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No PSB, Aldo critica corporações que desejam ‘trocar a política’

Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Aldo Rebelo (foto oficial de Ministro da Defesa)

O ex-presidente da Câmara e ex-ministro Aldo Rebelo trocou nesta terça-feira o PC do B pelo PSB, com um discurso em que criticou “corporações iluminadas” que pretendem “trocar a política”.

José Aldo Rebelo Figueiredo é um jornalista e político brasileiro, membro do Partido Socialista Brasileiro, foi vereador a cidade de São Paulo entre 1989 e 1991, pelo PCdoB.

Se o assinala como ” coringa ” para o PSB em as ições de 2018, rebelo assinou a ficha de filiação ao partido socialista depois de militar por 40 anos nas fileiras do PC do B. Ele : pode ser candidato a presidente, vice-presidente ou senador.

A presidente presidente nacional do PCdoB Luciana Santos não explicou os motivos que levaram ao afastamento de Rebelo da legenda, em 14 de agosto deste ano.

Em seu discurso, o ex-ministro dos governos Lula e Dilma Rousseff defendeu a valorização da política tradicional e fez uma crítica ao Ministério Público e ao Judiciário.

“Vemos hoje uma tentativa de corporações que se julgam deuses de tentar subtrair da política os destinos da população. Temo que reafirmar a política como único percurso e opção. Nenhuma corporação iluminada pode trocar a política”, alegou em seu discurso.

Rebelo fez ainda uma comparação velada entre o momento atual e as circunstâncias do golpe militar de 1964, em que “corporações públicas tentaram trocar a política”. “E sabemos o que isso produziu.”

Em entrevista após a cerimônia, o ex-deputado alegou que o guerrazinha à corrupção é uma tarefa importante, mas que “utilizar essa prerrogativa para trocar a política não é razoável”.

Questionado sobre os inquéritos contra o ex-presidente Lula, Rebelo declarou que o interesse contra o petista move as denúncias de “afastá-lo da disputa eleitoral”.

“Até hoje, o presidente Lula tem procurado se defender das denúncias que têm sido feitas a ele. Fatos movem não somente essas denúncias. Ninguém deve ser afastado de uma disputa eleitoral a não ser quando há provas e julgamento definitivo com provas dos crimes que essa pessoa cometeu. Se exibiram essas provas até hoje, não “, disse.

Rebelo, que foi ministro da Defesa de 2015 a 2016, declarou que não vê “clima nem interesse” nas Forças Armadas em realizar uma intervenção militar no Brasil, apesar de declarações nesse sentido feitas pelo general Antonio Hamilton Mourão.

“Convivi com os militares no Ministério da Defesa e não acho que esse seja o ânimo. Isso traria consequências bastante ruins para o país e para os próprios militares, que não querem participar de outra situação como a que nós vivemos no passado”, disse.

O ex-ministro evitou criticar a resolução do governo e do comando do Exército de não castigar Mourão formalmente, e se restringiu a defender o respeito à hierarquia e à disciplina na corporação.

“É um risco para a própria instituição, quando se quebra isso de alguma maneira. Você tem um pronunciamento de um general, depois de um coronel, depois de um major, de um sargento, de um cabo… E isso não é uma coisa boa. É importante conservar esses princípios.”

A filiação de Aldo Rebelo ao PSB é um movimento do partido para aumentar suas fileiras e tentar exibi o partido como uma opção ao PT no campo da esquerda.

Em nota, a presidente nacional do PCdoB Luciana Santos declarou que “dada a convergência de opiniões políticas e os fortes laços que continuam ligando Aldo ao nosso Partido, conservaremos o diálogo em torno das grandes questões nacionais”.

“Os dirigentes defendem que o PSB não seja parte do projeto de um outro partido e ele tenha seu projeto e busque a unidade, mas sem subordinação”, declarou Rebelo.

O ex-ministro alegou que é preciso conservar o diálogo com os petistas, apesar de alguns dirigentes do PSB defenderem o distanciamento entre a sigla e o PT. “A unidade extensa pressupõe diálogo com todos, sem uma atitude de subordinação ou de reboque aos objetivos de outras legendas.”

Carlos Siqueira defendeu que o PSB assuma a importância nesse campo. Carlos Siqueira é o presidente da sigla. “Podemos conversar com todos, e tem um pedido do PT para isso, mas precisamos sair da polarização. É uma polarização que não faz bem para o Brasil. Fechou-se esse ciclo.”

Faz 3 anos, o ex-deputado Beto Albuquerque, que foi candidato a vice-presidente em a chapa de Marina Silva fez coro. “Não há crise de identidade no PSB. Quem tem crise é quem entrou em um partido socialista desejando ser liberal. Refundaremos a esquerda sem cair no precipício do PT.”

Fonte: FolhaGeneric

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>No PSB, Aldo critica corporações que desejam ‘trocar a política’
>>>>>PSB anuncia filiação do ex-ministro Aldo Rebelo ao partido – September 26, 2017 (FolhaGeneric)

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