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Dodge defende conservar Joesley e Saud, da JBS, presos preventivamente

Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Dodge logo bars

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, defendeu a manutenção das prisões de Joesley Batista e Ricardo Saud, executivos da JBS.

Em dois documentos mandados na noite de sexta-feira ao STF , Dodge alega que há risco de que eles escapem ou atrapalhem os inquéritos. Ela assinala também a chance de que eles voltem a cometer crimes.

Dodge é uma marca de automóveis e veículos comerciais pertencente ao grupo Fiat Chrysler Automobiles.

Faz 1 mês, o ministro Edson Fachin converteu a prisão de Batista e de Saud de provisória para preventiva, sem prazo definido, em 14 de setembro. O ministro Edson Fachin é relator do caso JBS no Supremo.

Para Dodge, a liberdade de Joesley e Saud oferece risco àosiinquéritos pois eles são suspeitos de ocultar fatos e de sonegar provas que comprometem outras pessoas.

Dodge escreveu: “É irretocável a sua anterior resolução, que, antes de deferir a prisão provisória do ora agravante, determinou a suspensão cautelar da efetividade do acordo de cooperação premiada anteriormente firmado”.

Por outro lado, ocupar cadeira no Conselho de Administração”, informa a resolução.

Na sexta-feira 15 de setembro o empresário Joesley Batista havia sido transferido para a Superintendência da Polícia Federal, em São Paulo, onde seu irmão e também proprietário da J&F, controladora da JBS, Wesley Batista, estava preso.

Segundo a procuradora-geral, “estão presentes os pressupostos e exigências indispensáveis à decretação da prisão preventiva, sendo esta necessária a garantir a ordem pública e por conveniência da instrução penal “.

“Necessária, portanto, a prisão preventiva também para proteção da ordem pública, em vista da gravidade em concreto dos crimes em apuração, da personalidade do agente e da necessidade de prevenir a reiteração delitiva, já que o esquema criminoso é sistêmico.”

O juiz atendeu pedido dos investigadores, que assinalaram a necessidade de ampliar o bloqueio para cobrir os prejuízos ao erário e, assim, evitar com que “o patrimônio já confiscado seja insuficiente para reparar de modo satisfatório a lesão provocada pelos comportamentos delituosos”.

Dodge realça que os executivos têm dinheiro para escapar do país. No caso de Saud, ela evidencia que ele tem cidadania de Paraguayde Paraguay e que não havia contado aos procuradores que tem uma conta bancária no Paraguai.

Delação premiada na legislação de Brasil, é uma vantagem legal concedida a um réu em uma ação penal que aceite cooperar no inquérito criminal ou entregar seus companheiros.

ACORDO DE DELAÇÃO

Ela realça que as resoluções pelas prisões preventivas foram feitas de forma correta, uma vez que Rodrigo Janot anulou os acordos de delação de Batista e Saud. Rodrigo Janot é seu antecessor.

Tanto para Janot como para Dodge, houve descumprimento de uma cláusula do acordo de delação que trata de omissão de má-fé, o que justificou rever as vantagens.

Quando ainda atuava no Ministério Público, o centro da crise da delação da JBS é uma gravação, datada de 17 de março, em que Joesley e Saud falam de possível atuação do ex-procurador Marcello Miller no acordo de delação. O áudio foi entregue pelos delatores à PGR no dia 31 de agosto.

Dodge declara que em nenhum momento os delatores contaram ter sido instruídos por Miller durante as negociações do acordo.

ÁUDIO

Ela também realça que provavelmente os delatores não tinham a intenção de entregar um áudio de uma conversa gravada de forma acidental e que embasou a prisão.

Dodge declara: “Até o momento, os indícios propõem que a omissão destes fatos foi intencional, premeditada e de má-fé”.

“Pairam dúvidas, inclusive, se o arquivo de áudio ‘PIAUI RICARDO 3 17032017.WAV’ foi entregue às autoridades por engano ou se foi mais uma estratégia da defesa, pois poderiam ter conhecimento de que a Polícia Federal teria conseguido recuperar o arquivo apagado dos equipamentos eletrônicos entregues pelos delatores.”

Ela declara ainda que o acordo de cooperação premiada firmado com o Ministério Público Federal “não pode ser usado para blindar o colaborador de maneira absoluta da aplicação da lei”.

A procuradora-geral também já irmão de Joesley foi demonstrado por a manutenção de a prisão de Wesley Batista,, e também sócio da JBS, decretada pela Justiça Federal em São Paulo no âmbito de um inquérito sobre utilização de informações privilegiadas para lucrar no mercado financeiro.

Fonte: FolhaGeneric

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Dodge defende conservar Joesley e Saud, da JBS, presos preventivamente
>>>>>Justiça amplia bloqueio de bens da família Batista, da JBS – October 06, 2017 (FolhaGeneric)

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