenha origem civil para relatar a proposta de reforma dos militares na delegação especial que analisará a proposta. ‘General 4 estrelas ganha menos que consultor’ Ele alegou que, desde 2005, “as carreiras de estado dos Três Poderes foram sendo beneficiadas, o telhado e o piso salarial sendo achatados e instituídas estruturas extrassalariais para os civis”. — Hoje nós temos uma estrutura onde um general quatro estrelas recebe menos do que um consultor legislativo que entra na Câmara. Nós temos um desestímulo grande às Forças Armadas no Brasil, ao mesmo tempo que temos uma crise previdenciária grave.Foi isso que eu desejou declarar, porque o Brasil quebrou e todo esse ciclo acabou, quando eu desejou falar de fim de celebração, e é isso que a gente precisa reorganizar — alegou Maia.

Mas o deputado admitiu que o governo precisa melhorar a articulação com o Congresso.— Eu respeito se o governo encaminhar ou se o Senado discuti… Mas ela gera algumas polêmicas no curto prazo que podem atrapalhar. Eu só tenho a preocupação que ela possa infectar . A desvinculação trata de assuntos que ninguém mexerá, como saúde e educação, mas que mobilizarão bancadas fortes. Do meu ponto de vista, a desvinculação teria que ficar para um segundo momento — avaliou.— O presidente em exercício, Hamilton Mourão, se reuniu nesta terça-feira com o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, para debater areforma da Previdência dos militares, entre outros temas. Após o encontro, Mourão declarou que a proposta elaborada pelo Ministério da Defesa está pronta, e que falta agora somente o aval do presidente Jair Bolsonaro, que tem que receber o texto na quarta-feira, após regressar dos Estados Unidos. Segundo Mourão, a previsão é que a proposta economize R$ 13 bilhões em dez anos. — Já está tudo adaptado, ele vai exibi para o presidente amanhã, para o presidente fechar esse pacote. Não tem nada faltando definir por parte do ministério da Defesa, só a resolução presidencial agora —declarou Mourão. Na véspera, Bolsonaro, que está em viagem oficial aos Estados Unidos, chegou a alegar em rede social que a proposta seria aperfeiçoada. De acordo com Mourão, a alíquota de contribuição vai passar para 14%, sendo 10,5% do salário e 3,5% do plano de saúde. — Vai ampliar para 14% ao longo dos próximos dois anos, 10,5% mais 3,5% do plano de saúde. Em torno de R$ 13 bilhões, economizará das Forças Armadas. O número exibido por Mourão Rogério Marinho que declarou que a previsão é economizar R$ 92 bilhões em dez anos. Rogério Marinho é o secretário da Previdência. Rogério Marinho é o secretário da Previdência. 92 bilhões em dez anos. Marinho evidenciou, contudo, que essa esitmativa não inclui gastos com a reorganização da carreira. Fernando Azevedo e Silva declarou que o texto vai ser entregue a Bolsonaro na parte da manhã, e que pode ser enviado à Câmara dos Deputados ainda na quarta. — Conversamos sobre o projeto de lei que será exibido ao presidente amanhã, e vai dever, provavelmente, ser entregue no Congresso Nacional ainda amanhã. Estamos fazendo os ajustes finais para apresentação ao presidente da República amanhã ainda na parte da manhã. SE APOSENTARO governo federal deverá exibi hoje à tarde ao Congresso Nacional a proposta para a reforma da Previdência dos militares, cALCULE O TEMPO QUE FALTA PARA VOCÊ.Segundo o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, as opções para os projetos serão mostradas antes ao presidente Jair Bolsonaro, que vai desembarcar pela manhã no Brasil, vindo de Washington, nos Estados Unidos. A proposta seria então concluída e mandada aos parlamentares.

Na sexta-feira 08 de março — Rodrigo Maia havia alegado que a Comissão de Constituição e Justiça , colegiado que analisaria inicialmente a reforma da Previdência, devia ser instalada na próxima quarta-feira. Rodrigo Maia é o presidente da Câmara dos Deputados. A delegação devia ser presidida pelo deputado de primeiro mandato Felipe Francischini , por indicação de seu partido. — estava marcando para a a instalação da CCJ. Depois que eu marcar a data, os partidos só podiam mencionar. estava marcando hoje. A partir de segunda-feira, eles começam a mencionar. esperava que na quarta possamos instalar pelo menos a CCJ e as principais delegações da Casa — havia declarado Maia. O presidente da Câmara também havia comentado a fala do presidente Jair Bolsonaro sobre a rapidez da tramitação da reforma da aposentadoria para os militares. Diferentemente da proposta já encaminhada pelo governo à Câmara, o projeto dos militares não s seriafeito por meio de emenda à Constituição. Esse segundo projeto devia ser mandado em breve pelo governo. — O projeto de lei certamente tramitava bastante mais rápido que a PEC , mas precisava ser enviado para a Câmara. era um pedido dos principais partidos ou de todos os partidos, que os dois projetos tramitem de maneira conjunta. Ontem eu havia recebido o ministro da Defesa e havia declarado a ele que os militares podiam ter toda a tranquilidade, que o projeto deles será votado depois da emenda constitucional ter sido aprovada em dois turnos e encaminhada ao Senado. Mas era preciso que ela venha para dar garantia a alguns partidos que estavam cobrando, para que podíamo ter mais conforto para a tramitação.

Fonte: Extraoglobo-pt

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Maia deseja civil para relatar reforma dos militares e se retrata sobre ‘fim da celebração’
>>>>>Maia critica mudanças no BPC propostas na reforma da Previdência – (Extraoglobo-pt)
>>>>>Reforma da Previdência dos militares vai economizar R$ 13 bilhões em 10 anos, diz Mourão – (Extraoglobo-pt)
>>>>>Reforma dos militares sai hoje; governo apresentará proposta ao Congresso depois que Bolsonaro der o aval – (Extraoglobo-pt)

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