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Lenda do pugilismo, Muhammad Ali falece aos 74 anos nos EUA

Foto: Wikipedia – Joe Frazier awarded by the Daily News

Considerado um dos maiores desportistas de todos os tempos, Muhammad Ali, que deixa de herança um histórico admirável de triunfos no ringues, morreu na madrugada deste sábado, nos Estados Unidos. Ele tinha 74 anos de idade e estava internado em estado muito grave em um hospital de Phoenix , onde deu entrada com problemas respiratórios.

Gunnell não deu detalhes sobre a espécie de tratamento que Ali está recebendo na clínica.

A família de o ex-boxeador confirmou oficialmente por meio de um comunicado divulgado a morte. Horas mais cedo, Bob Gunnel já havia informado que o mítico ex-pugilista sentiu obstáculos ao respirar e os médicos já lhe estavam tratando no centro médico de Phoenix, no qual internou-se ele. Bob Gunnel é o porta-voz da família de Ali.

O último fantasmazinho público do ex-boxeador ocorreu no mês passado, em acontecimento para arrecadar orçamento para organizações de caridade instaladas no Arizona.

Muhammad Ali-Haj, nascido Cassius Marcellus Clay Jr., foi um boxeador norte-americano, considerado um dos maiores ​​da história do esporte.

Muhammad Ali fez mais de 60 lutas profissionais em sua vitoriosa carreira e as derrotas podem ser contadas nos dedos de uma mão. Com um método impecável e uma resistência fora do comum, ele tornou-se uma lenda no mundo do pugilismo. Não só pelo sua habilidade em cima do ringue, mas também por uma postura política que não era habitual em desportistas de grande expressão.

Foi no dia 17 de janeiro de 1942 que ele veio ao mundo, na cidade de Louisville, em Kentucky. Por ser o primogênito, ganhou o nome do pai e foi batizado como Cassius Marcellus Clay Jr., que também foi o nome de um importante político abolicionista do século 19 nos Estados Unidos.

O pai era descendente de escravos e trabalhava como pintor. Já a mãe, Odessa O’Grady Clay, era empregada doméstica. Com somente 12 anos, o pequeno Cassius conheceu o técnico de pugilismo Joe Martin, que também era chefe de polícia na cidade. Em uma tentativa de latrocínio, o garoto reagiu com socos para evitar que o assaltante roubasse sua bicicleta. Logo Martin viu o menino em ato e recomendou que ele praticasse pugilismo, para aprender a se defender.

Joseph William Frazier, conhecido como Smokin’ Joe foi um boxeador norte-americano, campeão global de pugilismo na categoria de pesos-pesados.

Com somente 40 quilos, o pequeno Cassius passou a aprender os primeiros golpes de pugilismo com o próprio Martin e em seis meses fez sua primeira luta, ganhando por pontos após três rounds. Aquela modalidade fascinava o garoto, que instruía com afinco e dedicação. Era atrevido em cima do ringue e se esforçava mais que qualquer outro desportista.

Aos 18 anos, o pugilista disputou os Jogos de Roma, em 1960, já tendo Chuck Bodak como técnico, e teve sua primeira grande vitória: superou o medo de aeronave para voar até a Itália para competir. Para isso, fez questão de levar um paraquedas dentro da aviãozinho, para utilizar em caso de emergência. Voltou com a condecoração de ouro na bagagem, ao vencer o polonês Zigzy Pietrzykowski, e muitas boas recordações da competição, onde provou todo seu carisma e foi até apelidado de “Prefeito da Vila Olímpica”.

Aliás, nos Jogos de Roma ele já chamou a atenção pelo excelente trabalho de pernas no ringue e meses depois fez sua primeira luta como profissional, contra Tunney Hunsaker, e venceu por resolução unânime. A partir daí foram 18 guerrazinhas, todos com triunfo, sendo 15 por nocaute, até ter a possibilidade de disputar o cinturão dos pesados contra Sonny Liston. Venceu por nocaute, no sétimo round, e ficou com o título da Associação Mundial de Boxe e do Conselho Mundial de Boxe.

Ele tinha recém-completado 22 anos e já era campeão do mundo. O período amador de seu carreira no pugilismo serviu para lhe dar experiência para as guerrazinhas que estariam por vir. Aliás, o cartel dele quando era amador não é preciso, mas estima-se que tenha tido mais de 100 triunfos no mínimo e menos de dez derrotas, ou seja, um aproveitamento excelente.

Só que logo após o triunfo sobre Liston, que foi movida por muita provocação entre os lutadores, Cassius resolveu mudar de nome e passou a se chamar Muhammad Ali, nome selecionado pelo líder nacional do Islamismo, religião que ele adotou. Na ocasião, o pugilista falou que não desejava utilizar seu sobrenome de escravo que ele não havia selecionado.

Para sua infelicidade, ele acabou tendo seu cinturão da Associação Mundial de Boxe retirado. A entidade afirmou outros motivos, mas no fundo o desportista achou que era por causa de sua alternativa pelo Islamismo. Pouco mais de um ano depois de conquistar o cinturão, veio a revanche contra Sonny Liston. O triunfo veio com pouco mais de dois minutos no primeiro round.

Depois disso engatou uma sequência de dez defesas de cinturão sem derrota. Em 1967, após o triunfo sobre Zora Folley, se rejeitou a aceitar a convocação do exército para lutar na Guerra do Vietnã. Ainda declarou que não via motivos para combater contra os vietcongues porque “nenhum deles me chamou de crioulo”. Por causa dessa negativa, foi suspenso do pugilismo e teve seus títulos confiscados. Até ali tinha um cartel de 29 triunfos sem derrota, sendo 22 por nocaute.

Ali regressou aos ringues em 1970 e foi no ano seguinte que padeceu o primeiro revés como profissional, ao perder para Joe Frazier por resolução unânime. O boxeador se recuperou na luta seguinte, contra Jimmy Ellis, e emendou mais nove triunfos até cair novamente, desta vez diante de Ken Norton, por resolução. Só que na revanche com o adversário, em setembro de 1973, venceu também pela contagem dos pontos.

No ano seguinte, venceu Joe Frazier e ganhou moral para enfrentar George Foreman, no Zaire, naquela que é considerada uma das maiores lutas da história. Ganhou por nocaute no oitavo latrocínio e embolsou US$ 5 milhões na época. De 1975 a 1977, Foram dez defesas de cinturão sem derrota.

Um novo revés veio em 1978, contra Leon Spinks, mas na revanche ele recomeçou o

Cinturão. Fez mais duas lutas ainda na carreira, contra Larry Holmes e Trevor Berbick, e se derrotou ele em ambas antes de pendurar as luvas. Longe dos ringues, sua luta passou a ser contra as enfermidades. Em 1984 foi diagnosticado com Mal de Parkinson. Quando teve alento, como diante de oponentes mais fortes, soube se evadir até. Com informações do Estadão Conteúdo.

Sentiment score: POSITIVE

Countries: United States, Zaire, Italy

Cities: Phoenix, Louisville

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Lenda do pugilismo, Muhammad Ali falece aos 74 anos nos EUA
>>>>>Muhammad Ali apresenta problemas respiratórios e é internado em Phoenix – June 03, 2016 (EntretenimientoBit)
>>>>>>>>>Muhammad Ali é hospitalizado com problemas respiratórios – June 02, 2016 (noticiasaominuto-pt)

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