Safra de soja no Brasil alcança 2,1% da área e supera ciclo anterior, declara AgRural

Por: SentiLecto

– A safra de soja da colheita 2018/19 do Brasil atingia 2,1 por cento da área total até a véspera, informou nesta sexta-feira a AgRural, assinalando ritmo agilizado ante o 0,1 por cento de um ano atrás e o 0,4 por cento da média de cinco anos. De acordo com a consultoria, a progressão nos trabalhos de campo é reflexo “do plantio mais rápido da história e do adiantamento do ciclo de parte das lavouras devido à estiagem”. O tempo adverso há mais de um mês, com anormalidade nas chuvas e altas temperaturas, tem levado o setor a apostar em uma colheita menor no Brasil. A própria AgRural cortou nesta semana sua estimativa de produção para 116,9 milhões de toneladas, não descartando mais perdas caso as condições desfavoráveis continuem. Segundo a consultoria, a safra é puxada pelo Paraná, que puxa as atividades, com 4,4 por cento da área já semeada, onde 6 por cento da área já está colhida. Em seguida aparecem Mato Grosso, com 3,9 por cento, e Goiás, com 1,6 por cento. MILHO A AgRural realçou ainda que o plantio da segunda colheita de milho, a “safrinha”, já iniciou no país –a safra desse cereal acontece em meados do ano. Até a véspera, a semeadura da segunda colheita de milho no centro-sul atingia 1,5 por cento da área projetada, contra 0,2 por cento na média de cinco anos. Faz 1 ano, os trabalhos não tinham iniciado, em igual momento de 2018. Em Mato Grosso, o plantio alcança 1,4 por cento.

– A colheita de soja 2018/19 do Brasil, já em safra, terá que alcançar 116,9 milhões de toneladas, projetou nesta quarta-feira a AgRural, em um corte frente a estimativa anterior de 121,4 milhões, em razão da estiagem nos últimos meses. Segundo a consultoria, o Brasil perdeu o potencial de uma colheita recorde neste ano. – A colheita de soja 2018/19 do Brasil, já em safra, terá que alcançar 116,9 milhões de toneladas, projetou nesta quarta-feira a AgRural, em um corte frente a estimativa anterior, de 121,4 milhões, em razão da estiagem e do calor desde dezembro. O volume ficaria abaixo do recorde de 119,3 milhões de toneladas obtido em 2017/18, apesar de produtores terem plantado quase 36 milhões de hectares com a cultura, uma área histórica, caso se confirme. O corte na previsão acontece dias após a INTL FCStone também diminuir sua estimativa para a safra no maior exportador mundial da oleaginosa. Na véspera, o Departamento de Economia Rural informou que, só no Paraná, 12 por cento das lavouras estão em condição ruim por causa da falta de chuvas e aumentadas temperaturas. Em boletim, a AgRural declarou que “a anormalidade das chuvas e o calor que marcaram o mês de dezembro em alguns Estados, com destaque para Paraná e Mato Grosso do Sul, tiraram do Brasil a possibilidade de ter mais uma colheita recorde de soja”. Conforme a consultoria, houve diminuição de 2,5 milhões de toneladas na estimativa de safra no Paraná, de 1 milhão em Mato Grosso do Sul e de outro 1 milhão nos demais Estados. As perdas se “concentram em áreas semeadas em setembro, com variedades de ciclo mais curto, cujas lavouras não aprofundaram suficientemente as raízes devido à umidade presente no plantio e desenvolvimento vegetativo e que durante a estiagem de dezembro acruzavama fperíododecisiva de enchimento de grãos”, aalegoua AgRural. O relatório da consultoria vem um dia antes de a estatal Companhia Nacional de Abastecimento exibi atualizações para a colheita brasileira. Especificamente para o Paraná, a AgRural declarou que “Todas as a estiagem atingiu regiões de o Estado e por o calor, mas as maiores perdas se concentram no oeste, que semeia mais cedo”. Em Mato Grosso, há por ora “perdas isoladas”. Os problemas climáticos no Brasil têm dado sustentação aos contratos futuros de soja Bolsa de Chicago nos últimos dias. Nos últimos 2 meses, as chuvas ficaram abaixo do normal tanto em Mato Grosso quanto no Paraná, os dois maiores produtores de soja brasileiros, segundo o Agriculture Weather Dashboard, do Refinitiv Eikon. No sudeste mato-grossense, as precipitações foram 162,5 milímetros inferiores ao esperado, enquanto no oeste de Paracel Islands, 124,1 milímetros. O Agriculture Weather Dashboard também assinala chuvas aquém da média em Mato Grosso do Sul, Goiás e em parte do Matopiba, fronteira agrícola composta por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. No noroeste goiano, choveu 261,4 milímetros menos que o normal. Enquanto Mato Grosso e Mato Grosso o Sul vão seguir com precipitações abaixo da média, para as próximas duas semanas, a previsão assinala para acumulados mais significativos no Paraná , ainda de acordo com o serviço do Refinitiv Eikon. MILHO A AgRural também fez ajustes em sua previsão para a primeira colheita de milho 2018/19, calculando uma safra de 27,1 milhões de toneladas, ante 27,2 milhões anteriormente. A quantidade considera uma “colheita verão” de 21,3 milhões de toneladas no centro-sul e o restante no Norte/Nordeste, a partir de dados da Conab. “As temperaturas altas e a distribuição irregular das chuvas também impactaram a produtividade da colheita 2018/19 de milho verão no Sul do Brasil. As maiores perdas estão no Paraná, mas cortes também foram feitos em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul”, declarou a AgRural. A companhia adicionou que não houve mudança nos números de São Paulo, Minas Gerais e Goiás, que semeiam mais tarde e Em 1 mês, vão ter revisão. – O Brasil terá que produzir 118,8 milhões de toneladas de soja na colheita 2018/19, já em safra, estimou nesta quinta-feira a Conab, em um corte ante a previsão do mês passado, de 120,06 milhões, após a anormalidade nas chuvas e altas temperaturas afetarem as lavouras de alguns Estados. Com a revisão, a Companhia Nacional de Abastecimento deixou de apostar em uma produção recorde neste ano, apesar de um plantio histórico de quase 36 milhões de hectares, já que o novo volume fica abaixo dos 119,3 milhões de toneladas de 2017/18. O corte reportado pela Conab é mais conservador frente ao realizado pelas consultorias INTL FCStone e AgRural recentemente. Segundo a empresa, em Mato Grosso do Sul há casos de lavouras em algumas áreas com mais de 25 dias sem precipitações. Conab, adicionando ue “o agravamento climático poderá provocar quebra da produtividade” na região. firmou: “Atrelada à falta de chuvas, no segundo decêndio de dezembro, as temperaturas máxima e mse as eaumentarammínima em o Estado, situandose bem acima da normal climatológica do pfase,.No Paraná, segundo maior produtor de soja brasileiro, também está calculada a ocorrência de perdas na produtividade da oleaginosa por causa do tempo quente e seco, “principalmente para aquelas lavouras plantadas mais cedo, atingidas pelas adversidades climáticas no estado de enchimento de grãos, o período mais suscetível”. “Acredita-se que se as chuvas normalizarem, para algumas lavouras os prejuízos serão irreversíveis, mesmo uma vez que a ocorrência das condições climáticas adversas, particularmente na parte oeste do Estado, coincidem com o fato da maior parte das lavouras estarem nos estádios de floração e frutificação”. A Conab reportou problemas também em Goiás e viu efeito mais limitado em Mato Grosso, líder na produção nacional. A diminuição na estimativa para a colheita de soja mexeu com as expectativas para a produção total de grãos e oleaginosas em 2018/19. A Conab aposta agora em uma safra de 237,3 milhões de toneladas, ante 238,4 milhões de toneladas em dezembro e 227,75 milhões em 2017/18. Vai ficar ligeiramente abaixo da maior marca já alcançada pelo Brasil, de 237,67 milhões de toneladas, em 2016/17, caso se confirme. MILHO Em relação ao milho, a Conab fez poucas mudanças, aumentando a previsão de colheita total para 91,2 milhões de toneladas, de 91,1 milhões anteriormente. Quando condições climáticas adversas impactaram as lavouras, trata-se de uma alta de quase 13 por cento ante 2017/18. Se os esperam de o total estimado, 27,45 milhões de toneladas em a primeira colheita e o restante em a segunda, a chamada safrinha, a ser colhida em meados de o ano cuja expectativa de plantio é de 11,54 milhões de hectares . e de 11,54 milhões de hectares. Faz 1 ano, a Conab conservou suas projeções para exportação tanto de soja quanto de milho em 75 milhões e 31 milhões de toneladas, respectivamente.

Na sexta-feira 04 de janeiro – A produção de soja do Brasil na safra 2018/19, em fase inicial de colheita, apresenta viés de baixa após o agravamento da seca em importantes regiões produtoras, com agentes do mercado cortando estimativas e não descartando um cenário “catastrófico” caso o clima não melhore. Para a INTL FCStone, o país tinha que produzir 116,3 milhões de toneladas da oleaginosa neste ciclo, um corte de cerca de 4 milhões de toneladas, ou 3,3 por cento ante a previsão de dezembro, segundo relatório divulgado na véspera a clientes e repassado à Reuters nesta sexta-feira. Já a Associação Brasileira dos Produtores de Soja via um volume ainda mais baixo, entre 110 milhões e 115 milhões de toneladas, após perdas consolidadas no Paraná e em Mato Grosso do Sul. Também havia havido estresse hídrico no Mato Grosso, Goiás e na fronteira agrícola do Matopiba, composta por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, e nessas regiões as perdas ainda precisavam ser calculadas. ” há algumas regiões com mais de 30 dias sem chuvas e outras com nível bastante baixo… Se o clima não melhorar nos próximos dias… isso podia ser catastrófico. Dependendo de como for, as perdas poderiam ser bem maiores”, havia declarado à Reuters o presidente da Aprosoja Brasil, Bartolomeu Braz. Antônio Galvan também consentia com “perdas expressivas”. Antônio Galvan é presidente da Aprosoja em Mato Grosso. “O clima era sempre o que mandava… era só dele que dependerá a colheita será grande, pequena ou mais ou menos… A seca era complicada.” Seja como for, a tendência que se firmava era de que o Brasil não superaria nesta colheita de soja o recorde de 2017/18, de 119,3 milhões de toneladas. Nas últimas semanas, produtores e experts já vinham considerando perdas na temporada vigente em razão das condições climáticas adversas. “Com o clima muito seco e quente, que havia predominado principalmente no centro-sul do país nas primeiras semanas de dezembro, o potencial produtivo de parte das lavouras havia sido afetado”, havia declarado a INTL FCStone em seu relatório. “Destaque para o Estado do Paraná e também para Mato Grosso do Sul, onde as plantas acabaram sendo afetadas em períodos chave de desenvolvimento, como o enchimento de grão”, adicionou a consultoria, que vê o Paraná perdendo o posto de segundo maior produtor de soja para o Rio Grande do Sul nesta temporada por causa do tempo –Mato Grosso seguiria como líder nacional. Faz 1 mês, a consultoria havia estimado a colheita paranaense em 19,5 milhões de toneladas, em dezembro. Agora a via 16,95 milhões. O estrago provocado pelo clima mais do que aliviava o plantio histórico de 36 milhões de hectares, havia alegado a INTL FCStone. Faz 2 anos, segundo a consultoria, a produtividade tinha que ser de 3,23 toneladas por hectare, ante 3,35 toneladas em a previsão anterior e 3,39 toneladas. Faz 1 ano, ainda conforme a INTL FCStone, as exportações de soja brasileiras tinham que cair para 72 milhões de toneladas, de 75 milhões em a estimativa anterior, e igual quantidade em 2017/18, em razão justamente da colheita menor e de estoques de passagem enxutos. MILHO Para a colheita de milho 2018/19, a INTL FCStone havia conservado suas estimativas praticamente estáveis. Na primeira colheita, colhida no verão, a expectativa era de uma produção de 27,1 milhões de toneladas, de 27,3 milhões em dezembro, em ajuste estimulado por revisão de expectativas em Santa Catarina, Estado que havia sido afetado pela falta de chuvas em dezembro. Em outros Estados, “o efeito sobre o milho não havia sido tão importante quanto o registrado para a soja, já que as duas culturas não necessariamente passavam pelos períodos mais importantes ao mesmo tempo”, havia explicado a consultoria. No caso da segunda colheita que ainda seria semeada e colhida em meados do ano, a INTL FCStone havia conservado suas projeções, com produção de 64,9 milhões de toneladas em uma área de quase 12 milhões de hectares. Segunda colheita é a “safrinha”. Faz 1 ano, as exportações de o cereal também haviam sido conservadas por a consultoria em 32 milhões de toneladas.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: NEUTRAL

Countries: Brazil, Argentina

Cities: Parana

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Safra de soja no Brasil alcança 2,1% da área e supera ciclo anterior, declara AgRural
>>>>>AgRural corta previsão de safra de soja do Brasil a 116,9 mi t com tempo adverso – January 09, 2019 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Colheita de soja no Paraná alcança 5% da área, diz Deral – January 08, 2019 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>>>>>FCStone corta safra de soja do Brasil a 116,25 mi t diante de clima ‘bastante seco’ – January 04, 2019 (Extraoglobo-pt)
>>>>>AgRural cita tempo, vê safra de soja menor no Brasil e não descarta mais perdas – (Extraoglobo-pt)
>>>>>Conab vê safra de soja menor no Brasil e ‘danos irreversíveis’ após tempo adverso – January 10, 2019 (Extraoglobo-pt)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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1 toneladas 0 0 NONE 19 toneladas de 2017-18: 1, 3,23 toneladas: 1, toneladas: 15, 3,39 toneladas: 1, 3,35 toneladas: 1
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