Plantio de soja no Brasil chega a 73% da área e suprime atraso, declara AgRural

Por: SentiLecto

– Boas condições de umidade em todo o Brasil permitiram uma rápida progressão do plantio de soja da colheita 2017/18 nesta semana e a semeadura atingiu, até quinta-feira, 73 por cento da área total estimada para o país, assinalou levantamento da AgRural nesta sexta-feira. Houve uma progressão de 16 pontos percentuais em uma semana –o maior desta colheita–, o que suprimiu o atraso no plantio registrado ante o mesmo fase do ano passado, evidenciou a consultoria. Os trabalhos iniciaram lentamente este ano com uma demora para a chegada das chuvas, especialmente na região Centro-Oeste, a maior produtora do país. Com a progressão semanal, o plantio já supera os 73 por cento registrados nesta época um ano atrás e os 68 por cento da média de cinco anos. No caso do plantio de milho do centro-sul, a área já plantada passou de 54 para 63 por cento, beneficiada por progressões em Goiás, que registrava grande atraso. Com a melhora da umidade na porção leste de Goiás, o plantio saltou de 2 por cento para 40 por cento da área total estimada para o Estado em somente uma semana. No centro-sul, ainda há atraso na comparação com os 79 por cento do ano passado e os 65 por cento da média de cinco anos, já que os trabalhos seguem lentos em Minas Gerais, onde somente 9 por cento da área está semeada.

– O Mato Grosso terá que colher aproximadamente 25 milhões de toneladas de milho na segunda colheita da temporada 2017-18, queda de 18,75 por cento na comparação com o ciclo passado, estimou nesta sexta-feira o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária . O Mato Grosso é maior produtor de grãos brasileiro. A diminuição na colheita esperada pelo Imea, em sua primeira estimativa para 2017/18, acontece devido aos custos baixos do cereal em 2017 e problemas na plantio da soja, que impactam diretamente no tamanho da janela da semeadura do milho. Dessa maneira, a expectativa é de queda de 10 por cento na área de produção de milho no Estado para 4,25 milhões de hectares em 17/18, explicou o Imea em nota. O milho segunda colheita, semeado após a safra da soja, responde por quase todo o cereal colhido em Mato Grosso em uma temporada. Como ocorreu neste ano, a janela de clima ideal para o plantio de inverno fica prejudicada, quando há atraso na cultura de verão por falta de chuva, e muitos produtores desistem da semeadura. O gestor técnico Ângelo Ozelame, do Imea, órgão ligado à federação de produtores do Estado ddeclarou “E isso se deve a esses problemas que tivemos tanto na semeadura como nos pcustosbaixos”.Quando tudo correu bem em termos climáticos, até a semana passada, Mato Grosso registrava plantio de cerca de 80 por cento da área de soja, atraso de quase 10 pontos percentuais ante a colheita passada. A oleaginosa deve começar a ser colhida nesta colheita no começo de janeiro, e concomitantemente inicia o plantio de milho. Em relação à produtividade do milho a ser colhido em meados de 2018, a estimativa é de uma queda de 9,37 por cento em relação ao ciclo anterior, que foi considerado um dos com maiores produtividades, de 107 sacas por hectare. Para a safra 17/18, a projeção é de 97 sacas por hectare, considerando também que o cereal vai ser beneficiado por menos chuvas do que o registrado na safra anterior –quanto mais tarde ocorre o plantio, menor a probabilidade de a cultura receber maiores volumes de precipitações. No começo do mês, o Imea havia aumentado ligeiramente a sua previsão de colheita de soja, para 30,6 milhões de toneladas, o que encarnará um recuo ante o recorde da temporada anterior . A previsão leva em consideração que o ano passado foi bastante bom para a produtividade e que agora os produtores estão encontrando alguns problemas, como o atraso na semeadura devido à ianormalidadedas chuvas. ALGODÃO EM ALTA O Imea também divulgou a sua primeira estimativa de colheita de algodão para o Mato Grosso, maior produtor da pluma. O instituto estimou uma ampliação de quase 100 mil hectares de área no Estado, ou crescimento 15,8 por cento, para 725 mil hectares. Quanto à produtividade, no entanto, há a expectativa de queda de 5,4 por cento em relação à temporada anterior. “Com essa ampliação de área e queda da produtividade, a expectativa para a colheita 17/18 de algodão é de pouco mais de 1,15 milhão de toneladas de pluma… A ampliação em relação ao ano passado é de 9,5 por cento”, declara o gestor técnico Ozelame. Ele explicou que a ampliação de área de algodão é reflexo dos melhores custos negociados antecipadamente pelos produtores. “Isso estimulou os produtores a ampliarem suas áreas. Faz 1 mês, de este ano, a comercialização de a colheita 16-17 estava em quase 56 por cento, até outubro. E agora a parte da produção que ainda vai começar a ser plantada, em dezembro, já está comercializada e isso implica na ampliação da área”, analisou.

Na sexta-feira 27 de outubro – A AgRural aumentou suas projeções para área e produção de soja no Brasil durante a temporada 2017/18 e cortou as estimativas relacionadas ao milho de primeira colheita no centro-sul do país, de acordo com revisões divulgadas pela consultoria. Com relação à oleaginosa, a semeadura e estavaprevista agora em um recorde de 34,655 milhões de hectares, ante 34,563 milhões na estimativa anterior, do icomeçodeste mês, além de ser 2,2 por cento superior frente 2016/17. Segundo a AgRural, havia havido reajustes em praticamente todos os Estados produtores, e a maior parte do crescimento anual, de 350 mil hectares, acontecia no Sul do país, onde a soja progredia sobre lavouras do chamado milho “verão”. A produção da oleaginosa havia sido calculada pela AgRural em 110,2 milhões de toneladas, ante 109,9 milhões na estimativa passada e 114,1 milhões de toneladas na colheita anterior, que havia registrado produtividades maiores do que as esperadas para a temporada atual. As novas estimativas ocorrem após um outubro um pouco mais úmido em relação a setembro, quando a estiagem impactou o início do plantio, embora a consultoria pondere que os dados não levam em consideração as condições climáticas. “A AgRural passaria a avaliar o efeito do clima nas lavouras, trocando a linha de tendência por estimativas estaduais de produtividade, a partir de dezembro. O número atual de produção, portanto, não refletia ainda as condições climáticas registradas até aqui.” No caso do milho, a AgRural havia cortado sua estimativa de área no centro-sul para 2,918 milhões de hectares, de 2,970 milhões de hectares anteriormente considerados. O número é 13,3 por cento menor na comparação com 2016/17 –a consultoria não traz estimativas para Norte e Nordeste. A produção do cereal no centro-sul havia sido estimada pela AgRural em 21,210 milhões de toneladas, ante 21,633 milhões na previsão anterior e de 25,005 milhões de toneladas na colheita passada . PLANTIO A AgRural havia informado que o plantio de soja no Brasil havia progredido 10 pontos percentuais e havia alcançado 30 por cento da área até quinta-feira, em linha com a média de cinco anos, mas ainda atrás dos 41 por cento do ano passado. “A proximidade com a média de cinco anos devia-se à rceleridadedo plantio no Sul do país, que e estavaadiantado não só na comparação com a média, mas também em relação ao ano passado”, havia realçado a consultoria. Em boa parte do Centro-Oeste, porém, os problemas provocados pela anormalidade das chuvas continuavam. O maior atraso era registrado em Goiás, onde somente 6 por cento da área estava semeada, ante 42 por cento no ano passado e 28 por cento na média de cinco anos. “A boa notícia para o Centro-Oeste era que novembro devia iniciar com bons volumes de chuva na região. A previsão também era favorável para as demais regiões produtoras brasileira e mostrava, inclusive, alguns volumes para o Matopiba, que deve começar a semear em breve.” Para o milho, o plantio até quinta-feira atingia 46 por cento da área, progressão de quatro pontos percentuais na semana, ligeiramente superior frente os 44 por cento da média e aquém dos 52 por cento de um ano atrás. “A progressão semanal mais lenta nesta época do ano era normal, já que o plantio já estava na reta final no Sul, mas ainda não havia engrenado em São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Nestes Estados, o tempo seco tem dificultado o período inicial de plantio, mas há previsão de boas chuvas na virada de outubro para novembro.”

Situa-se a leste da Região Centro-Oeste, no Planalto Central de Brasil.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: POSITIVE

Countries: Uruguay, Brazil

Cities: Minas

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Plantio de soja no Brasil chega a 73% da área e suprime atraso, declara AgRural
>>>>>Safra de milho de Mato Grosso despencará após atraso no plantio de soja, diz Imea – (Extraoglobo-pt)

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