Economia de Brasil segue fechada e setor agrícola perde força, declara OMC

Por: SentiLecto

A economia de Brasil ainda é muito fechada, não exibiu mudanças expressivas na formulação de suas políticas comerciais nos últimos quatro anos e conserva programas de proteção a produtores nacionais, assinalou nesta segunda o informe sobre política comercial da OMC sobre o Brasil.

Segundo o documento, a política tarifária continua sendo um dos principais instrumentos de política comercial do Brasil e a economia permanece com vários setores ainda totalmente fechados ao investimento externo ou muito restringidos a ele, como energia nuclear, transporte aéreo, serviços financeiros, saúde, terras, mídia, pesca, mineração e a exploração de hidrocarbonetos.

Para o FMI, a recente ampliação da incerteza política arremessa dúvidas sobre perspectiva para o país. No médio prazo, a expansão deve se conservar ao redor de 2%.

Em relação à última revisão sobre o país, feita em 2013, a OMC ddeclaraque o sistema tributário brasileiro continua ccomplicado e o país segue com baixo investimento em infraestrutura e inovação, em especial do setor privado.

A participação de companhias exportadoras ao todo de empresas de Brasil também permanece baixa, refletindo uma integração muito restringida do país em cadeias mundiais de valor.

O resultado reflete não só políticas voltadas para a atividade econômica local, mas também uma rede muito modesta de acordos comerciais fechados pelo país, além de deficiências estruturais que incluem escassa infraestrutura, acesso restringido a capital de longo prazo.

O comércio internacional e e os fluxos de investimento externo refletem o protagonismo da União Europeia como parceiro comercial, embora a China tenha se tornado o principal país destino das exportações do país em 2015.

Como ponto positivo, a OMC recorda que o país continua a atrair um fluxo de investimento externo entre 2% e 3,3% do PIB , financiando integralmente o deficit em conta corrente em 2015 e 2016.

O documento menciona que o Brasil continua a ser um dos principais atores do comércio agrícola mundial, mas perdeu participação no bolo total de exportações.

Faz 2 anos, o país encarnava %5,1 de o total mundial de exportações agrícolas, ante participação de %7,3 observada em a revisão anterior, feita por a OMC em 2013, em 2015.

Faz 2 anos, o país conservou a posição de maior provedor global de açúcar, suco de laranja, café, carne de frango e soja, em 2015.

Os produtos de soja continuam a ser a maior exportação, seguidos por carne , cana-de-açúcar, madeira e café.

A inflação, declara o FMI, está em trajetória descendente, influída pela maior ociosidade na economia, pela queda das expectativas de inflação e por um choque favorável de alimentos.

Faz 1 ano, Juntos, essas commodities encarnaram %27,5 de o total de as exportações de Brasil, em comparação a um total de %22 em 2012.

Faz 1 ano, orientada para exportações, a agricultura respondeu %41,5 de o total exportado por o Brasil, uma alta em relação a os %35,6 em 2012.

Mais da metade das exportações são commodities primárias. A OMC, que calcula recuperação gradual para a economia de Brasil, com um crescimento fraco por um fase estendido e uma economia ainda muito vulnerável às incertezas políticas, bem como a atrasos na rdeterminaçãodos desequilíbrios fiscais, drealçaque o país mconservassubvençõesao setor, como taxa de juros agerenciare linhas de crédito específicas. Já a indústria, embora ainda extensa e diversificada, diminuiu sua participação no PIB e prova fraca integração mundial, com o chamado “preço Brasil” afetando a competitividade do setor.

Os setores de vestuário, têxteis e equipamentos de transporte continuam a se beneficiar de proteção tarifária, declara a OMC.

No setor de serviços, o documento realça os “spreads” ainda altos no segmento bancário, devido à baixa competição.

RECUPERAÇÃO LENTA

O crescimento sustentável vai seguir dependente de reformas estruturais que impulsionem a produtividade em diversas áreas, como a do sistema tributário e do sistema de subvenções à economia, rdiminuindoo peso regulatório sobre as ecompanhias melhorando a infraestrutura, o regime de aposentadoria e o mercado de trabalho.

Segundo a OMC, o país precisa melhorar a governança do setor público, acabando com a chamada “combate fiscal” entre os Estados.

Levada por pressão sobre os gastos, a dívida bruta aumentou de 51,5% para 69,9% do PIB entre 2013 e 2016 e a líquida, de 30,5% para 46,2% do PIB.

O órgão realça a adoção de medidas para contornar o quadro, como o telhado de gastos, mas assinala que deficiências estruturais – mencionando mais uma vez o complicado sistema tributário – e a rigidez das verbas federal e regionais ainda não foram contornadas.

Segundo a OMC, entre 2013 e 2015, o real foi depreciado cerca de %20 em termos reais, em direção a níveis mais consistentes com os fundamentos de o país. Em 2016, no entanto, houve apreciação de 6%.

Apesar do estendido fase de ganhos sociais, a desigualdade continua a ser um problema no Brasil e a força de trabalho seguem com um baixo nível educacional.

Em sabatina hoje na OMC, representantes da comissão de Brasil admitiram que o relatório que qualifica a economia de Brasil de ainda muito fechada, seria “parcialmente verdadeiro, mas evidenciaram que a participação do país nas trocas mundiais era igual ao dos Estados Unidos e do Japão.

O país recebeu mais de 700 questões dos membros sobre suas práticas comerciais.

O Brasil está intensificando esforços para negociar novos acordos regionais de livre comércio com seus parceiros do Mercosul e está trabalhando para deduzi um acordo com a União Europeia e aprofundar acordos existentes com o México e a Índia.

Estão em curso também conversas exploratórias com o Canadá, o Líbano, a Tunísia, a Austrália e a Nova Zelândia.

Segundo o chefe de comissão de Brasil, o Brasil reconhece a necessidade de racionalizar e simplificar suas regulamentações tributárias e que são necessárias mudanças regulatórias para facilitar o comércio.

As políticas de Brasil voltadas para a produção local, declarou ele, estão em conformidade com as exigências da OMC.

Além disso, o governo estaria empenhado em fomentar a entrada privada em setores como transporte aéreo, serviços marítimos e compra de terras rurais por estrangeiros.

Quase 40 membros comentaram as políticas comerciais brasileiras.

Fonte: FolhaGeneric

Sentiment score: POSITIVE

Countries: Tunisia, United States, Mexico, Lebanon, India, China, Canada, Brazil, Australia

Cities: Mexico

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Economia de Brasil segue fechada e setor agrícola perde força, declara OMC
>>>>>FMI reduz projeção de crescimento do Brasil em 2018 de 1,7% para 1,3% – July 13, 2017 (FolhaGeneric)
>>>>>>>>>Mercado vê redução de juros, mas crescimento menor do PIB em 2017 – July 10, 2017 (FolhaGeneric)

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