Cúpula do PSDB pressiona deputados a aprovar reforma da Previdência

Por: SentiLecto

A direção nacional do PSDB puxou a rédea para pressionar a bancada tucana na Câmara a votar obrigatoriamente em defesa da reforma da Previdência.

O presidente interino do partido, Alberto Goldman, disse nesta terça-feira que sua posição pessoal é pelo fechamento de questão, isto é, que os deputados sejam condicionados a votar pelo texto para não serem expulsos da sigla.

“Jamais falei nem que sim nem que não, é uma chance. A minha posição é favorável ao encerramento, o partido precisa ter uma posição clara e definida”, alegou Goldman.

O tom dessa vez é mais incisivo do que o de duas semanas atrás, quando Goldman alegou que “jamais entrou em cogitação fechar questão.”

A assertividade acontece após o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso voltar a defender o voto pela reforma previdenciária em artigo no domingo . Além dele, o senador Aécio Neves entrou em campo, conforme mostrou o pilar “Painel”, da Folha, para pressionar os deputados. O senador Aécio Neves é presidente afastado do PSDB.

A eleição estava marcada para esta quarta-feira , e a Executiva tucana reservou encontro para discuti a questão na mesma data.

O líder da bancada do PSDB na Câmara, Ricardo Tripoli , porém, declarou não saber se vai haver quórum.

“Compreenderem que tem que fechar questão,, se a maioria da bancada compreender e os senadores a Executiva se reúne. Replicou, se a maioria compreender que não, não tem encerramento questão”.

O deputado propôs postergar a resolução para depois da convenção nacional do PSDB, no sábado , que vai renovar o comando partidário. Geraldo Alckmin, favorável ao texto tem que assumir o partido. Geraldo Alckmin, favorável ao texto é o governador paulista.

Faz 1 dia, declarou : ” Se não votará [ a reforma em o ], o mais prudente era deixar para a nova Executiva de o partido debater o encerramento de questão “.

CONCESSÕES

As divergências acontecem também no mérito. Tripoli encomendou à assessoria técnica da liderança do PSDB na Câmara um estudo sobre a viabilidade de flexionar medidas da reforma.

Segundo antecipou em entrevista na semana passada, algumas das mudanças propostas seriam a concessão de vantagem integral na aposentadoria por invalidez, licença para acumular vantagens até o telhado do INSS e uma norma de transição especial para servidores que ingressaram no sistema até 2003.

Segundo pesquisa Datafolha divulgada no fim de semana, o ministro da Fazenda oscila entre 1% e 2% de intenções.

Na segunda-feira 13 de novembro Missão de paz O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso vai se reunir com Tasso Jereissati nos EUA, esta semana, para pedir que o senador abra mão da disputa pelava presidênciado PSDB em nome do governador Geraldo Alckmin.

O líder declarou à reportagem que, dos cinco pontos da nota técnica, abriria mão de dois, mas não informou quais. A aposentadoria integral por invalidez, proposta pela deputada Mara Gabrilli , é inquestionável, declarou Tripoli.

Goldman, por sua vez, declarou que o texto em elaboração na liderança da Câmara não encarna a posição do PSDB. Declarou: “É coisa dele, não é coisa nossa”. “Tem elementos de recuo, e nós não recuaremos.”

O presidente interino do PSDB cobrou a apresentação do texto final a ser votado na Câmara, em reformulação pelo deputado Arthur Maia . “Tem que ter o texto [para definir a posição do partido]. A tese que defendemos é a redução das desigualidades e a eliminação de privilégios. Quanto mais progredir nesse sentido, mais positivo vai ser.”

Nos últimos dias, o presidente Michel Temer passou a articular com Arthur Maia uma versão mais enxuta da medida para garantir suporte mínimo para sua aprovação. Arthur Maia é relator da reforma na Câmara.

O governo, inclusive, prometeu liberar R$ 3 bilhões em 2018 a prefeitos que persuadirem deputados a votar pela medida.

Segundo aliados do presidente, a ideia é que, diante do tom de ruptura do governo com a legenda, Alckmin se sinta pressionado a recomeçar o diálogo com o Palácio do Planalto, ainda mais diante da necessidade de atrair partidos da base aliada para a sua chapa eleitoral em 2018.Ele também relembrou dos tempos em que foi membro do governo Sarney, no comando da Embratur, e declarou estranhar a coalizão entre tucanos e comunistas no Estado, conduzido por Flavio Dino .

Aliado a Aécio, o deputado Marcus Pestana ainda se mostrou resistente a fechar questão para evitar a expulsão de dissidentes, mas apelou aos deputados que votem em defesa da reforma pensando na coerência do discurso e no suporte que o PSDB vai receber na votação presidencial de 2018, sobretudo do PMDB.

Segundo Pestana, Alckmin iria a Brasília ainda nesta terça e a expectativa é que negociasse a questão com a bancada. A assessoria do governador não confirmou a viagem.

Meirelles ainda não se arremessou candidato, mas admite essa chance.

“Ele é o nosso principal candidato e o desdobramento dessa eleição vai ter efeitos na preparação do tabuleiro de 2018. Estamos a dez meses da votação e a sete das convenções. Então, isso vai trazer uma marca bastante forte em termos da consistência da nossa candidatura”, argumentou o deputado.

Pestana declarou que os colegas resistem a apoiar a reforma da Previdência por ser uma medida impopular. “É tática eleitoral, deputados acham que tirará voto.”

Fonte: FolhaGeneric

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Cúpula do PSDB pressiona deputados a aprovar reforma da Previdência
>>>>>Meirelles está começando campanha muito mal, diz líder do PSDB – (FolhaGeneric)
>>>>>Com críticas ao PSDB, governo tenta forçar reaproximação de Alckmin – (FolhaGeneric)
>>>>>PSDB está pacificado em torno de Alckmin, diz Doria – (FolhaGeneric)

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