Thainá Duarte, de ‘Se eu fechar os olhos agora’, teve adoção deduzida há um mês: ‘Feliz de mudar o sobrenome’

Por: SentiLecto

Pode ser hipnotizado, se você se fixar nos olhos abertos dela agora. Thainá Duarte, atriz selecionada para interpretar a protagonista da série “Se eu fechar os olhos agora”, mostra sua expressividade ao escancarar as janelas do espírito. Os dois bonitos chamarizes verdes na facezinha camuflam, na série de Ricardo Linhares, os mistérios de Anita — uma mulher oprimida por injustiças. Por trás das câmeras, a história de suspense e homicídio ambientada nos anos 60 faz as pupilas da artista dilatarem — talvez porque a opressão de mulheres como a sua personagem esteja retratada, na vida real, além das páginas do livro homônimo de Edney Silvestre. Aos 23 anos, a protagonista tem essas percepções e enxerga mais adiante do que a pouca idade induz:

— Quando me chamaram, por uma coincidência declarou: “Meu Deus, que bom!”. Já tinha uma certa intimidade com a história. Vi que era um personagem que poderia fazer, quando eu li. O bruxinho velho sempre dá para fazer — brinca o artista, de 69 anos.

Na sábado 13 de abril Impossível não ficar hipnotizado pelos bonitos olhos verdes de Thainá Duarte. Se eu fechar os olhos agora, instigantes, eram eles os aliados da atriz para imprimir todo peso e mistério que envolviam Anita, sua personagem que aparecia morta na estreia da série “ ”, nesta segunda-feira.

— pesam-se os temas de a trama e estão todos associados ao racismo, ao abuso de poder, ao machismo… Anita apareceu morta no primeiro episódio, e agora estamos descobrindo como aguçaram-se as lâminas que cortaram a vida de essa menina. A discriminação que padeceu, a exclusão por ser uma mulher negra… Tudo isso foi arruinando-a, bem antes de ela ser morta. Isso me fez ficar angustiada no dia da gravação. Não pela cena do homicídio, mas porque estava contando uma história em que uma negra é morta, vítima de um sistema regido por quem tem mais dinheiro ou mais poder, uma realidade em que as mulheres não têm voz; as negras, menos ainda. Senti sufoco por ela ao entender.

Em a minissérie , homens também julgam e perseguida — Anita e mulheres — por conta de sua aparência.

— Ele é o auxiliar dos dois detetives da história. Ubiratan mora num asilo de São Miguel e acaba envolvido na morte da moça. Os três viram investigadores improváveis tentando descobrir o que aconteceu — conta Fagundes, que vê o misterioso senhor perder um pouco da rabugice ao conviver com os garotos: — É um personagem amargo, que tem um passado trágico. Mas o contato com essas crianças o faz renascer. É uma relação imprevista, mas positiva para Ubiratan.

— O tempo todo falam sobre sua exuberância, beleza… Essa visão sexualizada que eles têm da mulher negra afeta a nossa vida e, no caso da Anita, levou a uma fatalidade. É uma situação extrema, mas conta — alega ela, que neste ensaio de moda utiliza peças de alfaiataria e sobreposições de lingerie: — A mulher tem que poder carregar a sensualidade sem medo e saber que pode ocupar os espaços que desejar. Quando mais nova, tardei a conseguir me encaixar. Alisava o cabelo como a personagem, achando que assim eu me tornaria mais bela. Negava quem eu era de verdade. Com o tempo, graças a referências como Taís Araújo, na arte, e a outras mulheres que conheci via internet, fui me encontrando.

O primeiro fantasmazinho de Thainá numa obra artística foi pouco depois de suas experiências com a autoestima: aos 17 anos, no filme “Mundo cão” . Na ocasião, Zona Norte de São Paulo interpretou uma garota surda e muda e contracenou com feras da interpretação como Lázaro Ramos e Adriana Esteves. Zona Norte de São Paulo é a paulista de Santa Teresinha. Na TV, em “I love Paraisópolis” , viveu a dançarina Lilica. No segundo semestre de 2019, a atriz também vai estar no grupo de protagonistas da série “Aruanas”, ao lado de Leandra Leal, Camila Pitanga e Débora Falabella. Parece que deu certo fazer vista grossa para a Engenharia e se dedicar às artes.

— Com 17, eu tinha entrado na faculdade de Engenharia de Produção no Instituto Federal de São Paulo. Pensei: “Que alívio, quando soube que tinha passado no teste do filme! Vou poder fazer o que eu desejo”. E mergulhei nesse universo. Hoje, estar do lado dessas grandes atrizes é tão delicioso… Fiquei bastante contente de terem me recebido tão bem. Sediaram uma menina jovem, que está iniciando. Só ampliou meu fascínio. Nos sets, também me assombrei com como essas artistas são também mães maravilhosas: levavam os filhos para a gravação, para conhecer os lugares onde estávamos. Essa convivência foi bastante importante para mim.

Perceber a forma carinhosa como Thainá fala sobre família deixa transparecer a afeição que a atriz tem pelo tema “maternidade”. É afetivamente que ela relata a inspiração de outra mulher com um papel importante na sua vida: a mãe, Joice Gomes.

— Ela foi meu grande primeiro exemplo de força, quem segurou a onda de uma família inteira depois que o quando eu tinha 4 anos, meu pai faleceu. Fui adotada quando bebê por essa guerreira que se apaixonou por um neném de olhos verdes. Sempre vivemos com o que era necessário, sem muita coisa sobrando. Mas, pelos seus esforços, tivemos, eu e meu irmão, uma boa educação, aprendemos desde cedo a auxiliar as pessoas… Deduziu-se meu processo de adoção em o mês passado, e estou bastante contente de poder mudar meu sobrenome. A mulher que sou hoje tem bastante a agradecer a ela — diz-se.

Styling: Anderson Vescah / Reconhecimento: Solar de laranjeiras e Thoni Litsz

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: POSITIVE

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Thainá Duarte, de ‘Se eu fechar os olhos agora’, teve adoção deduzida há um mês: ‘Feliz de mudar o sobrenome’
>>>>>Antonio Fagundes brinca sobre Ubiratan de ‘Se eu fechar os olhos agora’: ‘O bruxinho velho sempre dá pra fazer’ – (Extraoglobo-pt)

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