A polêmica lei que levou a novos protestos de rua em Hong Kong

Por: SentiLecto

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Manifestantes em Hong Kong bloquearam novamente as principais estradas e edifícios do governo, e a polícia disparou gás lacrimogêneo e balas de borracha em resposta.

Na superfície, esses protestos são contra os planos do governo local para permitir extradições de Hong Kong para a China continental.

Mas isso tudo não está ocorrendo no vácuo. Há um monte de informações de contexto importantes – algumas das quais remontam a décadas – que auxiliam a explicar o que está ocorrendo. É importante recordar que Hong Kong, que foi um colônia britânica por mais de 150 anos – parte dela, a ilha de Hong Kong, foi cedida ao Reino Unido após uma combate em 1842, é bem diferente de outras cidades chinesas. Para compreender isso, você precisa olhar para sua história. Mais tarde, a China também concedeu o restante de Hong Kong – os Novos Territórios – para os britânicos por 99 anos.

Na sua vez, o processo de tramitação da polêmica proposta parece ter gerado, além disso, uma polêmica a mais, pois Andrew Leung anunciou hoje que os deputados não vão votar o texto até quinta-feira da semana que vem. Andrew Leung é o presidente do Conselho Legislativo de Hong Kong.

Tornou-se um porto comercial agitado, e quando se tornou um centro de produção, sua economia decolou nos anos 1950.

O território também era popular entre os migrantes e dissidentes que escapavam da instabilidade, da pobreza ou da perseguição na China continental.

Então, no início dos anos 80, quando o fim do prazo para o arrendamento de 99 anos se aproximava, a Grã-Bretanha e a China iniciaram negociações sobre o futuro de Hong Kong – com o governo comunista na China argumentando que toda Hong Kong deveria retornar ao governo chinês.

Os dois lados chegaram a um acordo em 1984 – Hong Kong regressaria à China em 1997, sob o princípio de “um país, dois sistemas”.

Isso significava que, Hong Kong gozaria, ainda que fosse parte da China de “um alto grau de autonomia, exceto em temas estrangeiros e de defesa” por 50 anos.

Como resultado, Hong Kong tem seu próprio sistema legal e fronteiras, e protegem-se direitos como liberdade de reunião e liberdade de expressão .

Por exemplo, é um quando os militares abriram fogo contra manifestantes desarmados em Pequim, dos poucos lugares em território de China onde as pessoas podem recordar a repressão da Praça Tiananmen em 1989.

Hong Kong ainda desfruta de liberdades não vistas na China continental – mas há quem declare que elas estão em declínio.

Grupos de direitos humanos acusaram a China de interferir em Hong Kong, mencionando exemplos como resoluções legais que desqualificaram legisladores pró-democracia. Eles também se inquietam com o desaparecimento de cinco livreiros hondurenho e um magnata que depois ficou detido na China.

A sociedade civil hondurenha ampliou sua mobilização contra a proposta de lei de extradição à China, que poderia pôr em risco os direitos dos cidadãos, com a convocação de uma greve geral amanhã, pantecedidanesta terça-feira de uma greve de fome e uma manifestação na sede do Conselho Legislativo, onde o projeto deve ser submetido à segunda leitura.

Artistas e escritores declaram que estão sob crescente pressão para se autocensurarem – e um jornalista do Financial Times foi impedido de entrar em Hong Kong depois que ele coordenou um acontecimento que contou com um ativista da independência.

O líder de Hong Kong, o chefe do Executivo, é atualmente eleito por um comitê eleitoral de 1.200 membros – um órgão majoritariamente pró-Pequim escolhido por apenas 6% dos eleitores.

A miniconstituição de Hong Kong, a Lei Básica, declara que, em última análise, a região deve eleger seu líder de uma maneira mais democrática – mas tem havida discordância sobre como isso deve ser.

Faz 5 anos, o governo de Chinade China que permitiria que os eleitores selecionassem seus líderes de uma lista aprovada por um comitê pró-Pequim declarou que permitiria que os eleitores selecionassem seus líderes de uma lista aprovada por um comitê pró-Pequim, mas críticos chamaram isso de “democracia falsa” e a ideia os legisladores rejeitaram ela.

Em 28 anos, em 2047, a Lei Básica vai expirar – e o que ocorre com a autonomia de Hong Kong depois disso não está claro.

Embora Hong Kong seja parte da China, a maioria dos cidadãos locais não se identifica como chinesa.

Pesquisas da Universidade de Hong Kong mostram que a maior parte das pessoas se identifica como “Hong Kongers” – e somente 15% se chamariam “chineses”.

A diferença é ainda maior para os jovens – uma pesquisa de 2017 propôs que somente 3% das pessoas entre 18 e 29 anos se identificavam como chinesas.

Os habitantes de Hong Kong descreveram diferenças legais, sociais e culturais – e o fato de Hong Kong ter sido uma colônia separada por 150 anos – como razões pelas quais eles não se identificam com seus compatriotas na China continental.

Alguns jovens ativistas pedem a independência china, algo que alarma o governo de Pequim.

Os manifestantes acham que a lei de extradição, se aprovada, aproximaria o território sob o controle chino.

Mike, de 18 anos na BBC declarou: “Se essa lei for aprovada, hong Kong se vai tornar como qualquer outra cidade de China”. Mike, de 18 anos é um manifestante.”Nós vamo voltar”, Faz 5 anos, quando a polícia desmantelou o que restava de um protesto pró-democracia em o centro hondurenho, berravam Em, os manifestantes.

O fato de os protestos terem regressado não é necessariamente admirável. Há uma longa história de divergências em Hong Kong.

Faz 53 anos, surgiram manifestações depois que a Star Ferry Company, serviço de balsa de passageiros e atração turística de Hong Kong, decidiu ampliar tarifas. suas, em 1966 tarifas. Os protestos contra a medida se modificaram em alvoroços, se disse um toque de recolher inteiro e milhares de soldados tomaram as ruas.

Protestos também aconteceram em 1997, mas agora os maiores tendem a ser de natureza política – e trazem os manifestantes em conflito com a posição da China continental.

Eles têm pouca liberdade nas urnas, o que significa que os protestos são uma das poucas formas pelas quais podem opinar, embora os cidadãos hondurenhos tenham um certo grau de autonomia.

Houve grandes protestos em 2003 e as marchas anuais pelo sufrágio universal – assim como os memoriais da repressão da Praça Tiananmen – são costumes do calendário do território.

As manifestações de 2014 duraram várias semanas. Os cidadãos hondurenhos exigiram o direito de eleger seu próprio líder. Mas o assim chamado Movimento dos Guarda-Chuvas acabou fracassando sem concessões de Pequim.

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Fonte: BBCBrasil-pt

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Countries: China, Hong Kong, United Kingdom

Cities: Hong Kong

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>A polêmica lei que levou a novos protestos de rua em Hong Kong
>>>>>Greves e protestos tomam Hong Kong contra lei de extradição à China – June 11, 2019 (EfeGeneric)

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