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Candidatos de Brasil poderão ser castigados robôs forem utilizados para’ fake news’ em 2018

Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Brooklyn Museum – Jesus Found in the Temple (Jesus retrouvé dans le temple) – James Tissot – overall

Estes são links externos e vão abrir numa nova janela

O Tribunal Superior Eleitoral corre contra o tempo para atualizar as regras eleitorais de Brasil, que não têm normas claras sobre anúncios patrocinados por políticos, financiamento de candidatos por moedas digitais e utilização de robôs para alavancar debates em redes sociais, enquanto Facebook, Google e Twitter prestam contas ao Congresso de America sobre notícias falsas pagas por estrangeiros para influir as votações de 2016 nos Estados Unidos.

O volume de ataques envolvendo políticos que já confirmam pré-candidatura inquieta os ministros do TSE, que também acompanham os desdobramentos de escândalos envolvendo notícias falsas em votações nos EUA e França – das quais o Brasil participou como observador.

A menos de um ano das próximas votações presidenciais, o TSE se prepara para divulgar até dezembro um conjunto de novas normas de conduta online para partidos e candidatos, segundo autoridades familiares com as negociações.

O maior desafio neste momento, pelo que a BBC Brasil apurou, é determinar critérios objetivos para a constatação de que uma notícia ou história seja falsa – ou “fake news” -, sem deixar brechas para reações negativas a supostas “censuras” de conteúdos pela Justiça eleitoral.

Por outro lado, a pedido do Ministério Público, a Justiça de São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, impede apresentação de Caetano Veloso no acampamento do MTST -atitude que recorda instantes sombrios e dissimulados do regime militar.

Na sábado 07 de outubro depois de umde intensas mudanças nas normas das disputas eleitorais – revistas tanto pelo Congresso Nacional quanto pelo Supremo Tribunal Federal -, técnicos do Tribunal Superior Eleitoral começarão a trabalhar em um documento no qual estarão explicitadas todas as normas para o pleito de 2018. tratava-se de uma determinação que tinha que ficar pronto até março do ano que vem e que definiria os detalhes da disputa.

Os ministros não têm que proibir definitivamente a utilização de robôs em campanhas para divulgação de agenda e plataformas de governo, mas candidatos que utilizarem a ferramenta para ofender oponentes ou deformar resultados de enquetes e pesquisas online deverão ser castigados.

Para identificar e monitorar a existência dos robôs – programas que mandam mensagens automaticamente através de perfis genéricos ou mesmo falsos – o TSE contará com ferramentas desenvolvidas pelo ministério da Defesa e da Associação Brasileira de Inteligência no ano passado, durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro, para monitorar grupos ligados a atividades extremistas.

“Não desejamo controlar conteúdo. Nosso trabalho é regular robôs e instrumentos que podem multiplicar informações falsas”, alegou um porta-voz do Tribunal, que preferiu conservar a identidade em sigilo.

Um tribunal é um órgão cuja propósito é exercer a jurisdição, ou seja, resolver litígios eficazmente de coisa julgada.

“A regulamentação dará segurança jurídica para os candidatos, que vão saber o que podem ou não podem fazer na internet.”

Nesta semana, o ministro Gilmar Mendes comentou sobre um grupo de trabalho instituído para debater as novas normas. O ministro Gilmar Mendes é presidente do TSE.

Pesquisas eleitorais mencionam a polarização entre Lula e Bolsonaro. Também gera incômodos, se o candidato que sente saudade do regime de 64, com o suporte político de forças moralistas hoje empenhadas em censurar, desperta sincero mal-estar, o ex-presidente, que ressurge das cinzas ressentido, a imagem marcada por relações promíscuas e pelas denúncias criminais.

Alegou: “Precisamos realmente acompanhar essa nova realidade, que teve repercussão em várias votações”.

Além de definir que espécies de postagens – entre as circuladas com informações falsas – serão enquadradas como difamação, insulto e calúnia, o Tribunal deseja atualizar normas sobre prestação de contas, incluindo o financiamento de campanhas por moedas digitais, como o bitcoin, cuja negociação é mais difícil de rastrear.

Faz 3 anos, o FEC aprovou doações individuais em moedas criptografadas para campanhas, com limite de US $ 100 por turno, em 2014. A medida ainda padece resistência e é discutida em vários países, já que a utilização de moedas digitais poderia animar transações secretas, incluindo lavagem de dinheiro.

Na norma de America, que pode servir como referência para a nova legislação de Brasil, todos os recursos doados por bitcoins devem ser convertidos em dólares e depositados nas contas oficiais de campanha junto a informações claras sobre os doadores.

No Brasil, a moeda virtual ganha popularidade há pelo menos três anos, mas ainda não tem regulação eleitoral.

Além das revelações sobre notícias falsas em votações estrangeiras , a discussão no Tribunal Superior Eleitoral surge da reforma política aprovada no começo de outubro, que permitiu de forma genérica o “impulsionamento de postagens” por candidatos, sem definir detalhes.

Na avaliação do TSE, a nova lei aprovada pelo Congresso brasileiro pode abrir brechas para problemas como o enfrentado pelos Estados Unidos nas últimas eleições presidenciais – uma das mais polarizadas da história recente no país.

Sob pressão de congressistas democratas e republicanos, em uma série de três sabatinas realizadas na semana passada, executivos das principais plataformas digitais – Facebook, Google e Twitter – reconheceram que o estrago produzido por notícias falsas financiadas por russos em seus portais foi mais de 10 vezes maior do que o divulgado anteriormente.

Só no Facebook e no Instagram, pelo menos 150 milhões de americanos, ou metade da população dos EUA, teriam sido expostos a notícias falsas patrocinadas por dinheiro russo, segundo informações reveladas pelas redes na semana passada – após meses de cobrança de congressistas nos EUA sobre detalhes dos anúncios.

O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, que reconheceu a rede social foi utilizada “para plantar a desconfiança” nas votações estadunidense e prometeu duplicar para 20 mil o número de revisores de conteúdo contratados. lamentou: “O se o errou, que eles fizeram e não vamos apoiar isso”.

No Twitter, 4 milhões de postagens ligadas a robôs de Rusia entre setembro e novembro de 2016 tiveram 288 milhões de visualizações.

Questionados pela reportagem, porta-vozes do TSE negaram que existam inquéritos no Brasil sobre uma possível influência de estrangeiros em votações passadas.

Jesus, também chamado Jesus de Nazaré, que nasceu entre 7–2 a.C. e faleceu por volta de 30–33 d.C., é a figura central do cristianismo e aquele que os ensinamentos de maior parte das denominações cristãs, além dos judeus messiânicos, consideram ser o Filho de Deus.

Entre os exemplos de postagens manipuladas recém-reveladas nos EUA, uma série de memes mostra, por exemplo, Jesus e uma figura diabólica disputando um “braço de ferro” sob as seguintes frases: “Satan: Se eu ganhar, Clinton ganha! / Jesus: Não se eu puder auxiliar! / Aperte ‘curtir’ para auxiliar Jesus a ganhar”.

Pagas em rublos russos, a maioria das publicações se destinava a eleitores preocupados com a manutenção do direito ao porte de armas, imigrantes ilegais, protestos movidos por negros contra a violência policial e a presença de muçulmanos em comunidades americanas – e algumas chegavam a convidar usuários a participarem de manifestações políticas nas ruas do país.

Uma das medidas que podem ser adotadas pelo TSE em Brasília é a obrigatoriedade de divulgação dos nomes dos financiadores de anúncios patrocinados nas redes – compromisso recém-firmado pelos três gigantes da tecnologia nos Estados Unidos.

Alguns congressistas de America tentam emplacar projetos de lei para restringi a autonomia das redes sociais nos EUA.

Durante as audiências no Congresso, a senadora democrata Dianne Feinstein chegou a culpar as companhias de tecnologia pela interferência de Rusia, argumentando que os executivos “instituíram as plataformas” em que foram divulgadas as notícias falsas.

Mas para a ex-funcionária do setor de Estado de America Emily Parker, autora de um livro sobre ativismo na internet, a culpa pela divulgação de notícias falsas não deve ser atribuída somente aos executivos de redes sociais.

“As redes sociais amplificam nossos maus costumes e até mesmo os encorajam, mas não os instituem. O Vale do Silício não está arruinando a democracia – só nós podemos fazer isso”, escreveu Parker no jornal The New York Times.

“Como nós não gostamos dessa observação, culpamos o espelho, nos pintando como vítimas de um manejo pelo Vale do Silício.”

Fonte: BBCBrasil-pt

Sentiment score: NEGATIVE

Countries: Brazil, United States

Cities: Franca, Brasilia

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Candidatos de Brasil poderão ser castigados robôs forem utilizados para’ fake news’ em 2018
>>>>>Censura, ameaças e photoshop – (FolhaGeneric)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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