Em 4 décadas, moto Honda CG 125 vendeu mais que Fusca

Por: SentiLecto

Eduardo Sodré

São Paulo

“Com um índice de nacionalização em torno de 30%, a Honda Motor do Brasil exibiu ontem, em Guarujá, seu primeiro produto nacional: a CG 125.”

Faz 43 anos, o texto anunciava a chegada de a moto que se tornaria o veículo mais vendido de o Brasil.

Passados 42 anos, a “cegezinha” deixa de ser produzida. Mais de 7 milhões de unidades foram comercializadas, superando o Fusca e o Gol, que em 2018 chegou a 6,7 milhões de emplacamentos no país. Ambos são da Volkswagen.

Faz 1 ano, quando a última unidade de a CG 125 passou por a linha de produção em Manaus, não houve homenagens. Em nota, a Honda atribui o fim da motocicleta à lei que obriga maprimoramentosno sistema de freios, em vforcitadesde janeiro deste ano.

O comunicado alega: “A 125 encarnava menos de 10% do volume total da linha CG, com a maioria dos clientes já preferindo a versão de maior cilindrada”.

A sucessora CG 160 é a atual líder de mercado: 253,2 mil unidades foram vendidas em 2018. Todas equipa com os freios lei CBS exigidos. O sistema distribui parte da força aplicada na roda traseira à roda da frente, o que aauxiliaa mconservaro veículo sob controle. Na 125, cada roda é freada separadamente.

O custo tornou a moto da Honda o autêntico veículo popular brasileiro. 32,6 mil, as últimas CG 125 estão sendo vendidas por R$ 7.160 nas alternativas Cargo e Fan, enquanto a versão básica do Renault Kwid custa R$. Apesar de simples, parecem desportivas quando comparadas às primeiras produzidas.

“O que a CG tinha de melhor era também o que tinha de pior, já nasceu desatualizada. Mas o presidente da Honda na época, Ossamu Iida, alegava que uma moto nacional devia ser assim, pois era durável, com manutenção simples e confiável”, alega o engenheiro e jornalista Josias Silveira, 72.

“Faz 43 anos, com o encerramento de as importações o mercado falecia depressa, pois vivia de motocicletas estrangeiras, não havia mais o que vender. A inauguração da fábrica com o lançamento da CG significou um recomeço”, conta Silveira, que é dono de duas 125 antigas, produzidas em 1976 e 1980.

A partir de 2019, todas as motocicletas produzidas no país precisam trazer ao menos um desses itens de segurança.

Ele fez uma viagem de Manaus a São Paulo com uma das primeiras unidades produzidas. Foram 15 dias na estrada sem nenhum problema mecânico. “O japonês estava certo, a CG 125 devia ser daquele jeito mesmo.”

A moto mudou bastante em quatro décadas, mas deixou de ser interessante para seu maior público: jovens que a usam diariamente Brasil afora como ferramenta de trabalho. Embora mais caras, as alternativas com motor maior tomaram espaço.

Faz 11 anos, 30, trocou sua CG 125 ano 2008 por a versão 150, em 2013 o mecânico e motoboy Denis Kauê Terashi Marques.

Marques declara: “Houve uma grande evolução do motor, a 150 vibra menos e, na versão que eu adquiri, é flex e tem partida elétrica”. Ele afirma que consegue rodar 36 quilômetros com um litro de etanol misturado a um pouco de gasolina.

O mecânico explica que os gastos com manutenção são os mesmos e que a diferença de custo entre a CG 125 e a atual 160 é pequena. O valor modalidade de venda popular é diluída em o consórcio, entre os compradores de essas motocicletas.

Conheça a história do modelo

1971 – É inaugurada a Honda Motor do Brasil, com sede em Sumaré . A companhia importa motos do Japão

1976 – A CG 125 começa a ser montada em Manaus. Nos primeiros meses, 1.500 unidades são feitas por dia. Tem 11 cv de potência e cotação com quatro passeatas

1979 – É arremessada a CG 125 Turuna, com mudanças no motor e pedido desportivo

1981 – Honda arremessa a primeira motocicleta do mundo movida a álcool

1983 – CG passa por sua primeira reformulação. Fica mais longa e recebe o sistema Ecco, para poupar gasolina e poluir menos

1986 – Farol redondo é trocado por um novo, retangular, e cotação passa a ter cinco passeatas

1989 – Conselho Interministerial de Preços restringe os valores cobrados por motos com motores de até 150 cm³. Honda arremessa CG 125 Today, que custava mais sem oferecer nada bastante diferente das outras versões

1992 – Nova mudança no motor amplia potência de 11 cv para 12,5 cv

1994 – Mudanças de estilo salvam contornos arredondados e versão Today é trocada pela Titan

2000 – Nova remodelação e lançamento do sistema antiesvaziamento do pneu traseiro: um líquido colocado na câmara de ar funciona como selante em caso de furo

2003 – Série especial dourada festeja 5 milhões de unidades

2004 – Honda exibe a sexta geração da CG, que agora tem versões com motor de 150 cm³

Outro motivo para o término da produção é o ganho de escala daalternativao mais cara CG 160 , A partir de agora, asalternativass disponíveis terão sempre o motor de 160 cm³ .

2009 – Moto passa por sua maior remodelação e ganha a versão 150 Mix, que pode rodar com álcool e gasolina

2013 – CG 125 muda novamente e passa a ser vendida com três anos de garantia

2018 – No dia 21 de dezembro, última CG 125 é montada em Manaus

Fonte: FolhaGeneric

Sentiment score: SLIGHTLY POSITIVE

Countries: Brazil

Cities: Sumare, Manaus, Guaruja

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Em 4 décadas, moto Honda CG 125 vendeu mais que Fusca
>>>>>Campeã de vendas no Brasil, Honda CG 125 deixa de ser produzida – February 06, 2019 (FolhaGeneric)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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