Análise: Sócio-torcedor ruiu marketing no Brasil

Por: SentiLecto

Desde que o clube não caia, a ideia de Ronaldo e Matthieu Fenaert de implementar na Espanha o projeto de um sócio-torcedor do Valladolid é excelente no mesmo erro que os times de Brasil cometem hoje.

“Temo que conhecer bastante melhor nossos torcedores. O que eles desejam, como eles consomem o clube. Vamos monitorar semanalmente a audiência de TV, a ida ao estádio, o consumo de material e produtos licenciados”, declarou Fenaert.Nos próximos meses, o clube vai investir € 10 milhões no aprimoramento da infraestrutura. Se vai construir um centro de treinamento ao lado do estádio José Zorrilla e outro ainda será implementado em uma outra área de propriedade de o clube. As obras deverão ser deduzidas até o final deste ano. A ideia, com isso, é o clube passar a investir mais na formação de jogadores, como fazem os grandes espanhóis.

Na quinta-feira 31 de janeiro um dos maiores abismos que separavam o mercado desportivo estadunidense do brasileiro estava no modo como o consumidor era mensurado. Nos Estados Unidos, existia uma preocupação bastante maior em compreender quem era o torcedor e quais eram os costumes de consumo dele durante um grande acontecimento.

Os programas aqui foram fundamentais para os clubes terem uma ampliação substancial de receita recorrente da torcedor. Incentivados pela Ambev, os times investiram pesado na criação e desenvolvimento de seus programas de relacionamento. Essa foi uma espécie de nova leitura para o que é o carnê de ingressos, popular na Europa.

O problema é que os clubes simplesmente abandonaram, por aqui, o olhar do marketing para o torcedor que se o associa não de o clube. E, aí, acabam deixando de lado o que poderia ser a maior fonte de receita para a instituição, que é o torcedor que não está disposto a investir mensalmente no clube, mas quer consumi-lo de diversas outrasformass possíveis. Hoje, não há qualquer estratégia de marketing dentro dos clubes que não seja voltada somente para seus sócios-torcedores.

O curioso é que o futebol se esquece qual é a origem de um programa de relacionamento com clientes. As companhias instituíram esse modelo para ter uma fidelização de o consumidor. Ao instituir programas de benefícios com descontos, elas tentam fazer o consumidor voltar a utilizar seu produto. Ora, o que um clube de futebol menos precisa na vida é de um programa de lealdade de um torcedor. Como qualquer um que gosta de esporte sabe, “virar a casaca” não é prática de um torcedor-raiz.

Fundamental para o crescimento dos clubes na década passada, o sócio-torcedor hoje é um estorvo. Por mais esforço que os setores de marketing façam para dar mais benefícios aos programas, eles já atingiram o limite de crescimento.

Os clubes precisam abandonar de vez a concepção de que seu consumidor é somente aquele que se dispõe a ser um sócio-torcedor. Não é preciso fidelizar um torcedor de futebol. É necessário somente instituir produtos que alimentem sua paixão pelo clube. Do jeito que está hoje, o sócio-torcedor ruiu o marketing do clube de futebol no Brasil.

Fonte: maquinadoesporte-pt

Sentiment score: POSITIVE

Countries: Brazil

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Análise: Sócio-torcedor ruiu marketing no Brasil
>>>>>Ronaldo levará programa de sócio-torcedor ao Valladolid – February 07, 2019 (maquinadoesporte-pt)

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