O que a votação do conservador Iván Duque na Colômbia pode significar para a paz com as Farc

Por: SentiLecto

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O candidato conservador eleito neste domingo à Presidência da , Iván Duque, prometeu mudanças no acordo de paz negociado com a antiga guerrilha Farc para que “as vítimas sejam o centro do processo, para garantir verdade, justiça e rconserto.

O próximo mandatário de Colombiade Colombia, que vai assumir a posição em agosto, é crítico ao histórico acordo de paz assinado pelo presidente Juan Manuel Santos em novembro de 2016 para acabar com um conflito armado que durou mais de 40 anos e que garantiu aos ex-guerrilheiros cadeiras no Congresso. Para Duque, o documento é bastante leniente com os traficantes de drogas.

Mesmo assim, ele declarou em seu primeiro discurso após o triunfo, em Bogotá, que satisfará o acordo. “Não rasgarei , mas vou fazer de tudo para que ele seja satisfeito com ajustes necessários, mas que sempre serão baseados em consensos sociais e parlamentares.”

Disse: “Essa paz que ansiamos terá correções para que as vítimas sejam o centro do processo de garantia da verdade, de justiça e de conserto”.

Duque, do partido Centro Democrático, do ex-presidente Alvaro Uribe, teve mais de 10,3 milhões de votos e derrotou o esquerdista Gustavo Petro no segundo turno das votações, com 53,98% dos votos válidos contra 41,81% do inimigo.

Iván Duque, do partido Centro Democrático, é o novo Presidente da Colômbia. O candidato da direita de Colombia foi eleito na segunda volta das Presidenciais. Duque conseguiu, de acordo com dados oficiais contra 41,8 por cento, do candidato do movimento Colômbia Humana, Gustavo Petro. Dados oficiais são 54 por cento dos votos.

No domingo 27 de maio os eleitores de Colombiade Colombiade Colombia vão às urnas em evotaçõespresidenciais levando muitos fatores em conta: h hádesde uma cpossibilidadeinédita da esquerda de chegar ao poder até ddiscussõesquanto a se i iráadiante o acordo de paz com as Farc , que pelo primeiro ano p participavamdo jogo eleitoral como partido político.

Em sua fala após ter sido eleito, ele evidenciou diversas vezes que o momento é de juntar a Colômbia, que passa por uma grande polarização. E prometeu combater contra a corrupção.

“Eu darei todas, absolutamente todas as minhas energias para juntar este país. É bastante importante declarar à toda a Colômbia que não há cidadãos derrotados”, ddeclarouele, que está prestes a completar 42 anos. “Esta é a chance que esperávamos de modificar a página de polarização. Eu não vou conduzi com Animosidade.”

No ano passado, a maioria dos rebeldes das Farc se desmobilizaram e passaram a integrar o partido político Força Revolucionária Alternativa do Comum. Cerca de 7 mil membros da antiga guerrilha entregaram mais de 8 mil armas à ONU.

Duque não pode mexer no tratado, que foi blindado a mudanças até 2026. Mas o presidente eleito poderá sugeri mudanças por meio de emendas constitucionais exibidas ao Congresso.

Pouco depois do discurso de Duque, o partido das Farc emitiu um comunicado no qual disse sua disposição de se encontrar com o presidente eleito para exibi seus pontos de vista do acordo de paz.

O texto declara: “Só essa unidade, modificada em organização e mobilização, poderá deter a tentação dos setores mais desacelerados da política nacional, de aprofundar as Animosidades e as diferenças de todas as espécies, com a única finalidade de perpetuar seus privilégios”.

Por sua parte, Rodrigo Londoño realçou via Twitter que as votações de domingo foram as mais quietas das últimas décadas, algo que ele atribuiu ao processo de paz. Rodrigo Londoño é ex-líder do grupo guerrilheiro e atual presidente do partido das Farc.

“É um momento de grandeza e reconciliação, respeitamos a resolução da maioria e parabenizamos o novo presidente. Vamos ao trabalho que as estradas da esperança estão abertas”, alegou.

Entre as críticas de Duque ao acordo de paz com as Farc está o fato de os rebeldes poderem ser candidatos sem terem satisfeito pena pelos crimes de que são acusados.

“A Justiça Especial pela Paz , tal como está, é um dispositivo de impunidade que permite a elegibilidade política dos criminosos contra a humanidade, e ficou claro que declarar toda a verdade não significa aceitar a responsabilidade. Isso é uma zombaria com as vítimas e uma grande afronta ao nosso estado de direito”, disse Duque em entrevista ao jornal de Espanha El País.

Duque critica o fato de o acordo permitir a anistia dos crimes cometidos para financiar a guerrilha. Isso, segundo ele, torna o tráfico anistiável.

O mandatário também já criticou o que considera falta de controle sobre armas escondidas que não foram entregues para a devastação, assim como o dinheiro oculto dos guerrilheiros que não teria sido entregue para reparar as vítimas.

Fonte: BBCBrasil-pt

Sentiment score: POSITIVE

Countries: Colombia

Cities: Bogota

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>O que a votação do conservador Iván Duque na Colômbia pode significar para a paz com as Farc
>>>>>Vitória de Duque nas presidenciais pode comprometer acordo com FARC – June 18, 2018 (Euronews-pt)
>>>>>>>>>Segunda volta das presidenciais na Colômbia – June 17, 2018 (Euronews-pt)

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