Análise: Globo balança entre solução e problema

Por: SentiLecto

Não é preciso trabalhar com acontecimento desportivo para saber do protagonismo da TV para a venda de patrocínio. E, quando o acordo ocorre com a Globo, que é uma força fantástica para o mercado desportivo brasileiro, é um milagre da multiplicação: o produto ganha um peso completamente novo dentro do mercado, com enorme valorização. Além das audiências altas, a emissora entrega a promoção do acontecimento, o que redunda em público e patrocinadores cada vez mais engajados.

Agora, com a inserção do Facebook na transmissão de um jogo, o mercado fica diante de uma nova realidade. Não temos uma retenção alta de atenção ao longo de 90 minutos de uma partida. Ainda mais envolvendo times que não são os nossos.

Na sábado 01 de setembro Repórter de esportes da Globo e da SporTV, Ben-Hur Correia, 32, estava em uma transmissão ao vivo, direto de Las Vegas , para o programa “ madrugava SporTV”, quando era suspendido por um grupo de americanas que comemoravam uma despedida de solteira. O jornalista recebe beijos e carinhos e, um pouco constrangido, tenta explicar que está trabalhando.

O problema é que, no atual cenário, a Globo caminha sozinha. Não há nenhuma outra emissora que tenha a mesma entrega. Aí, o que era para ser uma parceira sempre positiva, acaba se modificando em um problema para agentes desportivos.

É o caso do Mundial de judô. A federação internacional ficou em uma sinuca habitual no esporte de Brasil: ter a força da Globo ou bater o pé pelos valores queridos? Como as outras alternativas mostram uma diferença bastante grande, a dúvida perde força. No caso do judô, o mercado de Brasil é importante, então adapta-se a negociação aos termos da emissora.

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O episódio foi semelhante ao da Liga dos Campeões. Mas, nesse caso, optou-se por abrir mão da Globo. Com a resolução, a Uefa ficou com uma audiência absolutamente incomparável em uma das dez maiores economias do mundo. Invariavelmente, o consumo de futebol europeu irá reduzi no Brasil nos próximos anos, sem a presença da emissora de Cariacica.

Por outro lado, por quanto tempo você assiste a uma partida de futebol que não envolva seu time de coração? Raramente você tem que ter parado para pensar em qual a resposta para essa questão. Mas, bastante possivelmente, deverá recordar que quando não é seu time que está em campo, a utilização do controle remoto é norma.

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E não são só os acontecimentos e ligas de fora que padecem com esse cruzamento. Há constantemente players no Brasil que convivem com o dilema entre partir para um projeto novo, com um potencial futuro financeiramente mais atrativo, ou fazer parceria de mídia com a Globo, com o grande conforto que envolve a presença da emissora. Hoje, não há segunda via e não há nenhum indício de mudança.

O cenário ideal seria o mercado de America, com alguns grupos de mídia equivalentes na TV aberta. Não é por acaso que atualmente três emissoras dividem o maior produto desportivo do país, a NFL, com revezamento do Super Bowl. Com níveis parecidos, quem mais ganha com isso é o esporte dos Estados Unidos.

Fonte: maquinadoesporte-pt

Sentiment score: POSITIVE

Countries: United States, Brazil

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Análise: Globo balança entre solução e problema
>>>>>Análise: Facebook torna audiência mais “cruel” – (maquinadoesporte-pt)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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