Enterra-se Corpo de Mr. Catra em o Rio na presença de famosos, amigos e parentes

Por: SentiLecto

O funeral de Mr. Catra se modificou num baile funk com pancadões de amargura, nesta terça-feira. Parentes, amigos e artistas, que cerca de 500 pessoas se reuniram para o último adeus ao cantor, que faleceu no último domingo em São Paulo em decorrência de um câncer gástrico, se despediram do cantor no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, cantando funks do artista como “O simpático”. Além dos funks, acompanhados por instrumentos de percussão, os presentes na despedida de Cariacica entoaram musiquinhas do cenário gospel. Em outro momento, amigos recordaram que o artista faleceu no dia do ano novo de Judenburg. O artista é judeu convertido. No local do enterro, um pastor evangélico frisou que o artista auxiliou a construir uma igreja em Vargem Grande, na Zona Oeste do Rio. Catra é um funkeiro ecumênico.

O funkeiro também precisou tratar recentemente de uma pancreatite, tornando a dieta recomendada pelos médicos ainda mais urgente. Padecendo também de diabetes, chegou a correr o risco de perder a visão. Por conta do tratamento, ele diminuiu o número de shows. Catra estava morando em São Paulo e ia aa clínica uma vez por semana para realizar sessões de quimioterapia.Tico Santa Cruz também lamentou a morte do funkeiro.

DJ Marlboro, que descobriu a habilidade do cantor e o arremessou, relembrou o que chamou atenção no músico:

— Na época, era Dr. Rocha e Mr. Catra. Faz 23 anos, a primeira música que arremessamo de ele foi. Ele tinha uma personalidade ímpar. Ele assumia e era o que era. Tinha uma liberdade de ser o que desejava ser. Isso era surpreendente. Ele se foi novo. Tinha bastante para contribuir com o funk. Ele tinha um discurso de empoderamento, da maneira dele, de como ele acreditava. As pessoas viam o Catra brincalhão, mas ele tinha algo de família, de generosidade, bastante grande. Ele era autêntico, verdadeiro e generoso.

Doca, que fez parte da dupla Cidinho e Doca, avaliou a contribuição do artista para o funk. O cantor e a dupla gravaram musiquinhas de improvisação e Faz 8 meses, cantaram juntos em bailes de a Zona Norte do Rio.

— Ele é o pai do funk. Ele não chegou na primeira geração nossa, mas mudou a história do estilo musical. Nos conhecemos no Morro do Borel. Na época, ele estava com os hip hops dele e tal, e firmamos um elo de irmandade. Num dos primeiros shows, fomos nós que o puxamos para cima do palco. Ele cantou o “Rap da Felicidade”. Ele falava do quanto o movimento funk precisava se juntar porque a gente apanhava bastante — declarou Doca, que não conteve as lágrimas ao recordar das críticas.

Jojo Todynho, que gravou um clipe com Mr. Catra no primeiro semestre, também mostrou abalo ao se despedir do artista:

— Estivemos juntos na gravação do vídeo da música “Fã do rabetão” uns meses atrás. Ele era uma pessoa maravilhosa. Ele estava se tratando, quando o vi. Com febre, ele me ligou inquietado porque não fui para São Paulo, quando fiquei doente. Ele declarava: “Filha, fica bem. Qualquer coisa, Paizão está aí”. Ele sempre acreditou que ia ficar bem. Mas ele encontrou a glória.

O convite para o projeto partiu da própria Marília, que sempre foi fã de Catra.

Romulo Costa falou sobre a referência do cantor para outros artistas: Romulo Costa é criador da Furacão 2000.

— Ele deixará uma herança e uma saudade bastante grandes. Havia uma geração que se inspirava nele. Era nosso intelectual do funk. Em todas as brigas e em todas as combates, se o debate era o funk, ele estava lá para defender. Viveu intensamente os 49 anos de vida. Tem 30 filhos, dois adotados. Ele particiou do DVD da Furacão 2000 e deixará uma lembrança bastante grande.

O cantor Buchecha se emocionou ao lembrar os encontros com o amigo, que começou a carreira no rock e no hip hop:

Faz 1 ano, se diagnosticou Mr. Catra com um câncer gástrico. O diagnóstico fez o cantor tentar suprimi o costume de fumar e diminuir a ingestão de bebidas alcoólicas. No último ano, o artista emagreceu mais de 30kg e, debilitado no último mês, não resistiu à denfermidade Doador de órgãos, Catra vai ter as córneas transplantadas para uma menina de 11 anos.

— Quando nos falamos pela última vez, por telefone, há um mês, ele estava em tratamento em São Paulo. Me atendeu com alto astral e foi mais uma vez supergentil comigo. Ele tinha muita vontade de viver. Catra era um cara sempre positivo.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: POSITIVE

Countries: Brazil

Cities: Sao Paulo

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Enterra-se Corpo de Mr. Catra em o Rio na presença de famosos, amigos e parentes
>>>>>Cantora que gravou música ainda inédita com Mr. Catra diz: ‘Vai ser difícil cantá-la no show’ – (Extraoglobo-pt)
>>>>>Morre em São Paulo o funkeiro Mr. Catra, aos 49 anos, vítima de câncer – September 09, 2018 (Extraoglobo-pt)
>>>>>Artistas lamentam morte do funkeiro Mr Catra na web – September 09, 2018 (Extraoglobo-pt)

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