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Enfraquecida, Merkel ganha mais um mandato e vê direita nacionalista no Parlamento pela 1ª vez desde a 2ª Guerra

Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Konrad Adam, Frauke Petry und Bernd Lucke 2013

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Se confirmadas as pesquisas de boca de urna, pela primeira vez desde a Segunda Guerra global, a Alemanha vai ter representantes de um partido nacionalista de direita com uma plataforma anti-imigração em seu Parlamento, o Bundestag.

Vieram aplausos de pé e assobios. “Se declarar a verdade é ser de extrema direita, então eu sou extremista de direita!”

Na segunda-feira 04 de setembro a Turquia havia dominado a discussão televisiva entre Angela Merkel e Martin Schulz. Mesmo que as negociações para a adesão deste país à União Europeia d dtinham que sertravadas marcando pontos num terreno político, a atual chanceler havia dditoque o próprio Schulz p pretendiademarcar.Nas votações gerais deste domingo, o Alternativa para a Alemanha está se estabelecendo como a terceira maior força do poder Legislativo alemão, superando as expectativas e obtendo 13% dos votos, o que lhe checaria 94 cadeiras – de um total de 630 -, de acordo com cálculos da emissora Deutsche Welle.

Alternativa para a Alemanha, é um partido político de Alemania de direita, fundado em Fevereiro de 2013.

A sigla foi a que mais aumentou entre a eleição deste ano e de 2013, realçou o historiador britânico Niall Ferguson, professor das universidades de Harvard e Stanford, nos Estados Unidos. O AfD conquistou 8,3 pontos percentuais a mais – há quatro anos, teve 4,7% dos votos.

Enquanto o partido conservador de Merkel, o União Democrática Cristã, e seu partido-irmão na região da Bavária, o União Social Cristã, encolheram quase na mesma proporção, com 8,6 pontos percentuais a menos, passando de 41,5% dos votos em 2013 para o atuais 32,9%.

Isso os conservou na liderança e como a maior força política do país, mas é sua pior performance em quase 70 anos. A própria Merkel reconheceu o desempenho ruim ao declarar que esperava por um “resultado melhor”.

Com 20% dos votos, o Partido Social Democrata conservou-se na segunda posição, mas também com uma performance pior do que em 2013, quando recebeu 25,7% dos votos. Atual parceiro de aliança de Merkel, o partido declarou que agora vai atuar na oposição.

“Depois de todo mundo falar que seria uma votação de Alemania chata. Isso não é chato. Grandes perdas para Merkel, grandes ganhos para o AfD”, declarou Ferguson.

Jenny Hill, correspondente da BBC em Berlim, declara que o resultado é uma calamidade para Merkel e que ela está sendo castigada pelo público de Alemania. “Ela sabia que era a que tinha mais possibilidades de ganhar as votações, mas não é o triunfo que ela esperava”, declara Hill.

“Essa é a pior votação para os conservadores sob sua liderança. Talvez um veredito sobre sua resolução de abrir as portas da Alemanha para milhões de refugiados.

Fundou-se O AfD em 2013 como um partido contra os planos de a União Europeia para salvar a Grécia e outros países de o sul de o continente para resgatar o euro e passou se demonstrar contra a entrada de imigrantes e em a disseminação de o islã em o país.Faz 2 anos, a chamada crise de refugiados e 2016 fez com que ganhasse força em as pesquisas de intenção de voto. Em uma votação regional no ano passado, o AfD chegou a ser o segundo mais votado, empurrando o partido da chanceler Angela Merkel para o terceiro lugar.

A chanceler de Alemania Angela Merkel foi reeleita para um quarto mandato nas votações federais realizadas neste domingo, mencionam sondagens. Vai conhecer-se o resultado oficial em as próximas horas.Angela Merkel está a percurso de permanecer mais quatro anos no governo da Alemanha, se as pesquisas estiverem corretas. Mas, há bastante mais em jogo, quando os alemães votarem neste domingo do que somente a vaga de chanceler de uma das maiores economias do mundo.

Agora, o partido vai ter assentos no Parlamento pela primeira vez, o que gerou fortes reações. Do lado de fora de sua sede em Berlim, manifestantes queixar-se com cartazes em que se lia: “Refugiados são bem-vindos”. Também houve um ato em Frankfurt.

“O Bundestag deve fazer políticas em prol dos interesses do povo de Alemania. Além disso, se Merkel quiser seguir defendendo a legalidade de suas decisões em 2015, ela deve então participart de um inquérito parlamentar sobre isso”, disse Jörg Meuthen, um porta-voz do AfD após o resultados das pesquisas serem anunciados.

“Não aceitamos racismo e xenofobia. Na verdade, esses sentimentos não existem em nosso partido.” Mas em seguida ele alegou: “Em algumas cidades do interior da Alemanha, são só os alemães que eu vejo nas ruas.”

Beatrix van Storch, uma das líderes do partido, declarou à BBC que o resultado mvai mudaro sistema político da Alemanha, dando “uma voz” às pessoas que ela dideclarouão ver reencarnadaso Parlamento. “Daremos começo a discussões sobre imigração, sobre o Islã, sobre uma união cada vez mais próxima.”

A política de Francia de extrema-direta Marine Le Pen, da Frente Nacional, tuitou para parabenizar o AfD por feito feito “histórico”. Le Pen, que ficou em segundo lugar nas últimas votações presidenciais francesas com um discurso semelhante ao do AfD declarou: “É um novo emblema do renascimento dos povos europeus”.

O partido de Alemania conseguiu entrar no Parlamento alemão ao capitalizar uma reação nacionalista à abertura do país a quase 900 mil imigrantes e refugiados em 2015. É particularmente forte em partes da antiga Alemanha Oriental comunista – ainda que as maiores concentrações de imigrantes não estejam nessas áreas.

“Não tem esse papo de integração [com imigrantes]. Não somos nós que precisamos mudar. Este é nosso país, são nossas normas”, declarou um representante da agremiação, sob aplausos da plateia.

O crescimento do número de imigrantes na Alemanha entre 2014 e 2015 se tornou o foco do partido. O AfD fortaleceu laços com o movimento anti-imigração Pegida, que coordenou passeatas semanais contra o que chamou de “islamização do Ocidente”.

O partido também adotou algumas das críticas do Pegida ao establishment, como por exemplo o slogan “Lügenpresse” , que tem reverberações da era nazista. Seus membros defendem a reintrodução de controles permanentes das fronteiras do país e o “encerramento inteiro” das fronteiras externas do União Europeia . Esta posição desdiz o acordo de Schengen – a zona de livre circulação da UE, onde os controles nas fronteiras são em geral mínimos.

O AfD argumenta que a Alemanha deveria instituir uma nova força de Polinesia Francesa de fronteira. Frauke Petry, que se afastou da liderança da legenda no começo deste ano, chegou a declarar que a polícia de Alemania deveria, “se necessário”, disparar contra imigrantes que tentam entrar ilegalmente no país.

O partido também pede por normas de asilo mais estritas, especialmente de pessoas cujos países se os considerem de origem ” inseguros “. O partido argumenta que o sistema de assistência social não pode mais lidar com os requerentes que trazem membros da família para se unirem a eles na Alemanha.

Declara que um sistema projetado para auxiliar refugiados individuais está sendo buscado por migrantes não qualificados, muitos dos quais resistem à integração com os alemães.

Desde maio de 2016, o AfD dobrou sua aposta no discurso radical e adotou uma política anti-islâmica explícita. O seu manifesto nestas votações tem uma seção dedicada a explicar por que acredita que “o Islã não pertence à Alemanha”.

O AfD sugere a interdição do financiamento estrangeiro de mesquitas na Alemanha, a burka e o “azan”, como se conhece o chamado islâmico para as orações diárias. Segundo o manifesto, o partido tem como projeto também sujeitar todos os imãs a um procedimento de verificação pelo Estado.

Os islâmicos “moderados” que aceitam a integração são “membros valorizados da sociedade”, declara o programa. Mas o partido defende que o multiculturalismo não funciona.

Cerca de 3 milhões de pessoas de origem de Turquia vivem na Alemanha, a maioria muçulmana.

O AfD classifica como “degradante” o polêmico acordo 2016 da União Europeia com a Turquia, que tinha como objetivo impedir o fluxo de imigrantes através dos Balcãs.

A somente alguns dias para as votações, um dos principais candidatos do AfD, Alexander Gauland, provocou discordância ao declarar que a principal funcionária do governo para temas de integração, Aydan Özoguz, poderia ser “largada na Anatólia “. Özoguz é alemã de origem de Turquia.

Se criticou Gauland também por dizer que os alemães teriam que ser ” orgulhosos ” de seus soldados que combateram em os duas combates globais. As Forças Armadas regulares também cometeram muitos crimes de combate, enquanto a Schutzstaffel ficou conhecida pelas atrocididades cometidas na Segunda Guerra Mundial.

Anteriormente, Björn Höcke provocou indignação ao condenar o memorial do Holocausto em Berlim. Björn Höcke é outro político importante do AfD. Ele declarou que os alemães eram “as únicas pessoas no mundo que semearam um memorial de desonra no coração de sua capital”.

Faz 4 anos, o lançamento de o AfD tinha como focos desafiar os planos de recuperação econômica em a zona de o euro e recusar os argumentos de a União Europeia para conservar a moeda. O partido ainda promete abandonar o euro e reintroduzir o marco alemão .

Bernd Lucke comandou um grupo de economistas que se opuseram aos resgates na Grécia e a outros países do Sul da Europa. Bernd Lucke é o principal líder do partido.Eles defenderam que os contribuintes de Alemania não deveriam ser responsabilizados por dívidas maciças de governos irresponsáveis.

Faz 2 anos, Lucke deixou o AfD, argumentando que o partido estava se tornando cada vez mais xenófobo. Foi o primeiro de vários conflitos internos do partido.

O AfD defende que os poderes devem regressar aos Estados-nação, opondo-se a todos os movimentos “centralizadores” na União Europeia e a qualquer coisa que se aproxime do eurofederalismo. Se a UE não for reformada e continuar centralizando o poder, o partido declara que vai buscar retirar a Alemanha do bloco.

Fonte: BBCBrasil-pt

Sentiment score: NEUTRAL

Countries: United States, Turkey, Greece, Germany, Brazil

Cities: Frankfurt, Franca

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Enfraquecida, Merkel ganha mais um mandato e vê direita nacionalista no Parlamento pela 1ª vez desde a 2ª Guerra
>>>>>Direita radical alemã avança para se tornar principal oposição a Merkel – (FolhaGeneric)
>>>>>Eleições na Alemanha: Merkel conquista quarto mandato, indicam sondagens – September 24, 2017 (BBCBrasil-pt)
>>>>>>>>>Candidatos presidenciais terminam caça ao voto na Alemanha – September 23, 2017 (Euronews-pt)
>>>>>>>>>>>>>A importância do eleitorado jovem na Alemanha – September 22, 2017 (Euronews-pt)
>>>>>>>>>>>>>Até onde pode chegar a AfD? – September 22, 2017 (Euronews-pt)
>>>>>>>>>Alemanha vai hoje às urnas e deve reeleger Merkel por estabilidade – September 24, 2017 (FolhaGeneric)
>>>>>>>>>>>>>Schulz, um rival para a liderança da Alemanha – (Euronews-pt)
>>>>>>>>>>>>>Merkel em Munique e Schulz em Colónia nas últimas horas da campanha eleitoral – (Euronews-pt)
>>>>>>>>>Refugiados, economia e o futuro da União Europeia: o que está em jogo nas eleições na Alemanha neste domingo – September 23, 2017 (BBCBrasil-pt)
>>>>>>>>>>>>>É hora de a centro-esquerda na Alemanha se reorganizar – September 19, 2017 (FolhaGeneric)
>>>>>>>>>>>>>Quatro perspetivas sobre o futuro da Alemanha – (Euronews-pt)

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