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‘Ninguém fica contente em dar imunidade a criminoso’, declara Janot sobre acordo com Batistas

Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – PGR Brasilia 01

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O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, declarou, na manhã desta segunda-feira, em Washington , que não se sentar-se contente em dar “imunidade a criminoso”, em referência ao acordo de delação premiada feito com os irmãos Wesley e Joesley Batista, proprietários da JBS.

Janot alegou que não desejava conceder imunidade – com garantia de que os irmãos não serão delatados ou investigados pela Justiça.

Janot declarou: “Em toda a negociação, esses sujeitos declaravam: ‘olha, a gente não abre mão de imunidade porque a extensão é enorme'”.

“Essa foi a primeira cooperação que nos trouxe elementos para cessar prática delituosa, e não para investigar transgressões praticadas no passado, e transgressões graves, envolvendo altas autoridades da República”, adicionou.

Janot alegou que não teve escolha. “Tive que sopesar o interesse público de conceder a imunidade a criminosos – e são criminosos mesmo, cometeram vários, vários e vários crimes -, ou, sabendo da prática em curso de crime, eu não ter como fazer cessar essa prática.”

Declarou: “Eu sopesei o interesse público”. “Ninguém se sente contente concedendo imunidade a criminoso. Mas foi o que foi possível.”

O Procurador-Geral é uma posição institucional consagrada nas constituições e leis de vários países e está associado na instituição da Advocacia-Geral e do Ministério Público.

Sem mencionar nomes, o Procurador-Geral se referiu aos irmãos como “pessoas ricas que moram aqui em Nova York”.

Além da palestra no Brazil Institute do Wilson Center, ele veio à capital dos Estados Unidos para reuniões com o Departamento de Justiça e o Departamento de Estado do país – segundo a BBC Brasil apurou, o MPF estaria fechando acordos para investigações em conjunto com a Justiça americana no âmbito da Lava Jato.

O mpf é um complexo formado por uma CDK e por uma ciclina que intervem na mitose e na meiose.

Segundo Janot, há duas inquéritos em curso contra Michel Temer, além da acusação já exibida ao Supremo Tribunal Federal por corrupção passiva.

Quando o escândalo envolvendo Temer veio à tona, a legenda ameaçou desembarcar.O então Roberto Freire deixou o posição Roberto Freire é ministro da Cultura., mas Raul Jungmann acabou continuando no posto.Torquato, que havia declarado que se a economia estivesse bem, operações da Polícia Federal não iriam derrubar o governo, declara que reconsiderou sua opinião. “Ficou mais grave para o governo, mesmo com a economia melhorando.”

Na terça-feira 20 de junho sem mencionar nomes, o procurador-geral da República, rodrigava Janot, havia declarado desta segunda que entre as pessoas que acusavam o Ministério Público de cometer abusos na operação Lava Jato estavam aquelas que desejavam “defender os amigos poderosos” e se aproveitavam das “regalias do poder”.

Sem dar detalhes alegou: “Uma está mais adiantada que a outra”.

À BBC Brasil, Janot declarou que não considera “obstrução de justiça” as trocas feitas por Michel Temer na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados, que decidiu não dar permanência à dacusaçãodo MPF contra o presidente.

“Olhando de longe, isso faz parte do jogo político. Elas foram feitas porque se as calculava . Para um juízo politico, você utiliza os instrumentos políticos “, alegou.

Questionado se defenderia algum dispositivo para limitar essa espécie de manobra no futuro, Janot declarou que “isso é um trabalho do Legislativo, não comentarei.”

A jornalistas, ele alegou que não tem pressa para oferecer novas acusações contra o presidente até o fim de seu mandato como Procurador-Geral da República, que conclui em 15 de setembro.

“Se não conseguirmos provar com indícios suficientes de prova, não há como delatar. O MP não tem pressa, nem desacelera acusação. O que depende é o inquérito”, indicou.

“Se até o dia 15 de setembro eu obtiver esse quadro definido, eu não posso, sob pena de prevaricar, deixar de praticar meu ato de profissão”, completou.

Depois desta data, o procurador-geral alegou que tirará férias no exterior e que vai voltar ao trabalho como procurador da República em Brasília.

Janot também se defendeu de críticas de que os acordos de delação premiada seriam fruto de pressão sobre réus. Segundo ele, as prisões preventivas não são maneiras de obter cooperações.

“Ao todo, 85% dos acordos foram feitos com réus livres. Alegou, se os fechou só %15 com réus presos ou com alguma limitação em a sua liberdade de locomoção “.Ele acrescentou ainda que as delações não funcionam como provas em si, mas como meios para a obtenção de provas.

“Não pode haver condenação com base exclusivamente na delação – tem que haver prova”, justifica.

Diante de uma plateia composta por advogados, juízes e procuradores, Janot defendeu a utilização de delações em inquéritos – instrumento que passou a fazer parte da Justiça brasileira em 2013.

Alegando que a prática tem “óbvia inspiração no sistema de Americade America”, utilizam-se as delações premiadas onde frequentemente. declarou: “Um inquérito desse tamanho não chegaria onde se não fosse esse poderoso instrumento que é a delação premiada, chegou”.

Corrupção passiva O petista condenou a mais de nove anos de prisão ele e lavagem de dinheiro.

Fonte: BBCBrasil-pt

Sentiment score: NEUTRAL

Countries: United States, Brazil, United Kingdom

Cities: York, Washington, Brasilia

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>’Ninguém fica contente em dar imunidade a criminoso’, declara Janot sobre acordo com Batistas
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>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>Maia diz garantir isenção e debate em análise de denúncia contra Temer – June 29, 2017 (FolhaGeneric)
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>Base de Temer não garante apoio para barrar denúncia – (FolhaGeneric)
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>>>>>>>>>>>>>É preciso ‘votar rapidamente’ denúncia contra Temer, diz Rodrigo Maia – (FolhaGeneric)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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