Com máquinas de cartão, cheque sai de cena

Por: SentiLecto

– “Não aceitamos cheques”. O alerta é cada vez mais habitual no comércio, lojas de shoppings e restaurantes de grandes cidades. A popularização das máquinas de cartão tem levado cada vez mais os brasileiros a deixarem de lado as folhas de cheque, inclusive os populares pré-datados. Faz 22 anos, a compensação de cheques despencou %82,7 em o mesmo fase, segundo dados brasileiros, mesmo com o salto em o número de contas bancárias em o país de 39 milhões em 1995 para 155 milhões atualmente. — O cheque está voltando à sua função original: ser uusadoem pagamentos de maior valor, como entrada da casa própria ou do carro. E, mesmo assim, agora padece a concorrência das operações digitais, como a Transferência Eletrônica Disponível — declara Luiz Rabi, economista da Serasa Experian. Se os compensou em 1995, dados da Febraban mostram que 3,3 bilhões de cheques em o país. Faz 1 ano, já esse total caiu para 576,4 milhões. Embora ninguém acredite, e a tendência, segundo os experts, é que esse número encolha ainda mais que o cheque vá sumir por inteiro. Entre restaurtantes, proprietários de food truck e comerciantes geralmente, o cheque tem se tornado cada vez mais uma raridade. Há casos em que os estabelecimentos advertem os clientes na entrada, com cartazes, que aboliu-se o cheque ali como meio de pagamento. — Desde que inauguramos, só trabalhamos com cartão de débito e crédito , oito meses atrás — declara Ana Paula Ventrice, administrador da Officina, um misto de padaria, rotisserie e empório no Brooklin, Zona Sul de São Paulo, que assinala os “borrachudos” como um dos motivos para evitar essa maneira de pagamento. Segundo o Procon de São Paulo, aceitar cheque é opcional no comércio. O meio de pagamento compulsório é a moeda corrente nacional, declara o órgão, conforme o artigo 315 do Código Civil. A orientação do Procon declara: “Se o provedor não desejar aceitar cheque como maneira de pagamento terá que informar de forma clara, precisa e principalmente ostensiva, com cartazes em local de fácil visualização, sobre a limitação”. Depois que passaram a oferecer a alternativa de pagar com cartão, fALTA DE FUNDOS E ASSINATURA DIFERENTE O movimento do pagamento digital já chegou a profissionais liberais como dentistas e médicos, que quase não recebem mais cheques. E o parcelamento com o pré-datado está sendo trocado pelo cartão de crédito. — Os clientes que desejavam parcelar tinham que se programar para trazer várias folhas de cheque, o que era um inconveniente. Algumas vezes, a assinatura não batia, o cheque voltava, e era preciso ligar para o paciente, que também tinha que regressar para trocá-lo. Hoje, 70% deles preferem utilizar o cartão — alega o odontopediatra Marcelo Apfel, do Rio, que passou a oferecer o pagamento digital no ano passado. Ele recorda que, parcelando o tratamento em três vezes, não há juros. O obstetra Elvio Floresti Junior, de Santo André, na Grande São Paulo, observa que 90% de seus pacientes já aderiram ao pagamento eletrônico. Eram somente 10%, quando passou a oferecer a alternativa, há alguns anos. E, mesmo com os preços da máquina de cartão, a praticidade acaba compensando. Os demais experts de seu hospital, conta, também já aderiram à novidade. — Ninguém deseja utilizar mais cheque ou ficar carregando dinheiro vivo — alega Floresti. Depois do dinheiro vivo, o cheque foi o segundo meio de pagamento mais importante no país nas décadas de 1980 e 1990, recorda Boanerges Ramos Freire, da consultoria Boanerges & Cia, especializada em varejo financeiro. Hoje, o cheque deixou de ser pertinente e os cartões suprimiram vários de seus riscos, como a devolução por falta de fundos, assinatura que não bate e perda. — O cheque tornou-se um instrumento bastante popular de pagamento à vista no passado. E, com a criatividade do brasileiro, que instituiu o pré-datado, tornou-se um canal de crédito, numa época em que a oferta era mais escassa. Hoje, está caindo em desuso e encarna somente 2% do valor gasto no consumo privado. Faz 27 anos, encarnou %30, mesma fatia que os cartões encarnam hoje — declara Freire que estima, que, em dez anos, o cheque encarnará só %0,4, em a década de 1990. O expert recorda que o cheque chegou a se tornar praticamente um papel moeda no país. Era habitual que comerciantes repassassem os cheques de seus clientes para fazer compras com provedores. Estes, por sua vez, os repassavam à indústria. — Era um processo informal, sem registro tributário e com baixo controle — declara Freire Rabi, da Serasa, observa que a utilização dos cheques para pagamentos de pequenos valores aumentou durante a hiperinflação dos anos 80 e se o incorporou a o costume de o brasileiro. — As pessoas deixavam o dinheiro aplicado no overnight, para evitar a desvalorização, passavam cheques pré-datados, e os bancos diminuíam os recursos da aplicação automaticamente para compensar — explica Rabi. PRÉ-DATADO PARA EXTENSÃO DO SALÁRIO Uma pesquisa inédita do SPC Brasil mostra que, hoje, só 8% dos brasileiros utilizam o cheque pré-datado. O levantamento revelou que utiliza-se o pré-datado para adquiri alimentos, material de construção e móveis. — A compra de alimentos com pré-datado mostra que as pessoas ainda utilizam o cheque como extensão do salário. Isso revela que não adaptaram sua verba. A utilização do pré-datado para compras frequentes de curto prazo é um mau costume — observa Marcela Kawauti, economista do SPC Brasil. Dados da Serasa Experian mostram que a inadimplência com cheques, historicamente, fica em 2%, na média. No primeiro semestre deste ano, ficou em 2,13% em relação ao total de cheques compensados — inferior ao do mesmo fase de 2016, quando o índice foi de 2,41%. Mas, em alguns estados do Norte do país, esse índice pula para dois dígitos. Faz 2 meses, em o Amapá chegou a %12,60. Em Roraima, foi 11,12% e, no Acre, 6,43%. — São estados onde a renda da população é menor do que em outras regiões, o que aumenta a inadimplência. Além disso, são locais com menos canais digitais para operações bancárias, e o cheque acaba sendo mais utilizado — declara Rabi.

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Para Meirelles, indicadores mostram que Brasil voltou a aumentar

Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – By Carlos Barretta stk 001068 (7310177286)

Os últimos números dos setores de serviços e varejo, conjugados com os do Banco Central sobre a atividade econômica, mencionam que “o Brasil já voltou a aumentar”, alegou Henrique Meirelles nesta quinta . Henrique Meirelles é o ministro da Fazenda.

Henrique de Campos Meirelles é um executivo da área financeira com sólida carreira internacional.

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Compromisso em atingir meta fiscal pesou em resolução da S&P sobre nota

Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Scale of justice gold

A sinalização do governo de que está comprometido em resolver seu desequilíbrio fiscal foi um dos fatores que pesaram na resolução da S&P Global de retirar a nota do Brasil de comentário negativo, alegou nesta quarta-feira Lisa Schineller, analista sênior da agência de classificação de risco S&P Global.

“O compromisso de cortar gastos é importante. A revisão da meta foi acompanhada de novas medidas de corte de gastos”, explicou Schineller, em conferência pela internet. “Percebemos um comprometimento na agenda de tocar a reforma da Previdência, que é uma das reformas estruturais que mais ancoram o corte de despesas”.

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Mudança da meta fiscal para 2017 não modifica cenário-base para o Brasil, declara Moody’s

Por: SentiLecto

– A agência de classificação de risco Moody’s informou nesta quarta-feira que a revisão da meta de déficit primário para este ano não tem que trazer um efeito para a avaliação brasileira. A analista sênior para ratings soberanos da Moody’s, que uma trajetória mais lenta da consolidação fiscal para o país entre 2018 e 2020 “é um desdobramento negativo de crédito”, Samar Maziad. escreveu: “A magnitude da revisão em 2017 não afeta materialmente nosso cenário-base”. A agência informou ainda que as perspectivas para o crédito brasileiro no médio prazo serão impactados pelo resultado das reformas sugeridas, destacadamente a da Previdência.

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S&P conserva rating do Brasil após piora da meta fiscal, menciona cenário mais estável

Por: SentiLecto

– A agência de classificação de risco Standard & Poor’s conservou o rating soberano brasileiro em BB, mencionando um cenário mais estável desde as acusações de maio contra o presidente Michel Temer, mesmo após o governo ter aumentado as metas de déficits fiscais para 2017 e 2018 nesta terça-feira. A S&P retirou o comentário negativo sobre o rating e passou a ter uma perspectiva negativa. Na prática, isso significa que a agência tirou do radar a chance de um corte da nota do país sem um aviso prévio. Com a perspectiva negativa, o risco de redução do rating é de pelo menos uma chance em três nos próximos seis a nove meses, explicou a S&P. Mas a perspectiva também pode se estabilizar. “Desde que colocamos nossa classificação do Brasil em observação negativa, em maio, o cenário político está um pouco mais estável, uma vez que o presidente Temer sobreviveu a uma votação no Tribunal Superior Eleitoral em junho e no Congresso em agosto, relacionado a corrupção”, afirmou a S&P. A agência afirmou ainda que a economia brasileira parece ter se estabilizado, e mencionou que o Congresso aprovou a reforma trabalhista em julho, além do governo seguir empenhado em fazer progredir a reforma da Previdência e levar adiante uma agenda microeconômica. “A perspectiva negativa, no entanto, reflete desafios políticos e o risco de um corte nos próximos seis a nove meses se o Congresso não conseguir aprovar leis que diminuam a rigidez fiscal brasileira, que dificultam a diminuição do déficit e a moderação sustentada do crescimento das despesas”, declarou a S&P.

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