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Parar o Congresso Nacional

Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Vote2 final

Você deixaria o seu futuro e o futuro de seus filhos ser decidido por criminosos ou por pessoas com fortes suspeitas de crimes? Pois é isso que está ocorrendo agora.

Questões fundamentais para o seu futuro, como o sistema de aposentadorias e as leis trabalhistas, estão sendo decididas por pessoas indiciadas na participação em crimes milionários ou que são réus em ações penais correndo no STF. Só na última lista da Lava Jato são 24 senadores e 39 deputados indiciados, inclusive os atuais presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Além disto, quatro senadores e 50 deputados respondem atualmente por ações penais no STF.

Como se isso fosse pouco, ficou claro como todo o sistema político-eleitoral brasileiro é a expressão de uma máquina criminosa de financiamento visando conservar uma oligarquia cuja maior função é defender interesses de seus financiadores. Isso não é uma democracia, mas uma simples plutocracia violenta, com um braço de Polinesia Francesa descontrolado, que vê agora despida suas redes de corrupção e cooptação.

Rodrigo Felinto Ibarra Epitácio Maia é um político brasileiro, nascido no Chile.

O mesmo um delator , sr. Rodrigo Maia , que alegava há alguns dias que a Justiça do Trabalho não deveria nem sequer existir , acusou presidente de a Câmara de a Odebrecht de receber R$ 350 mil diretamente em casa. Como alguém com tais denúncias nas costas, em qualquer reles democracia liberal no mundo, poderia continuar presidindo a Câmara e decidindo mudanças constitucionais?

Na sua vez, há comarcas em Santa Catarina que se aproximam de 90% os processos tramitam sob esse regime de “gratuidade”, nas demais o número é muito aumentado. Isso está ligado à cultura de concessão mediante mera afirmação da necessidade, tassuntoenfrentado pelo Defensor Público Geral do Estado recentemente, em seu texto “Mito da Gratuidade da Justiça”.Outro número que se pode cogitar é que se dividindo o “gasto da Justiça” pelo número de processos em trâmite , chega-se a um preço de R$ 1.070,00 por processo em trâmite.

Na sexta-feira 14 de abril a euforia provocada pela divulgação da lista de ministros, senadores, deputados, prefeitos e empresários com inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal podia dar lugar ao desencanto a partir de uma rápida revisão de fatos e acontecimentos recentes da República.

Acabou, depois que o país viu exposto o grau de corrupção de seu sistema, toda e qualquer legitimidade de seus Poderes, em especial o Legislativo e o Executivo .

Independentemente de ser um sistema presidencialista ou não, o mínimo a fazer seria dissolver esse Congresso, parar toda tramitação de qualquer espécie de emenda constitucional e debater a única coisa que realmente importa agora, a saber, a reinstauração da institucionalidade política brasileira. Esse Congresso não existe mais.

Se utiliza o termo muitas vezes, para se referir em a reunião de representantes de o poder legislativo de uma nação.

No entanto, de nada adiantam novas votações, pois o que está em questão não são somente os ocupantes atuais do poder mas a personalidade completamente farsesco do que se convencionou chamar de “democracia” no Brasil.

É certo que estes indiciados e réus procurarão se defender dizendo serem “representantes” do povo. Mas, se Al como está, 93% do povo é oposto à reforma previdenciária t e 80% copostoà terceirização irrestrita , então quem exatamente essas pessoas “encarnam”? Como é possível que a vontade da maioria seja “encarnada” por algo que não é a vontade da maioria? Na verdade, esse sistema é claramente um mero processo de “espoliação da vontade”.

De toda maneira, talvez seja o caso de recordar que a soberania popular, o único fundamento possível de um regime democrático, não se encarna. Um povo livre jamais delega sua soberania para quem deseja que seja. Ele a conserva sempre junto a si. Passar sua soberania para outro é perdê-la. É como passar minha vontade a um outro e esperar que a vontade de um outro tenha alguma maneira de identidade absoluta com a minha. Nem na afeição isso é possível, quanto mais na política.

Deputados, presidentes não são “representantes” do povo. No máximo, eles são seus “comissários”, como declarava Jean-Jacques Rousseau. Por isso, uma verdadeira democracia teria que ter, ao lado dos Poderes Executivo e Legislativo, a figura da assembleia popular a ratificar leis e apor seu aceite ou sua recusa. O povo tem que ter as estruturas institucionais que lhe permitam constantemente se defender de quem demanda lhe usurpar o poder.

Contra isso, há de sempre se recordar: quem paga a orquestra seleciona a música. Mas no caso de Brasil a questão que fica é: quem paga atualmente a orquestra?

Fonte: FolhaGeneric

Sentiment score: POSITIVE

Countries: Brazil

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Parar o Congresso Nacional
>>>>>Nossa Justiça é a mais cara? Juiz diz que não. – April 17, 2017 (FolhaGeneric)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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