Copa América: cinco momentos curiosos que marcaram a história do torneio

Por: SentiLecto

Estes são links externos e vão abrir numa nova janela

Inicia no dia 14 de junho a 46ª edição da , a principal competição de futebol entre seleções sul-americanas masculinas.

Acolhido no Brasil pela quinta vez, o torneio reunirá dez países da região – Argentina, Brasil, Bolívia, Chile , Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai -, além de dois convidados: Japão e Catar. Em 7 meses, a final vai ser, em o Estádio do Maracanã, em o Rio de Janeiro.

Instituída em 1916, a Copa América é uma das competições entre seleções de futebol mais antigas do mundo, superada somente pelo British Home Championship, que foi realizado anualmente entre Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte entre 1883 a 1984, e pelas disputas do esporte nos Jogos Olímpicos, que ocorrem desde 1908.

A primeira Copa América – chamada até 1975 de Campeonato Sul-Americano de Futebol – foi realizada para festejar o centenário da independência da Argentina.

O torneio em Buenos Aires teve só quatro participantes: Argentina, Brasil, Chile e Uruguai.

Aproveitando o encontro, os países fundaram a Conmebol, a Confederação Sul-Americana de Futebol, a primeira das seis confederações que hoje fazem parte da Fifa.

Mas há outras fortes candidatas ao título, como aquelas que ocupam as posições seguintes do ranking da Fifa: Alemanha , Inglaterra e França .

Em seus 103 anos de história, a Copa América também foi palco de alguns momentos muito inusitados. O jornalista argentino e historiador de futebol Luciano Wernicke escolheu para a BBC cinco eventos mais curiosos do torneio.

Faz 103 anos, a edição inaugural entrou para a história não só por ser a primeira Copa América, mas pela ameaça de eliminação do país-sede por um motivo imprevisto: a Argentina não tinha jogadores suficientes e deveu recorrer ao público no estádio para completar a equipe.

O futebol ainda era um esporte amador, e o país havia escolhido 11 jogadores, mas um deles teve uma viagem de trabalho inadiável e não pode jogar a segunda partida do campeonato.

Em termos de público e salários, o feminino ainda está bem longe do masculino. A jogadora mais bem paga do mundo, a norueguesa Ada Hegerberg, ganhadora do prêmio Bola de Ouro deste ano, recebe cerca de US$ 450 mil por ano.

Não havia substituições na época. Todos os jogadores teriam que disputar o jogo completo, e não havia cartões amarelos ou vermelhos. Por isso, não reservas não eram convidadas.

Com exclusivamente dez jogadores, e faltando pouco para o início da partida, justamente contra o Brasil – a primeira, contra o Chile, a Argentina havia vencido por 6 a 1 -, os “hermanos” ficaram bem perto de serem eliminados em casa e só escaparam por um lance de sorte.

Um dos jogadores de Argentina reconheceu na arquibancada do estádio em Buenos Aires um jogador do clube Huracán, José Laguna. Convidado in loco, Laguna não só jogou, como teve uma participação crucial ao marcar o único gol argentino da partida, que concluiu em 1 a 1.

Depois dos dois primeiros torneios – o primeiro em Buenos Aires, na Argentina, e o segundo em Montevidéu, no Uruguai -, ambos conquistados pela seleção uruguaia, foi a vez de o Brasil ser anfitrião pela primeira vez, com os jogos realizados no Rio de Janeiro em 1919.

Chegar à cidade foi especialmente desafiador para os chilenos, que vinham de longe. Eles haviam viajado de trem até a Argentina, onde pegaram um navio com a seleção de Argentina até o Rio. Mas ocorreu um problema no percurso de volta do torneio – o primeiro conquistado pela seleção brasileira.

Uma borrasca de neve fechou a ferrovia e deixou os jogadores de Chile presos na cidade menfita, na Argentina, próxima da fronteira com o Chile.

Sem dinheiro para se alojarem ali, numa época em que os jogadores pagavam a viagem do próprio bolso, a equipe tomou a resolução de atravessar a fronteira e a Cordilheira dos Andes de mula.

Eles tardaram mais duas semanas para chegar em casa. Ao todo, os chilenos finalmente voltaram sãos e resgatados a Santiago 40 dias depois de sair do Rio, e sem nenhum motivo para comemorar – ficaram em último lugar no campeonato.

Às vezes, a paixão pelo futebol gera mudanças sociais e até mesmo políticas. Faz 97 anos, quando o Brasil foi sede de a Copa América por a segunda vez, isso ocorreu.

Um decreto do presidente Epitácio Pessoa havia proibido que homens negros jogassem a liga local de futebol ou integrassem a seleção.

Isso deixaria de fora da equipe Arthur Friedenreich , um negro de pai alemão e mãe brasileira que era considerado à época o melhor jogador do país – e que havia sido o artilheiro da Copa em 1919, antes de a pinterdiçãoser imposta.

Mas, após performances apáticas da seleção nos torneios de 1920 e 1921, houve uma campanha pelo regresso de Friedenreich à seleção, e ele jogou a edição de 1922, novamente no Rio de Janeiro. O Brasil ganhou mais uma vez a Copa América, e Pessoa revogou seu decreto.

Arthur Friedenreich – apelidado de “El Tigre”, “Mulato de olhos verdes” ou “Rei do futebol” – ainda é recordado como um dos maiores jogadores do futebol brasileiro. Há quem declare que ele fez mais gols que Pelé, mas não há registros oficiais sobre isso.

A Copa América também teve fatos notórios que seus protagonistas prefeririam esquecer, como é o caso do jogador de Argentina Martín Palermo, que, na edição de 1999, conseguiu a proeza de perder três pênaltis em um só jogo.

A proeza, que jamais se repetiu na história do futebol profissional, aconteceu num jogo contra a Colômbia. A Argentina perdeu o jogo por 3 a 0.

Como prêmio de consolação, Palermo terminaria o torneio como o artilheiro argentino, com três gols – dois a menos que os artilheiros da competição, Ronaldo e Rivaldo. O Brasil também sagrou-se campeão nesta edição.

Faz 8 anos, disputada em a Argentina, um finalista chegou em a grande resolução sem ter algo que jamais havia vencido uma partida sequer, acontecido antes, em a edição de 2011.O Paraguai conseguiu esse feito inusitado ao empatar os três jogos que disputou no período de grupos e conseguir a classificação como o segundo melhor terceiro colocado.

O Paraguai suprimiu nos pênaltis o Brasil – em uma fatídica disputa de quartas-de-final em que nenhum brasileiro conseguiu converter sua cobrança – e a Venezuela, na semifinal, até chegar à final contra o Uruguai, que foi o campeão do torneio ao vencer por 3 a 0.

Já assistiu aos nossos novos vídeos no ? Inscreva-se no nosso canal!

Final de YouTube post de BBC News Brasil

Final de YouTube post 3 de BBC News Brasil

Fonte: BBCBrasil-pt

Sentiment score: SLIGHTLY POSITIVE

Countries: United Kingdom, Brazil, Argentina, Colombia, Chile, Peru, Ireland, Bolivia

Cities: Santiago, Mendoza, Buenos Aires, Americana

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Copa América: cinco momentos curiosos que marcaram a história do torneio
>>>>>Copa do Mundo de Futebol Feminino: um guia com tudo o que você precisa saber para acompanhar o campeonato – (BBCBrasil-pt)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

Id Entity Positive Negative Named-Entity Total occurrences Occurrences (appearances)
1 jogadores 20 0 NONE 7 Todos os jogadores: 1, os jogadores: 1, 11 jogadores: 1, jogadores suficientes: 1, dez jogadores: 1, os jogadores argentinos: 1, os jogadores chilenos: 1
2 a Argentina 0 0 PLACE 7 a Argentina: 5, (tacit) ele/ela (referent: a Argentina): 1, A Argentina: 1
3 O Brasil 0 0 PLACE 5 o Brasil: 3, O Brasil: 2
4 Copa América 160 20 ORGANIZATION 4 a Copa_América: 2, (tacit) ele/ela (referent: a Copa_América): 1, A Copa_América: 1
5 seleção 60 0 NONE 4 a seleção: 2, a seleção argentina: 1, a seleção brasileira: 1
6 eu 0 10 NONE 3 (tacit) eu: 3
7 façanha 300 0 NONE 3 a façanha: 1, A façanha: 2
8 Paraguai 130 0 ORGANIZATION 3 (tacit) ele/ela (referent: O Paraguai): 1, O Paraguai: 2
9 chilenos 60 0 NONE 3 os chilenos: 3
10 jogo 25 0 NONE 3 o jogo inteiro: 1, o jogo: 1, um jogo: 1