Retomada mundial impulsiona mercados e PIB do Brasil em ano eleitoral, declaram economistas

Por: SentiLecto

– A espalhada aceleração da economia global dará apoio complementar para a economia de Brasil neste ano, via fluxos financeiros, maior volume e renda com exportações de produtos básicos e investimentos, segundo economistas de mercado e da academia escutados pela Reuters. Por outro lado, o principal risco para o país não se beneficiar destes bons ventos externos está na corrida eleitoral. Um candidato sem compromissos com reformas econômicas e ajustes nas contas públicas pode ter efeito decisivo na cotação, juros futuros e mesmo na bolsa de valores. “O Brasil está bem, quando o mundo está bem. Com o mundo melhor como está, o Brasil pode ser auxiliado sim”, declarou o economista para América Latina do BNP Paribas, Gustavo Arruda. “Na votação, o importante é o prosseguimento da política econômica e previsibilidade, o nome do candidato é menos importante. O investidor está preocupado com a economia real, se tem perspectiva de continuação de reformas, de que a economia não vai parar por causa de eleição, isso acaba sendo mais determinante do que a corrida em si.” A economia global deve aumentar 3,9 por cento neste ano e no próximo, na avaliação do Fundo Monetário Internacional , impulsionada por crescimento em todas as principais economias do mundo e pela reforma tributária dos Estados Unidos. O principal fator mundial positivo para o país neste ano vai ser a alta liquidez, em cenário de taxas de juros ainda baixas nas economias desenvolvidas apesar do recente movimento de aperto monetário, pois ajuda o fluxo financeiro, alivia flutuações na taxa de cotação e facilita o financiamento de companhias de Brasil no exterior. O economista-chefe do Deutsche Bank para o Brasil, José Faria declarou: “Com inflação baixa e taxa de juros baixa, todos os conseqüência acabam auxiliando”. A melhor liquidez internacional impactará de maneira mais direta o setor agrícola, via exportação de commodities, e de maneira indireta setores industriais atrelados a cadeias produtivas mundiais, como o automotivo e máquinas e equipamentos, segundo os economistas. Eles evidenciam, ainda, boas perspectivas de aquisições de companhias e maior participação acionária de estrangeiros em listadas na Bolsa e varejistas, diante da retomada da confiança do consumidor e do tamanho do mercado interno brasileiro. O professor de economia do Insper Otto Nogami alegou: “Se olharmos para os dois últimos anos, o que conservou a economia de pé foi o setor agrícola”. “Independentemente de nossa crise política e econômica, o Brasil acaba se beneficiando porque temos produtos básicos, soja, minério de ferro, algodão, milho… e os produtos básicos tendem a se beneficiar do crescimento global”, adicionou ele. Depois de dois anos seguidos de recessão, o Produto Interno Bruto do país tem que ter subido cerca de 1 por cento no ano passado e, para 2018, há contas de expansão na casa de 3 por cento. Os investimentos estrangeiros diretos, aqueles voltados para a produção, também continuarão entrando no Brasil e, assim, auxiliando a puxar a atividade. Segundo previsão do Banco Central e referendada pelos economistas escutados pela Reuters, o Investimento Direto no País tem que subir 14 por cento neste ano, para 80 bilhões de dólares. O bom humor externo é tamanho que a percepção brasileira do Brasil caiu, de acordo com Credit Default Swaps de 5 anos, mesmo após o rebaixamento do rating soberano pela Standard&Poors. O dólar tem perdido força ao redor do mundo com investidores buscando ativos de maior risco e lucratividade em meio à recuperação gmundial Faz 1 mês, a moeda norte-americana perdeu contra uma cesta de as principais divisas desde janeiro de o ano passado até agora. RISCO A incerteza sobre quem tem possibilidades reais de vencer as votações presidenciais, em um cenário mais complicado depois da condenação em segunda instância do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada, pode servir de anteparo aos bons ventos internacionais. Após a condenação, Lula pode ficar mais distante da corrida eleitoral deste ano, abrindo, assim, uma lacuna que será disputada por diversos outros candidatos de diferentes vertentes. “O risco mais importante é o cenário doméstico. Se não conseguir controlar a situação fiscal, o que determinará a velocidade da recuperação da economia no ano que vem são os fundamentos domésticos , não vai aumentar”, declarou Faria, do Deutsche Bank. Ponto vital para o controle das contas públicas, a reforma da Previdência tem que constar na agenda do sucessor de Michel Temer, segundo os economistas. O superintendente de pesquisa econômica do Itaú Unibanco, Fernando Gonçalves declarou: “É bastante difícil separar ‘politics’ de ‘policy’ num ano eleitoral”. “É baixa a possibilidade de aprovação de reforma da Previdência , é mais provável que fique para o próximo presidente”, adicionou.

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PT comportar-se com a afeição, não com a razão, ao insistir com Lula, declara leitor

Por: SentiLecto

Uma vez que vários pontos percentuais tenderiam a migrar para candidaturas que se situam no espectro político oposto ao dele, a possível migração de votos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva revela a fragilidade da intenção de votos que ele exibe. RUI TAVARES MALUF, que diante desses números, percebe-se que o Partido dos Trabalhadores comportar-se com a afeição, não com a razão, ao insistir com Lula, * Dados do Datafolha que não podem passar despercebidos: 27% declaram que o suporte de Luiz Inácio Lula da Silva influiria “sem dúvida” a escolha de outro candidato e 17% alegam que “talvez” votassem no nome mencionado pelo ex-presidente . A sigla tem possibilidades de liderar as próximas pesquisas, se começar a trabalhar com outros nomes. PEDRO VALENTIM * Respeito bastante a pesquisa do Datafolha. No entanto, ainda é cedo para comemorações ou decepções. Os candidatos que de fato irão concorrer à Presidência da República neste ano ainda tvão termuita sola de sapato a gastar antes de subir a rampa. ADAUTO LEVI CARDOSO * Ao opinar pessoalmente em matéria que deveria só analisar os dados da última pesquisa Datafolha -para Mauro Paulino, um cenário eleitoral sem Lula “aprofunda a crise democrática”, o diretor do instituto faz um desserviço à Folha e aos seus leitores. O risco dessa espécie de viés, e até a mínima possibilidade de sua existência, é inaceitável diante do papel e do protagonismo que o Datafolha tem em ano eleitoral. Há que se ter mais responsabilidade e isenção, especialmente num ano tão decisivo para o país como vai ser 2018. ROGÉRIO CHEQUER, pré-candidato a governador de São Paulo pelo Novo RESPOSTA DO DIRETOR-GERAL DO DATAFOLHA, MAURO PAULINO – Todas as análises do Datafolha são embasadas em dados concretos e elaboradas com total independência. Naturalmente os números sempre comprazerão uns e vão desfavorecer outros. No ambiente atual, em que o viés é norma, a isenção provoca mais estranhamento aos engajados. – DOCUMENTÁRIO Ótima recomendação de João Pereira Coutinho . Consinto com o colunista quanto a ficar sem vocábulos ao assistir ao documentário [“O Ato de Matar”]. Entretanto, não faz sentido banalizar as denúncias de sexismo das filmes de James Bond. Felizmente não há barbaridades como as contadas no documentário, mas não significa que o protesto seja ingênuo ou improcedente. PAULO HUMBERTO – FEBRE AMARELA Como médico e pesquisador homeopata, integrante da câmara técnica de homeopatia do Cremesp , alego que vacina “homeopática” não existe, sendo considerada uma prática antiética e sem evidências científicas, segundo a Associação Médica Homeopática Brasileira . Usar o nome da homeopatia para justificar tal comportamento é apelação. MARCUS ZULIAN TEIXEIRA – ETIMOLOGIA “De nada”, “por nada” e “imagina”, como se declara em São Paulo, são formas de responder a “obrigado”. São fórmulas de cortesia que restituem a personalidade de espontaneidade e gratuidade ao ato original que gerou o reconhecimento. “Gracias”, Noemi Jaffe, por nos fazer refletir sobre expressões que definem a conduta humana . ELIZABETH pedra LEITE – AUXÍLIO-MORADIA Enquanto os três desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região apelam para honestidade e decoro na vida pública ao confirmarem a condenação de Lula por corrupção, Marcelo Bretas exige auxílio-moradia. Não é justo que funcionários dos três Poderes não paguem despesas que oneram os cidadãos habituais. SALVATORE D’ ONOFRIO – PRIVATIZAÇÕES O ato de diminuir o tamanho do Estado e privatizar reduziria as chances de negócios ilícitos e acabaria com a pressão por mais impostos. Consequentemente, acalmaria o bolso do contribuinte . WILSON OLIVEIRA – PARTICIPAÇÃO Os leitores podem cooperar com o conteúdo da Folha mandando notícias, fotografias e vídeos que sejam relevantes no Brasil e no mundo. Para isso, basta acessar Envie sua Notícia ou mandar mensagem para leitor@grupofolha.com.br

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Bolsa de Brasil sobe 11,1% e tem maior alta mensal desde outubro de 2016

Por: SentiLecto

Faz 2 anos, a Bolsa de Brasil teve o melhor mês desde outubro de 2016 sob impulso de o otimismo que levou os mercados internacionais a baterem recordes seguidos e também após a confirmação, por unanimidade de a condenação de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva,, o que reduziu a possibilidade de que ele consiga disputar as votações de este ano.

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Após Datafolha, Lula decide antecipar lançamento de pré-candidatura

Por: SentiLecto

Após divulgação da pesquisa Datafolha, o PT decidiu marcar para a semana que vem o lançamento da pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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