Dólar sobe e encosta em R$3,20 com cenário externo e expectativa de juro maior nos EUA

Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Dilma Rousseff e Michel Temer em 24 de novembro de 2015

– O dólar fechou em alta e perto do platô de 3,20 reais nesta sexta-feira, acompanhando o cenário externo em meio a expectativas de que o Federal Reserve possa aumentar a taxa de juros mais do que o esperado. O Federal Reserve é banco central dos Estados Unidos. O ambiente político interno também permaneceu no radar, com dúvidas sobre qual o capital político que o governo do presidente Michel Temer vai ter para dar permanência às reformas no futuro próximo. Faz 55 anos, o dólar progrediu 0,43 por cento, a 3,1898 reais em a venda, depois. O dólar futuro era negociado com alta de cerca de 0,70 por cento no final da tarde. Na semana, a moeda norte-americana acumulou alta de 1,29 por cento frente ao real, maior impulso em cerca de dois meses. “A aprovação da verba pelo Senado dos Estados Unidos é a principal notícia hoje, pois amplia a possibilidade de reforma tributária, o que impulsiona o dólar”, alegou o analista-chefe da Rico Corretora, Roberto Indech. No exterior, o dólar subia frente a uma cesta de moedas e a algumas divisas de países emergentes, como o peso de Mexico, após o Senado dos Estados Unidos aprovar o esboço da verba para o ano fiscal de 2018 que vai abrir percurso para o pacote de cortes de impostos do presidente Donald Trump. Com isso, podem aumentar as apostas dos investidores de que o impulso fiscal aumentará a inflação e, assim, levar o Fed a ampliar a taxa de juros mais do que o mercados têm esperado. Juros aumentados nos Estados Unidos têm potencial para atrair à maior economia do mundo recursos hoje aplicados em outras praças financeiras, como a brasileira. Os Treasuries norte-americanos subiam nesta sessão, com destaque para o título de 10 anos, cujos rendimentos bateram a máxima do dia de 2,392 por cento, frente a 2,321 por cento no encerramento da véspera. “Tem expectativa de entrada de fluxo em função de captações e aberturas de capital, então isso segura o dólar a não subir bastante “, alegou o diretor da corretora Wagner Investimentos, José Faria Júnior. Os mercados também estavam atenciosos ao futuro do Fed, já que o mandato da atual chair, Janet Yellen, conclui em fevereiro de 2018. Trump declarou nesta sexta-feira que estava considerando mencionar tanto o atual diretor do Fed Jerome Powell quanto o economista da Universidade de Stanford John Taylor para cargos-chave no banco central dos Estados Unidos. Mas que também gostava de Yellen. Internamente, o cenário político continuou deixando os investidores atenciosos. Já estava precificada a triunfo de Temer na Câmara dos Deputados na próxima semana, se barra a acusação contra o presidente, quando o plenário da Casa vota ou não. O temor, no entanto, era sobre quanto o governo vai sair desgastado desse processo e como conseguirá dar prosseguimento a importantes pautas econômicas no Congresso Nacional, em especial a reforma da Previdência. “Quanto ao cenário político, ainda há muita precaução. Não há certeza sobre a aprovação da reforma da Previdência, embora a absolvição de Temer já esteja precificada. Não se sabe se ela provocará o conseqüência necessário”, alegou o operador da corretora Advanced, Alessandro Faganello, se ela for aprovada em uma versão mais enxuta.

“Ainda há vislumbradas…ocorrendo”, declarou Kelly a repórteres. “Todas as pessoas que são entrevistadas são realmente escolhas para a primeira rodada, e há mais”.Uma autoridade da Casa Branca declarou que Trump se encontrou com Taylor na quarta-feira para debater a posição, acompanhado do vice-presidente Mike Pence, do secretário do Tesouro Steve Mnuchin e de outros membros da equipe que o auxiliam na busca. No mês passado, Trump se encontrou com o ex-diretor do Fed Kevin Warsh.Donald Trump tem um grupo de cinco candidatos entre os quais selecionará o próximo chair do Federal Reserve e tem que anunciar sua escolha antes de ir para a Ásia no começo de novembro, declarou uma fonte familiar com a situação nesta terça-feira. Donald Trump é o presidente dos Estados Unidos.Donald Trump tem um grupo de cinco candidatos entre os quais selecionará o próximo chair do Federal Reserve e tem que anunciar sua escolha antes de ir para a Ásia no começo de novembro, declarou uma fonte familiar com a situação nesta terça-feira. Donald Trump é o presidente dos Estados Unidos.

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Governo deseja restringi a 10% participação de investidor no controle da Eletrobras, declara ministro

Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Eletrobras

– O modelo de privatização da Eletrobras em estudo no governo calcula restringi a participação que os acionistas privados poderão ter no bloco de controle da empresa a um máximo de 10 por cento, declarou nesta sexta-feira o ministro interino de Minas e Energia, Paulo Pedrosa, em discussão sobre a estatal na Federação das Indústrias de São Paulo . “Estamos investindo para trazer resultado e instituir uma corporação….com uma restrição, em que nenhum acionista tenha mais de 10 por cento do bloco de controle, uma companhia com lógica privada”, declarou Pedrosa. Segundo ele, o Orçamento da União em 2018 calcula uma arrecadação de 7,7 bilhões de reais com a privatização da Eletrobras. O valor deve ser obtido com a cobrança de bonificações de outorga junto à ecompanhiaem troca de mudanças para condições mais favoráveis nos contratos de hidrelétricas da ecompanhia

— Wilson Ferreira Jr declarou hoje, em acontecimento em São Paulo, que se exibirá o modelo para a concessão de as seis distribuidoras de energia de a empresa em os próximos dias. Wilson Ferreira Jr é o presidente da Eletrobras. Segundo ele, o processo elaborador pelos bancos passa agora pela aprovação do Programa de Parceria de Investimentos para a privatização entre fevereiro e março do próximo ano. — Essa venda irá ocorrer. O data room também vai ser aberto para os investidores nos próximos dias. Precisamos reduzi a nossa alavancagem para tornar a companhia mais eficiente—, declarou Ferreira durante acontecimento da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing . O executivo declarou que o plano da empresa é chegar ao platô de dívida de 3 vezes o seu lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização . No ano passado, essa relação era de 8,8 vezes e no primeiro semestre já estava em 4,7 vezes. — Tínhamos uma meta de diminuir o endividamento para até 4 vezes este ano, exclusivamente com a privatização das distribuidoras. Agora, com a resolução de vender 77 das 178 SPE vamos conseguir chegar a esse platô de dívida —, explicou Ferreira Jr. Segundo ele, com a venda das distribuidoras, a Eletrobrás poderá ampliar em R$ 1,1 bilhão a sua geração de caixa, medida pelo Ebitda. Em relação à privatização da Eletrobras, Oo executivo revidenciouque para se definir a modelagem é necessário a aprovação de uma Medida Provisória para a instituição de uma consulta pública. — Quanto à modelagem para a democratização da Eletrobras, a ideia é que o resultado seja aexibidono próximo mês. O Ministério de Minas e Energia tem trabalhado junto com a Fazenda e com o PPI para o desenvolvimento dessa modelagem. Deduzindo o trabalho, compartilharemos as chances com os interessados. Certamente a discussão da privatização no passado era condenado. Hoje a sociedade, ciente da protagonismo do equilíbrio fiscal, do protagonismo de que o governo tenha recursos para investir em áreas mais criticas, está mais flexível à venda de ecompanhiaspúblicas —, aalegouFerreira Jr.

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Custos de combustíveis pesam e IPCA-15 sobe 0,34% em outubro, dentro do esperado

Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Vegetarian diet

– Os custos do gás de botijão e dos combustíveis pressionaram e a prévia da inflação oficial agilizou em outubro dentro do esperado, mas ainda abaixo da meta do governo e conservando o percurso aberto para que o Banco Central continue diminuindo a taxa básica de juros. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 subiu 0,34 por cento em outubro, após alta de 0,11 por cento no mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta sexta-feira. No acumulado em 12 meses, o indicador progrediu 2,71 por cento e voltou a agilizar após dois meses de fraqueza ininterrupta. Faz 1 mês, a alta acumulada foi de 2,56 por cento, a mais fraca em 18 anos, em setembro. Ainda assim, o IPCA-15 continuou abaixo da meta do governo para 2017, de 4,5 por cento pelo IPCA, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Os resultados ficaram em linha com as expectativas em pesquisa da Reuters de alta de 0,35 por cento na variação mensal e de 2,70 por cento em 12 meses, de acordo com a mediana das projeções dos analistas.[nL2N1MR0UE] Segundo o IBGE, a principal pressão individual para o resultado de outubro do IPCA-15 foi a ampliação de 5,72 por cento no custo do gás de botijão, após a Petrobras anunciar três reajustes nas distribuidoras entre setembro e outubro. Faz 1 mês, assim, os custos de o grupo Habitação agilizaram a alta a 0,66 por cento, frente a 0,26 por cento. Os custos também afetaram O grupo Transportes mais altos de os combustíveis , com alta de 0,60 por cento em outubro. Neste fase, a gasolina subiu 1,45 por cento, ainda que retardando ante a taxa de 3,76 por cento de setembro. Faz 1 mês, o grupo Alimentação e Bebidas, com importante peso sobre a verba de as famílias, diminuiu o ritmo de queda a 0,15 por cento, depois de deflação de 0,94 por cento em setembro. O cenário atual de inflação dá força para os planos do BC de reduzi o ritmo de corte de juros, o que se o espera já para a reunião de o Comitê de Política Monetária de a semana que vem. Faz 1 mês, o BC cortou a Selic em 1 ponto percentual, a 8,25 por cento. “Espero corte de 0,75 ponto percentual na semana que vem e para o fim do ano tenho Selic a 7 por cento, mas esperarei a reunião para ver se corrijo essa projeção para baixo”, alegou a economista da CM Capital Markets Camila Abdelmalack.

– A perspectiva de economistas para a inflação neste ano subiu e voltou a ficar dentro da meta oficial diante do ampliação da projeção para os custos gerenciar, mas o mercado ainda vê que a taxa básica de juros continuará caindo para nova mínima história. Pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira mostrou que a projeção de alta do IPCA em 2017 passou a 3 por cento, contra 2,98 por cento anteriormente. Esse platô encarna exatamente o piso da meta para este ano e 2018, fixada em 4,5 por cento, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. Para 2018, os economistas consultados não fizeram ajustes e continuaram vendo alta de 4,02 por cento. Nos dois casos, os experts consultados aumentaram as contas para os custos gerenciar, passando a 6,66 por cento neste ano, sobre 6,60 por cento antes, e a 4,80 por cento em 2018, contra 4,70 por cento. Para a política monetária, o Focus mostrou que o mercado conservou a projeção de corte de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros neste mês. A Selic está atualmente em 8,25 por cento e, para este ano e o próximo, a expectativa é de que a concluirá a 7 por cento. O Top-5, grupo que mais acerta as previsões, também vê a Selic nesse platô em ambos os anos, sem modificar as contas. As expectativas para a economia melhoraram na pesquisa, com o crescimento do Produto Interno Bruto neste ano calculado agora em 0,72 por cento, 0,02 ponto percentual a mais do que na semana anterior. Em 1 ano, a conta foi a 2,5 por cento, para 2018. JANEIRO/SÃO PAULO – O setor de serviços brasileiro contraiu mais do que o esperado em agosto e registrou o pior resultado para o mês na série histórica, apesar da inflação baixa e dos sinais de melhora do emprego no país. Faz 2 meses, o volume de serviços recuou 1 por cento em a comparação com o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em esta terça-feira, após queda de 0,8 por cento em julho. Faz 2 meses, de o ano passado, o setor encolheu 2,4 por cento em o volume, em relação a agosto. Faz 5 anos, começou se a série histórica de o IBGE Ambos os resultados ficaram abaixo das expectativas em pesquisa da Reuters, que eram de recuo de 0,6 por cento na base mensal e de 2,0 por cento sobre o ano anterior. Entre as categorias analisadas, os Serviços prestados às famílias isuspenderamtrês meses consecutivos de crescimento e foram a única atividade a encolher em agosto, com queda de 4,8 por cento. Isso acabou sufocando as progressões de 1,6 por cento em Serviços profissionais, administrativos e adicionais, de 1 por cento em Outros serviços, de 0,7 por cento em Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio e de 0,3 por cento em Serviços de informação e comunicação. O coordenador da pesquisa no IBGE, Roberto Saldanha explicou: “Agosto costuma ser difícil para o setor e para economia geralmente, porque as pessoas voltam de férias e, depois de gastarem nesse fase, seguram os gastos e a verba em agosto”. As perdas exibidas no setor de serviços vieram apesar da inflação e dos juros baixos no país que incentivam o consumo, mostrando que a recuperação vai ser irregular. Recentemente o mercado de trabalho passou a dar sinais de melhora, com a taxa de desemprego recuando para 12,6 por cento no trimestre até agosto e dando base para a recuperação da economia após a recessão que afetou o país. A confiança no setor de serviços também vem melhorando, progredindo em setembro pela terceira vez consecutiva e chegando ao nível mais alto desde o final de 2014.- Faz 3 meses, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central, espécie de sinalizador de o Produto Interno Bruto, teve queda de 0,38 por cento em a comparação com julho, informou o BC nesta quarta-feira. O resultado foi pior do que a expectativa em pesquisa da Reuters de queda de 0,15 por cento, na mediana das projeções dos experts consultados.

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Temer estuda prorrogar Refis em um mês e pode conservar reajustes a servidores

Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Dilma Rousseff e Michel Temer em 24 de novembro de 2015

– O presidente Michel Temer sinalizou que pode prorrogar o prazo de adesão de companhias ao Refis. Faz 11 meses, ainda que tem que sancionar o projeto antes de o prazo final, em entrevista a o site ” Poder360 ” realizada ontem e divulgada em esta sexta-feira, o presidente alegou, mas que ainda não analisou os pedidos de vetos feitos pela Receita Federal. — Não é improvável, se necessário for, que eu edite uma medida provisória prorrogando o prazo de adesão em, declaremos, 15 dias, 20 dias, 1 mês — declarou, completando que vai haver vetos, mas sem especificar quais: — Seguramente, vai haver. Agora não sei ainda definir qual seja. Porque eu não tive a relação desses vetos formalmente encaminhados. Ainda que pode conservar os reajustes calculados para o funcionalismo no ano que vem, o presidente revelou. — Estou examinando esse tema. Verificarei com a área econômica. Não tive chance ainda de avaliar as consequências da suspensão das ampliações. Se for expressivo, bastante bem. Mas se for um resultado pequeno, não vejo razão pra fazer isso. Temer deixou claro que tem que aguardar a eleição da acusação contra ele no plenário da Câmara, marcada para a próxima quarta-feira, para mandar as novas medidas de ajuste fiscal propostas pela equipe econômica. Satisfeito com a maneira de aprovação do projeto referente ao Banco Central nesta semana, o presidente pondera reeditar a estratégia de não mandar as propostas como medida provisória, que geram insatisfação dos parlamentares. — Se ocorrer o que ocorreu agora com o projeto referente ao Banco Central [sobre acordos de leniência], aprovado praticamente em um ou dois dias, pode ser via projeto de lei. Ainda hoje eu falava com o presidente Rodrigo Maia , cumprimentando-o com essa urgência urgentíssima que se corporificou. Posso até mandar o projeto de lei, se isso ocorrer. Se houver obstáculo, aí sou obrigado a me usar da medida provisória. O presidente ainda alegou que vai recomeçar da Reforma da Previdência. Ele prometeu chamar o relator Arthur Maia , que já estaria conversando com os ministros da Casa Civil , Eliseu Padilha, e da Fazenda, Henrique Meirelles, para que ele procure novamente as bancadas aliadas para avaliar se é possível aprovar o texto. Segundo Temer, o ideal é que a proposta seja aprovada ainda este ano, e garantiu que “estava tudo adaptado para aprovar, não fosse uma certa irresponsabilidade denunciativa”, declarou, referindo-se à primeira dacusaçãodo ex-procurador Rodrigo Janot contra ele. — Então, faremos uma nova avaliação e verificar se é possível ou não. E tentar fazer neste ano. Como de igual forma eu estou pedindo para estudar aí uma chamada simplificação tributária que está começando a ser estudada. Temer consentiu que o foco deve se ater ao estabelecimento de uma idade mínima para se aposentar e a uma norma de transição, mas defendeu também o fim dos privilégios dados a servidores públicos: — Outro tópico importante da Previdência é a questão da parificação entre o sistema previdenciário privado e o sistema previdenciário público. Não vejo razão para que alguns se aposentem 5 anos antes. Qual o fundamento lógico para isso? Vai ser que o servidor público tem uma carga de trabalho mais onerosa, mais aflição do que aquele que está no trabalho privado? Não.

– Faz 1 mês, a arrecadação de o governo federal registrou crescimento real de 8,66 por cento sobre igual mês de 2016, alcançando 105,595 bilhões de reais, performance fundamentalmente puxado por receitas extraordinárias vindas de o Refis, programa de renegociação tributária com descontos.Faz 1 mês, foi o melhor resultado desde 2015 e o segundo mensal positivo consecutivo, informou a Receita Federal em esta quinta-feira. Sozinho, o Refis rendeu 3,401 bilhões de reais no mês, adicionando 10,985 bilhões de reais no ano até agora. As cifras incluem valores negociados junto à Receita e à Procuradoria Geral da Fazenda Nacional. A adesão ao programa se conclui no fim deste mês. Na véspera, Dyogo Oliveira já havia declarado que a arrecadação com o programa se aproximava de 10 bilhões de reais, valor que Dyogo Oliveira é o ministro do Planejamento., no entanto, não considerava as mudanças que foram feitas pelo Congresso Nacional em projeto de lei sobre o assunto, que têm potencial de reduzi essa soma. O presidente Michel Temer ainda precisa sancionar a lei sobre o Refis que foi aprovada pelos parlamentares no começo deste mês. Oficialmente, a expectativa do governo era de ingresso de 8,8 bilhões de reais nos cofres públicos. Outros destaques da arrecadação em setembro, segundo a Receita Federal, foram a ampliação real na arrecadação com Cofins/Pis-Pasep –de 10,54 por cento, a 24,332 bilhões de reais sobre setembro de 2016– e na receita previdenciária, de 5,87 por cento, a 32,504 bilhões de reais. Nos nove primeiros meses do ano, a arrecadação subiu 2,44 por cento, já descontada a inflação, a 968,334 bilhões de reais.

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Ministro vê ‘janela’ para aprovação da reforma da Previdência em 2017

Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Olive Phenology

— Dyogo Oliveira alegou, nesta quarta-feira, que vê “uma janela” para a aprovação da reforma da Previdência ainda em 2017. Dyogo Oliveira é o ministro do Planejamento. O ministro declarou que não há um plano B. Em audiência pública no Tribunal de Contas da União para debater a política fiscal, Oliveira admitiu que a reforma pode ficar menor do que, embora as mudanças no regime de aposentadorias estejam paralisadas no Congresso em função da crise política a proposta que se a aprovou já em delegação especial de a Câmara, mas precisa sair este ano, pois em 2018, não há chance: — Insistiremos na reforma da Previdência. O que sairá pode ser maior ou menor, mas vamo defender que seja o máximo possível. E acho que devemo aprovar este ano. Não tem nenhuma chance, se ficar para o ano que vem. Questionado pelo ministro do TCU José Múcio Monteiro sobre o fato de que esse é um governo que está enfraquecido em seu primeiro ano, Oliveira rebateu declarando que, na verdade, esse é o terceiro ano e que esse é um governo que não tem ambições de reeleição, o que lhe dá liberdade para trabalhar em reformas econômicas necessárias: — O espaço político é pequeno, mas o governo está disposto a enfrentar a discussão. O governo não tem ambições de reeleição e a nossa agenda vai se concentrar em reformas necessárias para conservar a saúde financeira do Estado. Um Estado quebrado não é ambiente para crescimento econômico. Outros integrantes da equipe econômica também saíram a favor da reforma no acontecimento do TCU. Mansueto Almeida advertiu: a norma que fixa um telhado para os gastos públicos não se vai sustentar nos próximos anos sem a execução de uma reforma da Previdência. Mansueto Almeida é o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda. — Não vai haver ajuste fiscal no Brasil sem uma reforma da Previdência. Sem ela, não tem como o Brasil satisfazer a PEC do telhado — declarou Mansueto, realçando ainda que essa é uma agenda de Estado e que terá que ser governada por qualquer governo: — Tenho certeza, se não conseguirmos fazer a reforma de que essa vai ser a primeira medida do próximo governo. Ela vai ser melhor para todo mundo. Já o ministro do Planejamento realçou que o governo conseguiu melhorar diversos indicadores da economia, com diminuição da inflação, dos juros e com recuperação da atividade. No entanto, declarou Oliveira, a questão fiscal é o “calcanhar de Aquiles”, sendo que a principal culpada por esse quadro negativo é a Previdência Social, cujo déficit vai ser de R$ 185 bilhões em 2017 e de mais de R$ 200 bilhões em 2018. — É bastante angustiante ver que a Previdência vem comendo espaço de outras despesas, mesmo da área social. As compulsórias estão aumentando no Orçamento, o que torna a administração altamente difícil — declarou o ministro, recordando que 57% dos gastos primários da União são com Previdência Social. Segundo ele, aposentados e jovens teriam que defender a reforma para que o regime de aposentadorias seja sustentável: — A reforma da Previdência não progride em nada em direitos comprados. Na minha opinião, aposentados e pensionistas teriam que estar defendendo a reforma com unhas e dentes porque com ela vão ter a certeza de que vão ter direito a seus vantagens. Os jovens também teriam que defender para poder receber a aposentadoria lá na frente. Já Ana Paula Vescovi evidenciou que o Brasil está perdendo habilidade de selecionar onde aplicar os recursos públicos. Ana Paula Vescovi é a secretária do Tesouro. Como as despesas compulsórias ocupam uma parte cada vez maior do Orçamento, a margem para o restante ficou bastante reduzida. — A rigidez orçamentária nos leva a uma condição de perda da nossa habilidade de escolha. Não temos mais autonomia de fazermos nossas escolhas porque estamos absolutamente amarrados por leis, indexação e despesas compulsórias — declarou Ana Paula. Dyogo Oliveira recordou que os obstáculos das contas públicas vão fazer com que o Brasil registre sete anos consecutivos de déficit. Por isso, segundo ele, foi importante o governo ter conseguido aprovar um telhado para os gastos. Com a nova norma, não já chance de elevação de despesas e assim não se buscam receitas fictícias para fechar o Orçamento: — Com o passar dos anos o Orçamento se tornou quase uma peça de ficção. Iam se inventando receitas para compensar ampliações de despesas. Agora vamo ter a compatibilização das novas normas fiscais.

— Dyogo Oliveira alegou nesta segunda-feira que o governo pretende mandar a mensagem modificativa que vai modificar as metas fiscais para 2017 e 2018 até o fim do mês ao Congresso Nacional. Dyogo Oliveira é o ministro do Planejamento. Segundo ele, a demora se deve somente a uma questão de “timing” e alegou que não considera as medidas de diminuição de gastos com o funcionalismo – necessárias para que a nova meta seja satisfeita – sejam impopulares. Apesar de o projeto que aumentou os déficits fiscais deste e do próximo ano para R$ 159 bilhões ter sido aprovado no começo de setembro, o Palácio do Planalto tem postergado o envio da mensagem que modifica de fato o Orçamento. Nos bastidores, a avaliação da ala política do governo é que as medidas para o funcionalismo, que envolvem o deferimento de reajustes e um telhado para o salário inicial do Executivo, são impopulares e que o adaptado seria esperar a eleição da acusação contra o presidente Michel Temer. Questionado, contudo, o ministro negou que esta seja a razão principal: — Não acho que haja medidas impopulares. Se as anunciaram em a verdade as medidas que já tiveram boa receptividade. A questão não é essa. É uma questão de timing. Nossa previsão é de que até o final desse mês a gente já tenha mandado a complementação do Orçamento e portanto as medidas que fazem parte dessa complementação. Oliveira ainda alegou que não vê uma “resistência grande” à reforma da Previdência no Legislativo. E declarou que o governo está “imbuído na almazinha de recomeçar esse debate com o Congresso em breve”. O ministro comentou ainda um processo para monitorar a devolução de recursos do BNDES para o Tesouro Nacional, relativos aos aportes feitos nos últimos anos para garantir financiamentos do banco de fomento. Um processo é aberto pelo Tribunal de Contas da União . Quando BNDES devolveu R, segundo o TCU, o processo não debate a legalidade da devolução, que se a liberou já em o ano passado $ 100 bilhões ao governo, mas tem o objetivo de acompanhar o processo. O banco já se comprometeu a devolver mais R$ 50 bilhões neste ano, mas resiste a pagar uma outra parcela, de R$ 130 bilhões, pedida pelo governo para 2018. A direção do BNDES tem argumentado que deverá raspar o caixa e poderá ficar sem recursos para financiamentos. Oliveira reforçou o discurso de que o governo respeitará a habilidade do banco. — É evidente que nossa primeira preocupação é que o BNDES tenha os recursos suficientes para fazer sua atividade, que é fomentar o investimento no país. Garantido isso, se houver recursos em excesso, vamo fazer a devolução para o Tesouro. Esse é o ambiente que temos debatido. O BNDES tem sido bastante colaborativo, já liberou uma primeira tranche.

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