Centro e zona norte profunda recebem mais habitantes em SP

Por: SentiLecto

Mesmo com vocações diferentes, o centro de perfil comercial e a zona norte, residencial, as duas regiões de São Paulo têm que passar nos próximos anos por uma profissão de seus “buracos urbanos”, bairros pouco adensados que, em um mercado de terrenos cada vez mais disputados, atraem interessados em mais espaço, conveniência e melhores custos. No centro, os vazios estão em bairros que ficaram à sombra, nas últimas décadas, de vizinhos mbastantevisados, como Jardins, Pinheiros ou Vila Mariana. O Cambuci, a República e a Bela Vista são exemplos desse centro velho que voltou para a rota de destinos residenciais e que promete uma onda de repovoamento e de revitalização pela frente. O coordenador comercial da construtora You Inc, Júlio Pantaleão declara: “O centro tem fácil acesso, muita infraestrutura e ainda é mais barato que outros locais tão bem localizados quanto ele”. São modelos compactos, abaixo dos 50 metros quadrados, a grande aposta do mercado para a procura que aumenta ali. Celso Petrucci o sindicato da habitação declara: “Eles são mais baratos e atendem bastante bem o público da região, composto majoritariamente por jovens e solteiros”. Celso Petrucci é economista-chefe do Secovi-SP. Outra tendência que tem que deslanchar entre as ruas do entorno é o retrofit, processo de construção que renova construções antigas. Miriam Addor, conselheira do Conselho de Arquitetura e Urbanismo declara: “O centro tem bastante imóvel vazio e oferece muita chance para isso”. Na zona norte, por sua vez, o eixo de crescimento vertical se desloca de Santana e Casa Verde, destinos já consolidados, para os menos populosos Pirituba, Perus e Mandaqui. Com mais terrenos livres e pouco entrave à verticalização, são estas áreas que dtêm que puxaro crescimento da região nos próximos anos. Faz 1 ano, não em a toa, Pirituba foi o distrito com o maior número de lançamentos imobiliários de toda São Paulo, com 3.128 novas unidades, segundo levantamento de o grupo ZAP Viva Real.São empreendimentos de moradias populares que abrem o percurso nas regiões menos adensadas. Entre elas, os galpões que permeiam o Limão e toda a extensão da avenida Raimundo Pereira de Magalhães, que corta Pirituba. “Nas áreas mais consolidadas, o estoque de terra é caro, há restrições de zoneamento para a construção e a conta não fecha para as companhias”, declara Miriam Addor, do CAU. “Isso leva à pdemandapor lugares onde haja mais oferta de terrenos.” “A primeira coisa que vem à cabeça são os bairros mais antigos, como Santana,, quando se fala em zona norte mas da Casa Verde até Pirituba há uma região enorme para se desenvolver”, aadicionaPetrucci. “É ali que estão as áreas que aumentam com maior pujança. Elas atraem famílias que vêm do Tremembé ou da Cantareira em busca de uma moradia melhor.”

A Bela Vista, bairro encostado à região central e que centendeo Bexiga, seu miolo original, e o Morro dos Ingleses, foi palco nos últimos cinco anos de 22 empreendimentos imobiliários, totalizando 3.692 apartamentos novos, segundo pesquisa do Grupo Zap VivaReal. O bairro é líder, portanto, em lançamentos verticais na região central de São Paulo entre 2013 e 2017. Santa Cecília e Sé, os colocados em segundo lugar, contaram cada um com 13 novos empreendimentos no período analisado. Os números, segundo o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, mostram uma renovação do parque habitacional. “É mais uma reutilização. Os imóveis vão ficando velhos e as áreas residenciais vão se renovando”. Perto da avenida Paulista, exemplifica Petrucci, existia uma grande concentração de quitinetes que estão dando lugar a empreendimentos mais contemporâneos, de melhor norma. Evanilson Bastos consente com a visão. Evanilson Bastos é diretor comercial da Setin, que entregou recentemente no bairro o Setin Downtown Genebra. “As quitinetes hoje são trocadas por apartamentos mais sofisticados. As pessoas estão mais interessadas em voltar a morar no centro ou próximo dele”. O Genebra tem apartamentos de 30 a 55 metros quadrados, com custos a partir de R$ 305 mil. Entre as comodidades do empreendimento estão serviços de lavanderia, arrumação e delivery de supermercados. Os custos dos imóveis também auxiliam a atrair uma nova leva de habitantes. O diretor de vendas Renato Manganello, 29, trocou Pinheiros pela Bela Vista no início do ano. Declara: “Encontrei custos bastante melhores do que em Pinheiros, por exemplo”. O custo médio do metro quadrado na Bela Vista está em R$ 7.084, pouco mais da metade dos R$ 13.807 cobrados em Pinheiros, segundo os dados do Secovi-SP. Manganello declara que, além dos espaços culturais, dos cinemas e das alternativas gastronômicas do bairro, o lado financeiro pesou na resolução de mudar de região. Ele aposta, também em uma maior valorização da Bela Vista. A localização explica essa aposta, na análise da construtora TPA Empreendimentos. “Quando você está no centro, o que mais interessa é a localização, às vezes é mais importante do que o apartamento em si”, diz Gustavo de Pádua,que é analista de marketing da TPA. A companhia já construiu dois construções no bairro e prepara para o primeiro semestre de 2019 o lançamento do terceiro, o Bandeira Pauliceia, com apartamentos que vão de 23 a 65 metros quadrados com custos a partir de R$ 222 mil. O bairro tem um perfil de habitantes bastante variado. Há os solteiros que ficam pouco em casa e preferem um estúdio menor e bem localizado. E alternativas com duas suítes e até com portas sociais separadas, para quem deseja alugar um quarto, comenta Manganello. Cenário de um crescimento agilizado nos últimos anos, a Bela Vista foi até a segunda metade do século 19 uma chácara que servia como ponto de fornecimento para os tropeiros que abasteciam a cidade. Até 1878, a propriedade de António José Leite Braga, o Antônio Bexiga, era restringida pelos riachos Itororó e Saracura. A escritora Nádia Marzola, em livro sobre a história da Bela Vista, conta que o botânico e naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire descreveu sua passagem pela chácara, em 1819, mencionando as “plantações simétricas de jabuticabeiras e laranjeiras dentro de cercados”. A caça de veados e perdizes era corriqueira na área. Faz 139 anos, quando um texto em o jornal ” A Província de São Paulo ” propagandeava lotes em o Bexiga, se anunciou a efetiva urbanização, oferecendo ” esplêndidos terrenos com pastos ou matas, em a vontade de o comprador “.Faz 108 anos, se determinou o nome oficial de o bairro. Na época, a Bela Vista atraía italianos que trocavam o trabalho rural pelo comércio ou a atividade de artesão na cada vez mais urbana São Paulo. As duas primeiras ruas foram Santo Antônio e Santo Amaro. Enquanto a urbanização da chácara do Sertório, nas proximidades, na década de 1890, incorporaria ao traçado da Bela Vista as ruas Pedroso e Artur Prado, a avenida Brigadeiro Luís Antônio veio para encurtar o percurso para Santo Amaro. Lá fica a Vila Itororó, conjunto arquitetônico sem estilo definido, levantado nos anos 1920 e composto por um palacete e 37 casas.

Fonte: FolhaGeneric

Sentiment score: POSITIVE

Countries: Brazil

Cities: Sao Paulo

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Centro e zona norte profunda recebem mais habitantes em SP
>>>>>Bela Vista, no centro de SP, renova seu parque residencial – April 22, 2018 (FolhaGeneric)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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