7 pontos para ficar de olho no testemunho de Zuckerberg ao Congresso dos EUA

Por: SentiLecto

Estes são links externos e vão abrir numa nova janela

Mark Zuckerberg está se preparando para o que tem que ser seu maior desafio público como diretor-executivo da mais popular rede social do mundo: participar de uma maratona de dois dias de audiências no Congresso dos Estados Unidos para explicar o escândalo envolvendo a utilização indevida de dados deMark Zuckerberg está se preparando para o que tem que ser seu maior desafio público como diretor-executivo da mais popular rede social do mundo: participar de uma maratona de dois dias de audiências no Congresso dos Estados Unidos para explicar o escândalo envolvendo a utilização indevida de dados de 87 milhões de pessoas. Mark Zuckerberg é fundador do Facebook. Mark Zuckerberg é fundador do Facebook.

Em esta terça , representantes vão sabatinar ele de os Comitês de Justiça e Comércio do Senado dos EUA e , em a quarta , por membros de o Comitê de Energia e Comércio da Câmara dos Representantes. Esta é a primeira vez que ele fala publicamente frente a um órgão governamental sobre o caso.

Para muita gente, essas sessões nada mais são que teatro político, nas quais muitos congressistas aproveitam para aparecer na TV criticando ricos e poderosos. As audiências estão sendo encaradas, contudo, como uma rara chance de ver Zuckerberg falar abertamente sobre a companhia, sem filtros diretos da equipe de relações públicas ou de mensagens intermediadas pelos representantes da rede social.

Se divulgou uma prévia de o testemunho que ele vai fazer em esta quarta-feira já. Antes das questões de deputados e senadores, ele vai falar sobre o escândalo envolvendo a consultoria britânica Cambridge Analytica, acusada de coletar e utilizar dados de usuários da rede social, da suposta influência russa nas votações dos EUA por meio do Facebook e o que a companhia está fazendo para prevenir futuros incidentes.

Por outro lado, afinal, o erro é bem maior do que aquilo que se pensava. O Facebook admitiu que a Cambridge Analytica acedeu não a 50 mas a mais de 87 milhões de contas sem autorização. A onda de criticas à rede social facebook não pára de aampliarEstes são links externos e vão abrir numa nova janela

Na quinta-feira 22 de março Mark Zuckerberg havia quebrado, finalmente, o silêncio e havia feito um “mea culpa”. O criador do Facebook assume que, em última instância recai sobre si a responsabilidade sobre a manipulação de informação de utilizadores da rede social. O magnata do digital está convicto de que situações como estava não se repetiriam, mas admitia que “isso não mudava o que havia ocorrido no passado”. Zuckerberg, em mensagem publicada na referida rede social garantia que ” aprenderão com esta experiência e que isso se traduziria numa maior proteção e da plataforma e da comunidade ligada a ela. No longo texto, o patrão do Facebook havia falado das novas medidas de segurança.

No texto, o fundador da rede social pede desculpas. “Está claro agora que não fizemos o suficiente para evitar que essas ferramentas fossem utilizadas de maneira danosa. Isso vale para notícias falsas, interferência estrangeira em votações e discursos de Animosidade, assim como desenvolvedores e privacidade de dados.”

A BBC preparou uma lista com sete itens para ficar de olho durante os dois dias de audiências de Zuckerberg no Congresso estadunidense.

Comunidade. Essa é um vocábulo que certamente o diretor-executivo do Facebook repetirá bastante nas audiências. Mark Zuckerberg abrirá seu testemunho destacando as coisas boas que a rede social trouxe para o mundo.

Mark Zuckerberg pedirá desculpa na audiência do Congresso dos Estados Unidos pelos escândalos na volta da rede social, nomeadamente o caso Cambridge Analytica, no qual se os utilizaram mais de 87 milhões de perfis para condicionar resultados eleitorais, como a interferência russa em as votações de America de 2016. Mark Zuckerberg é o fundador do Facebook.E ele tem razão, se pensarmos que o Facebook nos assistência a coordenar o mundo real. Com a rede social muita coisa ficou mais fácil, de marcar uma celebração de aniversário a coordenar um protesto. A ferramenta também auxiliou a compartilhar fotografias e vídeos, além de encontrar pessoas em diferentes lugares do mundo.

Zuckerberg também pretende falar como o Facebook pequenas companhias utilizam ele para atingir clientes de maneira rápida , eficiente e barata. Nas entrelinhas, ele está tentando declarar que, ao reprimir a rede social, milhares de outros negócios podem ser afetados.

Aos 33 anos, Zuckerberg não é um executivo que fica numa sala. Ele sabe programar tanto quanto seus melhores engenheiros e, por isso, é capaz de explicar exatamente como a companhia funciona. Muitos analistas acreditam que o maior desafio do fundador do Facebook nesses dois dias vai ser mostrar que é uma pessoa absolutamente normal, com algum grau de arrependimento – ainda que, no fundo, ele acredite que os usuários da rede que ele instituiu tenham, voluntariamente, desistido de conservar seus próprios dados.

Uma esquete do programa de humor Saturday Night Live mostrou, no sábado passado, um Zuckerberg movimentado, que contou piadas ruins e ensaiadas e contava os segundos para conservar contato visual e, assim, transparecer ter uma conduta normal.

O Zuckerberg verdadeiro tem feito força para parecer mais misericordioso. Um vídeo caseiro dele, quando adolescente, o mostra meio robótico, postura que pode prejudicá-lo nas audiências no Congresso.

Analistas acreditam que uma ou duas anedotas sobre a família, por exemplo, pode auxiliar nesse sentido. Em entrevista recente à CNN, ele deixou transparecer um lampejo de eafeiçãogenuína quando falava sobre a influência que seus dois filhos tiveram em sua vida.

O lado paternal de Zuckerberg pode auxiliar a deixar para trás a imagem do estudante de Harvard que instituiu um dos mais lucrativos negócios do mundo e que notoriamente tinha opiniões infelizes sobre a privacidade do usuário

É importante levar em conta que, a companhia alega que a culpa maior da utilização indevida de informações dos usuários é do pesquisador da Universidade de Cambridge Aleksandr Kogan, enquanto o Facebook admitiu erros em relação à própria política de dados.Foi Kogan quem instituiu o teste de personalidade para coletar dados supostamente utilizados pela Cambridge Analytica para fins políticos. E quando aparentemente não tinha deletado as informações coletadas, foi a companhia de consultoria que declarou ter excluído os dados.

Zuckerberg vai trilhar uma linha tênue entre evidenciar aos políticos que utilizaram-se os sistemas de o Facebook de maneira injustificada, enquanto tenta não parecer estar tentando se isentar da responsabilidade.

Antes de as audiências no Congresso de Noruega terem sido marcadas, os legisladores tentaram colocar os chefes do Google e do Twitter ao lado de Zuckerberg. Seria um sinal de que a maioria dos problemas a serem abordados não é exclusiva do Facebook e pode ser compartilhada com as outras redes sociais.

Também houve muito propaganda de Rusia no Twitter, por exemplo. Mas, por ora, o Facebook está sozinho na defesa pública de que tem se esforçado para impedir que utilizem-se as informações de seus usuários indevidamente.

Isso não impedirá Zuckerberg, entretanto, de tentar atrair outras companhias de tecnologia para essa discussão, mesmo que não expressamente pelo nome.

O Facebook não foi a primeira companhia a ganhar bilhões com a coleta de dados pessoais e não vai ser a última.

“É uma questão simples, sim ou não?”. Essa é uma frase que muitos políticos fazem nessas espécies de audiências. Nem sempre, contudo, são questões eficazes. Há muitos deputados e senadores mais interessados em aparecer na TV ou ter um clipe “viral” no Facebook que, de fato, saber detalhes da política de proteção de dados do Facebook e o que a companhia tem feito para evitar a má utilização dos dados de seus usuários.

Às vezes, frases de conseqüência ou essa abordagem mais apresentada dos congressistas levam a questões ruins e também a respostas que não são verdadeiras.

Há quem esteja apostando que alguém vai perguntar se o diretor-executivo do Facebook pode garantir jamais vai vender os dados dos usuários e a resposta vai ser um “claro”, em alto e bom som, sendo que a rede social nunca comercializou os dados, somente concede acesso ou permitiu a coleta deles.

Há uma grande expectativa de que Zukerberg mencione um projeto de lei que sugere ampliar a clareza da propaganda política na internet, de maneira que fique mais parecido com o que já ocorre hoje na TV nos EUA.

O mesmo tempo que ése, falar sobre essa legislação é uma deixa para que o diretor-executivo do Facebook declare que está aberto à regulação do governo, a a encara como uma tentativa de a ecompanhiaevitar mudanças em a formacomo é controlada.As propostas do projeto estão alinhadas com as mudanças que Zuckerberg já implementou no Facebook. Mas são bastante poucas as possibilidades de a discussão sobre regulamentação das redes sociais progredir durante as audiências com ele.

A Comissão Federal de Comércio está investigando se o Facebook violou um decreto de aprovação assinado em 2011. Depois que a FTC compreendeu, trata-se de um documento que detalha maneiras de cuidar de certos dados, elaborado que as pessoas pensavam e supunham que estavam somente tendo suas respectivas informações sendo compartilhadas entre amigos.

A partir do escândalo da Cambridge Analytica, é possível que se Zuckerberg satisfez o compromisso firmado com a FTC e de que maneira, legisladores tenham o interesse em perguntar.

Fonte: BBCBrasil-pt

Sentiment score: NEUTRAL

Countries: United States

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>7 pontos para ficar de olho no testemunho de Zuckerberg ao Congresso dos EUA
>>>>>Mark Zuckerberg pede desculpa por “erros” do Facebook – April 10, 2018 (Euronews-pt)
>>>>>>>>>Mark Zuckerberg deve continuar à frente do Facebook? Ante críticas, ele diz que sim – (BBCBrasil-pt)
>>>>>>>>>Usuários do Facebook serão avisados nesta segunda se tiveram dados usados por Cambridge Analytica – April 09, 2018 (BBCBrasil-pt)
>>>>>>>>>>>>>Facebook diz que Cambridge Analytica coletou indevidamente dados de 87 milhões de usuários – April 04, 2018 (BBCBrasil-pt)
>>>>>>>>>>>>>Busca por telefone e email foi usada para coletar dados de perfis por anos, revela Facebook – April 05, 2018 (BBCBrasil-pt)
>>>>>>>>>>>>>>>>>’Perfis e notícias falsas deveriam ser banidos das redes sociais’, diz Orkut – (BBCBrasil-pt)
>>>>>Afinal o erro foi bem maior do que se pensava – April 05, 2018 (Euronews-pt)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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