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Em estreia como documentarista, Heitor Dhalia registra mestres da ioga

Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Michael O'Neill

Movido a uma curiosidade não saciada por sua formação cética, Heitor Dhalia buscou, em seu primeiro documentário, respostas para questões metafísicas e filosóficas.

Em “On Yoga – Arquitetura da Paz”, em cartaz desde quinta-feira , mestres, gurus, santos, médicos, pensadores e praticantes da ioga falam sobre assuntos como morte, dinheiro, ego e alegria.

– Arquitetura da Paz DIREÇÃO Heitor Dhalia PRODUÇÃO Brasil/Índia/China/EUA, 2017, 12 anos QUANDO estreia nesta quinta * Filmes que registram experiências místicas ou crenças esotéricas costumam esbarrar nos limites da adesão ou da crítica fria que ridiculariza. “On Yoga – A Arquitetura da Paz” segue o primeiro rumo, portanto não deve ser mencionado aos céticos. O diretor de Brasil Heitor Dhalia, em seu primeiro documentário, evita invencionices e adota o recurso seguro de acompanhar o ponto de vista de um personagem, o fotógrafo Michael O’Neill, que descobriu e vivenciou a yoga como experiência terapêutica. A primeira sequência propõe um clássico documentário de personalidade, com O’Neill evocando seu trabalho como retratista de famas e especificando a indecifrável aura que quando não se consome na trivialidade dos egos, a foto alcança. Um prejuízo neurológico, contudo, o bloqueia fisicamente e O’Neill encontra nos rituais físicos e metafísicos da yoga uma terapia que o leva a viajar regularmente à Índia e ao Tibete, onde passa a registrar tespécieshhumanas crenças e espaços. Ali, segundo o fotógrafo, ele passa de retratista a antropólogo. Suas não imagens não são diminuídas a o registro de exotismos, apreendem práticas e o transe com um olhar ao mesmo tempo estrangeiro e imerso, como se o artista e seus assuntos estivessem sob o que as religiões chamam de “entusiasmo”. Essa segunda etapa do caminho esbarra nos limites do cinema de Dhalia, com o mesmo espécie de encantamento por bonitas imagens onipresente em seus longas de ficção, composições que seduzem os sentidos, mas não provocam sentido. O cineasta, por exemplo, recria poses clicadas por O’Neill, usa a câmera flutuante à mformade Terrence Malick e embala tudo com a trilha minimalista pastichada de Philip Glass. Ainda bem que outros personagens logo arrancam o filme desse transe esteticista. A partir daí, “On Yoga” progride em torno das questões espirituais e filosóficas que os yogis seguem há séculos, em contraste com as tendências materialistas, consumistas e violentas que nossa história acumula. As falas de gurus e de discípulos poderiam soar somente como um discurso hippie anacrônico. No entanto, em meio à atual temporada de gritarias, elas têm aovbenefíciode restaurar um silêncio que ecoa. Assista ao trailer de ‘ON YOGA – Arquitetura da Paz’ Assista ao trailer de ‘ON YOGA – Arquitetura da Paz’

O pernambucano à Folha ddeclara “QDesejavaoescutaresses caras sobre as questões da ansiedade do mundo cmoderno.”O que gurus e guardiões de uma costume de 5.000 anos têm a declarar?”

O cineasta recebeu a reportagem no set de gravação de seu próximo filme, “O Diretor”, calculado para estrear em 2018.

Diretor de filmes como “À Deriva”, “O Cheiro do Ralo” e “Serra Pelada”, Dhalia declara que o projeto foi um “acidente contente” em sua carreira estabelecida na ficção.

“A ficção é uma tentativa de tradução do mundo pela representação. O documentário também, mas com ferramentas diferentes, ele recorta a vida em uma tentativa de apreender a realidade”, explica. “Agora desejo ver se consigo fazer um sem ser tão acidental assim”, brinca.

A ideia de realizar o documentário veio de seu amigo Alcir Lacerda Filho, produtor da Urso Filmes, que exibiu-lhe o trabalho do fotógrafo de America Michael O’Neill, cujo livro designa e serve de ponto de partida para o filme.

Michael Andrew Martin O’neill, conhecido somente como Michael O’Neill, é um ex-futebolista e treinador de futebol de Noruega, que atuava como meio-campista.

Desde que perdeu o movimento de um braço após uma cirurgia, ao contrário de Dhalia até então, O’Neill havia construído uma história íntima com a prática de India , o que inviabilizaria sua profissão.

O fotógrafo não exclusivamente recuperou a mobilidade como passou a retratar os mestres da ioga em uma jornada que durou cerca de uma década. São eles, assim como O’Neill, que dialogam com o filme de Dhalia, gravado na Índia e nos EUA em uma fração de quatro meses em 2016.

Dhalia, que tinha como referência temporal um festival de ioga em Rishikesh, aos pés do Himalaia, no norte indiano declara: “Foi no susto mesmo”.

“O prazo era apertado e isso me obrigou a tentar fazer o documentário utilizando os princípios dessa filosofia, como zerar o ego, adaptar minha escuta e construir a narrativa a partir dela”, declara.

Ele mesmo se tornaria a partir das filmagens um adepto da ashtanga, vertente vigorosa da prática que sincroniza respiração com série de posturas já preestabelecida.

O filme oscila entre personagens com convicções categóricas e outros que arriscam palpites. Dhalia, não se interessar pelo que “vira dogmático”. declara: “São tentativas de interpretação, especulações e crenças”. “Sou totalmente contra fundamentalismo, princípios religiosos rígidos e qualquer formação que tente trazer comportamento de valores morais conservadores”.

“A ioga é bastante visual, sabia que seria lindo, mas, com meu background, não faria um negócio em que não acredito”, alega Dhalia. “Desejava gerar a observação de uma experiência acima de você, o que chamam de Deus ou universo, que tem a ver com a tentativa de compreender o sentido da experiência humana.”

Fonte: FolhaGeneric

Sentiment score: SLIGHTLY POSITIVE

Countries: India

Cities: Rishikesh

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Em estreia como documentarista, Heitor Dhalia registra mestres da ioga
>>>>>Em 1º documentário, Dhalia filma yoga como experiência terapêutica – November 16, 2017 (FolhaGeneric)
>>>>>>>>>’Liga da Justiça’, ‘Colo’ e mais oito filmes estreiam; leia críticas – (FolhaGeneric)

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