Conab negocia suporte para 2,5 mi t de milho em dez operações de subsidiozito

Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Brasão de Mato Grosso

– Faz 1 mês, a Companhia Nacional de Abastecimento negociou em este subsidiozito para o transporte de pouco mais de 850 mil toneladas de milho, aumentando para um total de cerca de 2,5 milhões de toneladas o volume apoiado em dez leilões realizados por o governo desde o começo de maio com o objetivo de sustentar os custos diante de uma colheita recorde. Nos leilões de PEP e Pepro desta quinta-feira, em novas operações direcionadas exclusivamente para produtores de Mato Grosso, Conab negociou suporte para 267 mil toneladas e 589,6 mil toneladas de milho, respectivamente, de acordo com dados da estatal. Os participantes nos leilões de PEP e Pepro disputam nos leilões um prêmio para viabilizar o escoamento do produto. Se destina uma parte importante de os volumes envolvidos em esses programas em a exportação.Para receber o subsidiozito, o arrematante, que pode ser uma trading no caso do PEP, deve comprovar o pagamento do custo mínimo ao produtor e confirmar o escoamento do produto. No caso do Pepro, o governo paga ao produtor a diferença entre o custo de sua venda ao mercado e o custo mínimo, caso o valor esteja abaixo do mínimo. O governo realizou ainda nesta quinta-feira mais um leilão de contratos de alternativa de venda, no qual negociou contratos equivalentes a 200 mil toneladas. Faz 1 mês, em os outros quatro leilões de contratos de alternativa, realizados também desde o começo o governo negociou o equivalente 800 mil toneladas, em programas que visam também garantir os custos mínimos. Caso o custo de mercado esteja baixo, por meio deste instrumento de alternativa, os produtores de Mato Grosso arrematantes podem vender milho ao governo federal até 15 de setembro, pelo custo de 17,87 real a saca de 60 kg e os incentive a exercer o direto de venda. Apesar dos leilões, os custos pagos os produtores estão abaixo dos valores mínimos garantidos pelo governo em várias praças de Mato Grosso, em meio a uma colheita recorde. Faz 1 mês, a Agroconsult aumentou em esta sua previsão para a segunda colheita de milho brasileira a 68,8 milhões de toneladas, ante previsão de 67 milhões de toneladas em maio, em meio a chuvas favoráveis que garantiram produtividades recordes em importantes produtores como Mato Grosso.

– A safra 2016/17 de milho no Brasil terá que superar pela primeira vez o nível de 100 milhões de toneladas, com as lavouras favorecidas por boas condições climáticas, avaliaram nesta segunda-feira analistas do Banco Pine e da consultoria Céleres. O Pine, que tem importante parcela de clientes no agronegócio, estimou a colheita de milho brasileira em 102,2 milhões de toneladas, ampliação de quase 10 milhões de toneladas ante a previsão anterior, o que encarna “incremento brutal” de 55 por cento na comparação com a temporada anterior, fortemente afetada pela seca. A maior colheita brasileira até este ano havia sido colhida na temporada 2014/15, quando o país obteve 84,7 milhões de toneladas. Na atual temporada, a grande produção se dá principalmente pelo crescimento da segunda colheita, agora estimada pelo Pine em 70,7 milhões de toneladas, ante 62,6 milhões na projeção anterior. Já previsão da colheita de verão passou de 30,4 milhões para 31,5 milhões de toneladas. “Como percebemos nos últimos anos, chover até a segunda quinzena de abril é um marco importante na produtividade do milho, mas algumas chuvas em maio são o selo de garantia da produtividade no Centro-Oeste do Brasil”, declarou o Pine em relatório assinado pelo analista Lucas Brunetti. Ele recordou que no Sul e no sul de Mato Grosso do Sul ainda existem alguns fatores que podem diminuir a produção, como chuvas excessivas e eventuais geadas. “No caso do Paraná , a produtividade final é ainda mais dependente das condições finais até o final da colheita, como a geada e as chuvas na safra. Então é necessário um acompanhamento atencioso por mais algumas semanas neste Estado”, declarou. Já a consultoria Céleres estimou a safra total brasileira em 100,7 milhões de toneladas, mencionando que o clima regular beneficiou a segunda colheita. Alegou: “Se concretizada tal produtividade, o Brasil irá colher uma segunda colheita recorde, devendo alcançar 66,9 milhões t em 2016/17, 48 por cento acima do observado na colheita passada”. A Céleres alegou ainda que, até o dia 2 de junho, os produtores já tinham colhido 1,8 por cento da área de milho inverno, ante 1,9 por cento na mesma época do ano passado. 2018 Com a consolidação de uma colheita recorde, adicionou o analista do Pine, e uma coerente queda significativa nos custos, “já entrevemo uma diminuição da área semeia de milho verão em 2018″. “Dessa forma, regressaremos a tendência de longo prazo de queda na área de milho verão no Brasil. Assim, acreditamos que a ampliação de área observado nessa colheita vai migrar para outras culturas na próxima, principalmente soja”, alegou ele, realçando que a segunda colheita deverá ter área igual ou maior. “Isso se deve ao fato de que depois de o produtor escolher áreas adequadas a duas colheitas e dimensionar seus equipamentos para isso, dificilmente ele irá abandonar as áreas complementares.” No entanto, os custos menores do milho no mercado doméstico vão ter reflexos na tecnologia adotada pelos produtores, que terá que ser de menor preço no ano que vem.

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