Fibria anuncia ampliação no custo de celulose e impulsiona ações do setor na B3

Por: SentiLecto

– Faz 11 meses, a Fibria anunciou em esta ampliação em o custo de celulose para a América do Norte, Europa e Ásia a partir de 1º de fevereiro e a expectativa de analistas é de que outras companhias do setor acompanhem o movimento. A Fibria é maior produtora de celulose de eucalipto do mundo. Enquanto na América do Norte o novo valor vai ser de 1.210 dólares, a empresa informou que o novo custo da tonelada de celulose na Europa vai passar para 1.030 dólares por tonelada. Em ambos os casos, os reajustes são de 30 dólares. Para a Ásia, a ampliação vai ser de 20 dólares, para 830 dólares por tonelada. Faz 2 meses, a última ampliação anunciada por a Fibria aconteceu. As ações da Fibria agilizaram a alta após o anúncio e valorizavam-se 4,35 por cento, a 52,50 reais, na B3 por volta das 14h45. Na máxima até o momento, chegaram a 53,80 reais. O setor de papel e celulose como um todo na Bovespa iniciou o dia em alta e agilizou os ganhos após o anúncio, tendo também como pano de fundo relatório de analistas do Bradesco BBI, que menciona ampliação da produção de papel na China, aceleração do ciclo de crescimento mundial, incluindo Europa e substituição de fibra na China, com perspectiva positiva para os custos de celulose e colocando Fibria como a preferida. A equipe liderada por Thiago Lofiego alega: “Nós estamos ainda mais otimistas com celulose e estamos aumentando nossas estimativas de custos de celulose em 11, 18 e 17 por cento em 2018, 2019 e 2020 “. No final do ano, em encontro com investidores, a Fibria informou que seguia confiante em relação à dprocuradchina o que contribuiu com uma série de reajustes nos pcustosda celulose este ano. Entre os demais papéis do setor, Suzano Papel e Celulose subia 4,17 por cento e Klabin progredia 2,25 por cento, na ponta positiva do Ibovespa, que tinha variação negativa de 0,3 por cento. Analistas do Bradesco BBI e do Itaú BBA avaliam que outras fabricantes de celulose também têm que anunciar ampliações similares dos custos nos próximos dias. A partir de cálculos próprios, os analistas do Itaú BBA liderados por Marcos Assumpção acreditam que os custos na Europa e América do Norte estão defasados em relação aos da Ásia em 20 a 30 dólares por tonelada, o que significa que a diferença de 10 dólares no anúncio de ampliação entre as regiões ainda não é suficiente para fechar a lacuna existente. Procurada pela Reuters, a Suzano Papel e Celulose declarou que “está analisando as condições de mercado para se posicionar a respeito”. No relatório distribuído mais cedo, Lofiego e equipe reiteraram a recomendação ‘outperform’ para Fibria e Suzano e aumentaram os respectivos preços-alvo de 63 para 71 reais e de 25 para 28 reais. No caso de Klabin, a classificação é ‘neutra’, com preço-alvo de 22 reais ante 21 reais anteriormente. Em comunicado mais tarde, após o anúncio, o Bradesco BBI declarou que o anúncio corroborava sua visão para a celulose, com forte procura de usuários finais, margens saudáveis dos fabricantes de papel e baixos estoques. Se as ampliações forem implementados com êxito, para os analistas do Itaú BBA liderados por Marcos Assumpção, o anúncio pode ser uma surpresa para os investidores que esperavam ver os custos de celulose de eucalipto iniciando uma tendência descendente no curto prazo, potencialmente governando a custos mais altos por mais tempo. “Nós notamos que o anúncio vem após algum obstáculo para implementar as ampliações pretendidas para dezembro. Nós acreditamos que os custos mais altos são uma das principais razões por trás dos esperados resultados sólidos para as companhias de papel e celulose no quarto trimestre de 2017, possivelmente auxiliando os resultados do primeiro trimestre de 2018″, alegou a equipe do Itaú BBA em nota a clientes.

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