Moody’s avalia que fracasso em venda da Braskem pode impactar credores da Odebrecht

Por: SentiLecto

– A Moody’s avalia que o cancelamento da venda da participação de 38% do conglomerado Odebrecht na petroquímica Braskem para a europeia é LyondellBasell Industries aumenta a possibilidade de pedido de recuperação judicial pelo grupo de Brasil e pode afetar negativamente seus credores. A agência de classificação de risco em relatório assinado pelo analista sênior Alexandre Albuquerque alegou: “Um cenário em que a Odebrecht pede falência seria negativo para os bancos com empréstimos para a Odebrecht e suas subsidiárias”. Ele escreveu que a rescisão do negócio amplia a probabilidade de que a Odebrecht auxilie a pedir recuperação judicial, já que a venda da participação da Braskem teria permitido a Odebrecht transferir parte dos recursos da venda para suas subsidiárias. Entre os bancos potencialmente afetados estão as maiores instituições financeiras do país, realçou o analista, mencionando Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social , Bradesco, Itaú Unibanco e Santander Brasil. Nesta semana, Rubem Novaes alegou que um eventual pedido de recuperação judicial do grupo Odebrecht inquieta o setor bancário Rubem Novaes é o presidente-executivo do BB., mas alegou que as instituições estão bem provisionadas. Segundo ele, a exibição do BB à Odebrecht é de cerca de 9 bilhões de reais. Albuquerque, adicionando que, de acordo com estimativas do mercado, o endividamento bancário combinado do conglomerado é de cerca de 40 bilhões de reais. alegou: “Assumindo que a Odebrecht vai entrar em uma reorganização judicial, os credores possivelmente enfrentariam um longo processo litigioso para recuperar parte de seus empréstimos”. De acordo com a análise da Moody’s, o processo de falência pode suspender ou retardar a geração de receita e, portanto, prejudicar a habilidade da Odebrecht de pagar seus empréstimos em aberto. “Os bancos podem instituir provisões complementares e reportar uma ampliação nos ativos inadimplentes.”

– O fracasso na venda basca e a falta de caixa estão complicando a tarefa de reestruturar 80 bilhões de reais em dívidas da Odebrecht fora de uma recuperação judicial, alegaram três fontes com conhecimento do tema. A Odebrecht estava contando com os dividendos da Braskem para satisfazer pagamento de juros de sua divida, mas Faz 2 meses, uma ordem judicial interrompeu o pagamento de a remuneração em uma ação aberta após surgimento de crateras e fendas em três bairros de Maceió que ficam em áreas próximas de atividades de mineração de a petroquímica. O negócio para vender a Braskem também poderia ter gerado uma entrada de caixa importante para o conglomerado. Procurada, a Odebrecht SA alegou que a recuperação judicial não é objetivo da Odebrecht SA. Alguns credores, especialmente bancos estatais, vinham evitando pressionar a Odebrecht nos últimos três anos, dando tempo para a empresa reestruturar sua dívida, mas agora não estão mais dispostos a esperar. A venda da Braskem para a Lyondell estava em debate há um ano e meio e a Odebrecht tem trabalhado em reorganização da dívida com bancos locais nos últimos três anos. Inicialmente, a Odebrecht desejava somente modificar suas ações da Braskem em ações da Lyondell. Mas, sob pressão dos credores, já tinha consentido em receber um aparte em dinheiro para pagar os bancos. Há um ano, os maiores bancos privados brasileiros, Bradesco e Itaú Unibanco fizeram um acordo com a Odebrecht, provendo um empréstimo de 2,6 bilhões de reais para dar um respiro ao grupo, que se esperava na época que fosse de dois anos. As ações da Braskem detidas pela Odebrecht estão em alienação fiduciária aos bancos, e pela legislação de Brasil, teriam que ser excluídas de uma eventual recuperação judicial da holding. Os bancos cobraram ampliação de garantias, recebendo mais ações da Braskem. O refinanciamento naquela época incluiu também Banco do Brasil, Santander Brasil e BNDES, que consentiu em mudanças nas garantias mas se rejeitou a prover dinheiro novo. Segundo os termos do acordo, a Odebrecht utilizou 100 milhões de reais para pagar parte da dívida com o BB. Nos últimos dois anos, os bancos de Brasil ampliaram provisões para um eventual default da Odebrecht, mas nem todos ampliaram garantias reais.- A construtora Odebrecht [ODBES.UL] concluiu sem êxito as negociações para a venda de sua participação na petroquímica Braskem ao grupo LyondellBasell, informou a Braskem em comunicado nesta terça-feira. Petroquímica, ido informada pela Odebrecht sobre a resolução. isse: “A gestão da empresa vai seguir em busca de chances que tenham o potencial de agregar valor à Braskem e, consequentemente, a todos seus acionistas”,.As conversas entre Odebrecht e LyondellBasell vinham sendo acompanhadas de perto pela Petrobras, que divide o controle da Braskem com a Odebrecht e aguardava a finalização da operação para avaliar chance de venda de sua fatia na companhia ao mesmo comprador. [nE6N21703W] — A Caixa é o banco público credor da Odebrecht que tem as garantias mais frágeis, alegam técnicos que acompanham as negociações da instituição com a empreiteira. De acordo com essas fontes, a companhia deu como garantia para bancos privados, além de BB e BNDES, ações da Braskem, que são ativos mais seguros. Já a Caixa avalia que ficou prejudicada nessa configuração. Assim, o banco deseja uma parte desses ativos. E diante da resistência da Odebrecht, a Caixa ameaça agilizar o vencimento da dívida da holding depois que uma companhia sucroalcooleira do grupo entrou com pedido de recuperação judicial. Uma companhia sucroalcooleira do grupo é a Atvos. Se garante a dívida de a Atvos por a holding. Segundo fontes de mercado, o conglomerado deve à Caixa R$ 6 bilhões. A Caixa, contudo, afirma que o valor é menor. A soma maior faria parte do valor devido não somente ao banco, mas ao fundo de infraestrutura do FGTS . Fontes do governo alegam que não há má vontade dos bancos públicos em relação à Odebrecht, mas o que a empresa precisa, crédito e alongamento da dívida, esbarra na sua habilidade de pagamento. Nesta quarta-feira, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, não só evitou comentar a situação da Odebrecht mas escapou da sala onde dava uma entrevista para comentar as medidas do banco para o crédito imobiliário, quando foi indagado por jornalistas sobre o tema. Ele até deu sinais de que ia responder, mas assessores puxaram ele para que ” assessores não jogasse mais lenha em a fogueira ” , segundo auxiliares. A Caixa está entre os principais credores da companhia e ameaça executar a dívida, o que pode agilizar o processo de recuperação judicial do conglomerado. Depois do acontecido, a assessoria de jornalismo da Caixa divulgou uma nota, afirmando sigilo bancário: “A Caixa informa que sigilo bancário em questão protege a operação , motivo por o qual não vai ir se demonstrar”. Mande acusações, informações, vídeos e imagens para o Whatsapp do Extra .

Na sexta-feira 10 de maio – Os recursos a serem levantados com a extensa lista de ativos a serem vendidos pelo Banco do Brasil não deverão contribuir para o esforço fiscal de seu controlador, o governo federal, disse o vice-presidente de finanças e de relações com investidores da instituição, Carlos Hamilton Araújo. “Não há esse pensamento dentro do governo”, havia declarado Hamilton à Reuters quando questionado sobre se o banco p pretendiarepassar aos acionistas na fmaneirade dividendo extraordinário o dinheiro que lerguercom a alienação total ou parcial de investimentos. Dentro do orientação do governo do presidente Jair Bolsonaro de tentar atrair investimentos via privatizações e licitações, as principais estatais do país vinham sinalizando a venda de subsidiárias e de participações em negócios considerados não prioritários. No caso do BB, essa agenda abrangia a Neonergia o argentino Banco Patagonia, a resseguradora IRB, o Banco Votorantim [VOTORT. A Neonergia é bB Americas .UL.], além de fatias na BB DTVM e no braço de banco de investimentos. Na véspera, Rubem Novaes havia declarado a jornalistas que o banco havia contratado assessoria para venda de vários desses ativos. Rubem Novaes é o presidente-executivo do BB. Segundo Hamilton, a tendência é que os recursos a serem captados com essa campanha fiquem no banco para ajudar a dar suporte a um novo ciclo expansão do crédito no país, que deve acontecer após a aprovação das reformas, criando um ambiente para retomada mais firme do crescimento da economia. Faz 3 meses, a carteira de empréstimos de o BB, que já havia chegado a superar os 800 bilhões de reais 0,8 por cento em 12 meses. em o final de 2015, havia fechado passado em 684 bilhões de reais, alta de somente 0,8 por cento em 12 meses.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: SLIGHTLY POSITIVE

Countries: United States, Brazil

Cities: Albuquerque

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Moody’s avalia que fracasso em venda da Braskem pode impactar credores da Odebrecht
>>>>>Reestruturação da Odebrecht complica com fracasso de venda da Braskem, dizem fontes – June 04, 2019 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Odebrecht encerra sem sucesso negociações com LyondelBasell para venda da Braskem – June 04, 2019 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>>>>>Braskem pagará mais R$1,54 bi até 2025 em acordo de leniência, dizem AGU e CGU – (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Odebrecht e LyondelBasell encerram sem sucesso negociações sobre venda da Braskem – June 04, 2019 (Extraoglobo-pt)
>>>>>Caixa cobra ativos mais seguros da Odebrecht e ameaça executar dívida de subsidiária da empresa – June 05, 2019 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Caixa renegocia dívida imobiliária e reduz juros da casa própria em até 1,25 ponto percentual – (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Caixa Econômica reduz taxas de financiamento imobiliário pelo SBPE – June 05, 2019 (Extraoglobo-pt)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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