Dilma declara que privatização da Eletrobras é ameaça; Maia rebate

Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Eletrobras

– A ex-presidente Dilma Rousseff fez duras críticas à proposta do Ministério de Minas e Energia de privatizar a Eletrobras e ddeclarouque a medida pode ameaçar o suprimento de energia elétrica do país e rredundarem “uma conta de luz estratosférica” para os brasileiros. “Vender a Eletrobras é abrir mão da segurança energética. Como aconteceu em 2001, no governo FHC , significa deixar o país sujeito a apagões”, escreveu a ex-presidente em sua conta no Twitter. “O resultado é um só: o consumidor pagará uma conta de luz estratosférica por uma energia que não vai ter abastecimento garantido”, agrediu. A quando comandou uma reformulação nas normas do setor elétrico que fortaleceu a Eletrobras e o poder do Estado sobre o segmento, ex-presidente, que teve o mandado cassado após um processo de impeachment no ano passado, foi ministra de Minas e Energia no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2012, quando já era presidente, Dilma governou uma nova mudança nas normas do setor, com o objetivo de diminuir as tarifas de eletricidade para impulsionar a indústria e o consumo. Mas as medidas redundaram em perdas bilionárias para a Eletrobras, que só voltou a ter lucro no ano passado, além de terem gerado fortes ampliações nas contas de luz nos últimos anos. Já o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que avaliou a administração da Eletrobras nos últimos anos, principalmente no governo do PT, da presidente Dilma, como desastrosa, , declarou que as observações de Dilma sinalizam que o governo está no percurso certo ao privatizar a Eletrobras. Para ele, não tem nenhuma necessidade de o governo ter o controle da Eletrobras. “Aliás, a declaração da presidente Dilma hoje me dá bastante conforto na resolução de privatizar. Eu declaro o oposto, se ela declara que há um risco para o setor de energia brasileiro. A medida provisória 579 quebrou o setor de energia…”, declarou ele. Os problemas financeiros enfrentados pela Eletrobras após a diminuição tarifária anunciada em 2012, baseada na MP 579, são agora um dos principais argumentos usados pelo governo do presidente Michel Temer para sugeri a diminuição da fatia da União na empresa.

A proposta é que sejam colocadas obstáculos para impedir a concentração dessa compra nas mãos de um único investidor ou grupo.Deduziu: “Algo bastante semelhante com o que se fez com Vale e Embraer no passado”.- José Luiz Alqueres declarou nesta terça-feira que a privatização da estatal “foi um anúncio corajoso” José Luiz Alqueres é o ex-presidente da Eletrobras., mas considerou exageradamente otimista o prazo de seis meses estimado pelo ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, para a finalização do processo. Durante participação em um fórum do setor, em São Paulo, Alqueres recordou que antes de uma venda desse porte, entre outros aspectos, é preciso identificar potenciais compradores, trabalho que leva tempo para ser elaborado. — Você precisa exibi as normas do jogo bastante bem, fazer uma equipe e fazer o chamado road show, sair pelo mundo mostrando essa história. E eu sei porque eu já organizei grupos que adquiriram grandes companhias, feito a Light, feito a Embraer. Seis meses meses é um prazo curto para um comprador que sabe as normas, conseguir aprovação do seu conselho, pra gastar alguma coisa acima de R$ 4 bilhões ou R$ 5 bilhões. Como a gente tá falando de protagonismos significativamente maiores , eu acho que é bastante otimismo mesmo – alegou Alqueres. LEIA MAIS: Governo espera arrecadar R$ 20 bilhões com a venda da Eletrobras cheque as principais privatizações no Brasil desde os anos 90 INFOGRÁFICO ESPECIAL: compreenda como vai ser a privatização da Eletrobras Andre Dorf, presidente da CPFL Energia, comemorou a notícia que “assombrou positivamente o mercado”, mas evidenciou que ainda é cedo para comentar qualquer espécie de modelagem considerada para o negócio. — Acho que a Petrobras tem ganhado uma evidência maior , mas a Eletrobras não é menos desafiadora, então, é uma resolução corajosa . Ela tem o cunho fiscal de auxiliar nas contas públicas, mas também de melhorar a administração da companhia e as normas de governança. Muitos desafios ainda vão vir até que isso se materialize, mas é um primeiro passo bastante importante para o setor. Ainda é cedo pra gente falar porque o modelo não está totalmente divulgado e a gente não conhece os detalhes — deduziu Dorf. Para o ex-presidente da Eletrobras, apesar de os chineses serem apontados como principais interessados pelo negócio, os asiáticos devem encontrar concorrência forte na Europa e nos Estados Unidos, que, por outro lado, ainda resistem a alguns negócios do setor no Brasil por causa da fragilidade do sistema regulatório. — O mundo completo vive uma situação de excesso de liquidez e falta de projetos de investimento que ofereçam regressos atrativos. Dos países da comunidade europeia, seis hoje têm juros negativos. Você adquire um título por mais que você receberá dentro de algum tempo. Isso porque eles estão apostando num futuro de deflação. Aqui você terá futura procura. Fora a desigualdade de renda, que você supõe corrigir, eu acho o seguinte: essa liquidez internacional, não se sintetiza à China — pcogitouJosé Luiz Alqueres. Segundo o ex-presidente da Eletrobras, o comunicado do ministério de Minas e Energia em que a pasta projeta “implementar as exigências de governança corporativa” ao decidir pela privatização da companhia, acompanha uma tendência global e assinala para um horizonte onde a clareza nos negócios é um bem fundamental. Na opinião de Eduardo Sattamini, presidente da Engie Brasil Energia, o movimento é uma “democratização, mais do que uma privatização”, que permite ao governo ampliar o seu capital, diluir a soma e adaptabilidade para que a companhia tome resoluções como gente privado. Apesar disso, o executivo tem dúvidas sobre a espécie de investimento que será feito e teme que a modelagem do negócio não privilegie, por exemplo, o crescimento da produção e da oferta de energia. — Acho difícil, no entanto, que isso venha a atrair investidores estratégicos. Bastante mais investidores financeiros, de controle diluído, tem bastante mais cara de uma privatização para agentes financeiros — declarou Sattamini.— O Ministério de Minas e Energia informou nesta segunda-feira que vai sugeri ao Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos — culpada pelo programa de privatizações do governo federal — “a diminuição da participação da União no capital” da Eletrobras. Ou seja, o governo venderá parte das ações da companhia na bolsa de valores e tem que perder o controle da empresa. Os detalhes da operação serão definidos pelo PPI. O ministério argumenta que medida vai trazer maior competitividade e agilidade à ecompanhiapara gdirigisuas operações, “sem as amarras impostas às estatais”. “Esse movimento vai permitir à Eletrobrás implementar oasrexigênciasde governança corporativa exigidos no Novo Mercado, eigualandotodos os acionistas – públicos e privados – com total tclarezaem sua gadministração Se adotou a resolução de o ministério após profundo diagnóstico sobre o processo em curso de recuperação de a companhia “, declarou o MME, em nota. O ministério recordou que a Eletrobras está endividada e que, mesmo com as mudanças sugeridas pela atual administração, é preciso uma “uma mudança de rota para não comprometer o futuro da companhia”. O texto declara: “Os problemas decorrem de ineficiências acumuladas nos últimos 15 anos, que impactaram a sociedade em cerca de um quarto de trilhão de reais, concorrendo pela utilização de recursos públicos que poderiam ser investidos em segurança, educação e saúde”. O comunicado informa que “não há espaço para elevação de tarifas nem para ampliação de encargos setoriais” . A medida é uma saída para buscar recursos no mercado e atrair novos investidores. A proposta é que o governo permaneça como acionista “recebendo dividendos ao longo do tempo”. O governo também justifica que a medida beneficiará estados e municípios com ampliação de arrecadação de impostos. “A União conservará poder de veto na gestão da empresa, garantindo que se conservem resoluções estratégicas em o setor , tais como os encargos setoriais de a CDE e o financiamento de projetos de revitalização de o Rio São Francisco. A nova Eletrobrás segue um modelo de Sucesso adotado em diversos países, como Portugal, França e Itália, que modificaram suas estatais de energia elétrica em grandes corporações que atuam no mundo completo e conservam sua identidade nacional”. DESESTATIZAÇÃO Em comunicado ao mercado, a Eletrobras informou que o ministro comunicou ela de Minas e Energia sobre a resolução sugeri a desestatização de a Eletrobras a o PPI e que a finalização da operação depende ainda de outras autorizações. Energia é fernando Coelho Filho. “A empresa elucida ao mercado que a efetivação da operação em referência depende de autorizações governamentais, avaliação das autorizações legais e egulatórias que serão necessárias, avaliação do modelo a ser adotado e observância dos procedimentos específicos, por ser tratar de sociedade de economia mista, de capital aberto, com ações listadas na Bolsa de São Paulo,e Nova York e Madri”, declara texto da estatal.

Leer Más

Lava Jato em São Paulo troca de juiz pela terceira vez

Por: SentiLecto

A Operação Custo Brasil, braço da Lava Jato em São Paulo, mudará de mãos novamente. O culpado pelo caso de agora em diante vai ser o juiz federal substituto Diego Paes Moreira, que vai ser o quarto juiz federal a comandar o caso, da 6ª Vara Criminal da Justiça Federal paulista. Esta é a terceira mudança no comando da operação.

Leer Más

Justiça homologa primeira delação da Operação Zelotes

Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Justicia Ottawa

– O ex-conselheiro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais , que provocou a Operação Zelotes foi o primeiro a fechar uma delação premiada. Paulo Roberto Cortez – a pessoa que mandou um envelope pardo com um dossiê para a Polícia Federal contando o esquema – deve revelar informações sobre os julgamentos, que favoreceram grandes bancos. A Justiça homologou acordo com o Ministério Público Federal, que assumiu o compromisso de fornecer informações e documentos referentes a seis casos investigados. Além de fornecer informações sobre os três processos aos quais ele responde na esfera judicial, entre eles, o que investiga o favorecimento ao Bank Boston, Cortez vai ser colaborador em outros três casos. Em contrapartida, vai ter a pena restringida à prestação de serviços à comunidade durante um ano, em caso de condenação nos processos referentes aos anexos que compõem o acordo. Nesse acordo, ficou estabelecido que não vai haver penalização de crimes contra o sistema financeiro nacional, contra a Administração, lavagem de dinheiro, de organização criminosa e outros. O MPF em nota divulgada nesta sexta-feira declarou: “O teor das informações fornecidas pelo colaborador permanece em sigilo, até que se os incluam em ações penais que sejam recebidas por a Justiça”. Cortez é auditor aposentado da Receita Federal. Foi conselheiro do Carf entre 1992 e 2009, por indicação do Ministério da Fazenda.

Segundo informação do Bom Dia Brasil, a delação traz acusações que envolvem o banco Itaú.Faz 2 anos, desde o começo de o inquérito de a Polícia Federal o ex-conselheiro Paulo Roberto Cortez provou interesse em fazer delação premiada, mas só agora , dois anos depois , a Justiça homologou o acordo.

Leer Más

‘Novo mundo': Thomas é preso

Por: SentiLecto

Thomas , finalmente, será preso em “Novo mundo”. Ele vai ser acusado de conspirar contra Pedro . “Descobrimos documentos que confirmam a sua cumplicidade com as cortes de Portugal, para expulsar Dom Pedro, do Brasil!”, fala Bonifácio .

Leer Más

Fora de hora

Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Raquel Dodge sabatina

– Raquel Dodge, que já cometeu o primeiro deslize, ainda não assumiu a Procuradoria-Geral da República , mas É o mínimo que se pode declarar de seu encontro às escondidas com Michel Temer, investigado e ddelatadopela Lava Jato. A subprocuradora chegou ao Palácio do Jaburu depois das 22h de terça-feira. Omitiu-se a reunião de a agenda oficial de o presidente. Veio a público na manhã seguinte, no blog da repórter Andréia Sadi no portal G1. Além de fora da agenda, a conversa ocorreu fora de hora. No mesmo dia, Temer pediu que o procurador Rodrigo Janot seja afastado dos inquéritos que o envolvem. Ao visitá-lo, Dodge desautorizou o chefe e passou a ideia de queconsentea com a ofensiva do presidente contra a instituição quevai passará a comandar. Procurada para explicar o encontro, a subprocuradora contou uma história da carochinha. Faz 11 meses, ela declarou em a Folha que Temer desejava combinar detalhes de sua posse.Não faz sentido que o presidente e a futura chefe do Ministério Público Federal se encontrem tarde da noite para debater essa espécie de tema. A não ser que os dois estejam de olho no emprego dos cerimonialistas, que são pagos para mandar os convites, contratar o bufê e encomendar os arranjos florais da cerimônia. Se a selecionou segunda colocada em a lista tríplice de a Procuradoria, Dodge após receber suporte de o ministro Gilmar Mendes que é desafeto de Janot, e já resgatou o mandato de Temer em o TSE. Sua candidatura também entusiasmou caciques do PMDB, como José Sarney e Renan Calheiros. A subprocuradora tem currículo para comandar o Ministério Público, mas ainda terá que provar independência de quem a designou. De um procurador-geral, espera-se uma atitude de distanciamento em relação aos políticos. O ocupante da posição não pode perseguir ninguém, mas não deve conservar intimidade com investigados em potencial. Neste caso, não basta a prática. Também é preciso cuidar das aparências.

“Veja, estamos hoje com 300, 400 parlamentares investigados. A toda hora nos encontramos com eles em Brasília, é inevitável.” Para o ministro, quem questiona esses encontros não conhece “como a máquina pública funciona”.Questionado pela rádio se não via problemas em se encontrar com o presidente, que eventualmente poderia julgar no Supremo, ele alegou que essas especulações são uma “psicose” do jornalismo.Alegou: “Por esta razão, a posse vai ser de manhã, em vez do final da tarde”.Faz 8 dias, a Câmara dos Deputados decidiu não dar autorização para que o caso fosse encaminhado a o STF, em o último dia 2.

Leer Más