Por que quase não há registros dos primeiros cinco anos da internet

Por: SentiLecto

Estes são links externos e vão abrir numa nova janela

Faz 14 anos, o aluna Alex Tew teve uma ideia de um, em 2005. O jovem de 20 anos estava pensando em como pagar um curso de de três anos.

Tew já estava inquietado com o fato de que sua conta entraria ainda mais no negativo. Então, rabiscou em um papel: “Como se tornar um milionário”.

Vinte minutos depois, ele chegou ao que pensou ser a resposta. Tew instituiu um site chamado Million Dollar Homepage .

Era quase ridiculamente simples: no site, havia um milhão de pixels de espaço publicitário, disponíveis para serem comprados em blocos de 100 a US$ 1 por pixel. Depois de adquiri-los, eles seriam do seu novoproprietárioo para sempre. Tew seria um milionário, quando o milionésimo bloco fosse vendido. Pelo menos, esse era o plano.

Depois que Tew gastou 50 euros para registrar o domínio, arremessou-se A Million Dollar Homepage em 26 de agosto de 2005 e configurar a hospedagem. Os anunciantes adquiriram pixels e forneceram um link, uma imagem minúscula e uma pequena quantidade de texto para quando o cursor pairasse sobre ela.

Depois de pouco mais de um mês, graças ao boca-a-boca e à crescente atenção da mídia, a página de Tew arrecadou mais de US$ 250 mil. Faz 13 anos, os últimos 1 mil pixels foram vendidos em leilão por US $ 38,1 mil, em janeiro de 2006. Tew realmente conseguiu o seu US$ 1 milhão.

O Million Dollar Homepage ainda está online, quase uma década e meia depois de ter sido instituído.

Muitos dos clientes – que incluem o jornal britânico The Times, o serviço de viagens Cheapflights.com, o portal Yahoo! e a dupla de rock Tenacious D – tiveram 15 anos de anúncio com esse pagamento único. O site ainda tem milhares de visitantes todos os dias. Provavelmente, foi um investimento bastante bom.

Tew, que agora conduz o aplicativo de contemplação Calm, tornou-se um milionário. Mas a página que ele instituiu também se tornou outra coisa: um museu vivo para os primórdios da internet.

Quatorze anos podem não parecer muito tempo, mas, na internet, é como uma era geológica.

Cerca de 40% dos links na página inicial do Million Dollar Homepage são de sites extintos. Muitos dos outros agora levam a páginas diferentes, após o endereço ter sido vendido para novos donos.

O Million Dollar Homepage mostra que a decadência deste fase inicial da internet é quase invisível.

No mundo analógico declaremos, um jornal local é frequentemente divulgado. O mundo analógico é o encerramento de. Mas sites falecem muitas vezes sem alarde, e quando você clica em um link, o primeiro indício que você pode ter de que eles não estão mais lá é e se depara com uma página em branco.

Cerca de uma década atrás, passei dois anos trabalhando em um blog de rock e na seção de música do portal AOL, um grande pioneiro da internet agora pertencente à ecompanhianorte-americana de telefonia Verizon.

Editei ou escrevi centenas de resenhas, notícias de música, vislumbradas de artistas e listas. O Facebook e o Twitter já eram grandes fontes de audiência, e os smartphones nos conectavam à internet entre o escritório e nossa casa. Navegar havia se tornado uma atividade constante.

Se eu precisasse mostrar, você poderia razoavelmente supor que o meu trabalho desta época, bastaria fazer uma pesquisa no Google. Mas você estaria errado.

Em abril de 2013, o AOL fechou de forma abrupta todos os seus sites de música – e apagou o trabalho de dezenas de editores e centenas de colaboradores ao longo de muitos anos. Pouco resta, além de um punhado de artigos resgatados pelo Internet Archive, uma fundação sem fins lucrativos acolhida em San Francisco, instituída no final dos anos 1990 pelo engenheiro de computação Brewster Kahle.

Antes que ela suma completamente, é a mais ilustre de um grupo de organizações ao redor do mundo que tenta salvar alguns dos últimos vestígios da primeira década da presença da humanidade na internet.

Dame Wendy Hall, diretora executiva do Web Science Institute da Universidade de Southampton, na Inglaterra, é taxativa sobre o protagonismo deste trabalho.

“Se não fosse por eles, não teríamos nada” do conteúdo inicial, declara. “Se Brewster Kahle não tivesse instituído o Internet Archive e começado a resgatar as coisas – sem esperar pela licença de ninguém – nós teríamos perdido tudo.”

Dame Wendy declara que os arquivos e as bibliotecas nacionais tinham experiência em conservar livros, jornais e periódicos, porque a impressão existe há muito tempo. Ela declara: “A Biblioteca Britânica tem uma cópia de todos os jornais locais publicados”.

Mas a chegada da internet – e a celeridade com que se tornou uma maneira massiva de comunicação e expressão – pode tê-losassombradoo.

As tentativas de arquivamento da internet têm, em muitas áreas, sido recomeçadas desde então. Esses sites são hoje um recurso tão vital quanto os jornais que os antecederam?

Um grande problema em tentar arquivar a internet é que ela jamais fica parada. A cada minuto – a cada segundo -, mais fotos, publicações, vídeos, notícias e comentários são adicionados.

O arquivamento de todo esse material ainda custa dinheiro, embora o preço do armazenamento digital tenha caído drasticamente. Dame Wendy pergunta: “Quem pagará por isso?”. “Produzimos bastante mais material do que costumávamos.”

No Reino Unido, o papel da preservação digital recaiu em parte para a Biblioteca Britânica, onde funciona o Web Archive UK, que tem arquivado sites com licença desde 2004. O administrador de engajamento Jason Webber declara que o problema é bastante maior do que a maioria das pessoas imagina.

“Não é somente o material inicial. A maior parte da internet não está sendo armazenada”, declara ele. “O Web Archive iniciou com páginas de 1996. Depois que se instituíram as primeiras, isso é cinco anos. Não há nada daquela época que tenha sido copiado.”

Até mesmo a primeira página da internet, instituída em 1991, não existe mais. O exemplar que pode ser visto no World Wide Web Consortium é uma cópia feita um ano depois.

Para a maior parte dos primeiros cinco anos da rede, grande parte do material publicado na Grã-Bretanha tinha um endereço concluído em .ac.uk – uma nomeação para artigos escritos por acadêmicos.

Faz 23 anos, foi exclusivamente que a internet começou a ter páginas mais gerais em a medida que os sites comerciais começaram a superar os acadêmicos,.A Biblioteca Britânica faz uma “busca por domínios” todos os anos – resgatando tudo o que é publicado no Reino Unido.

“Nós tentamos e conseguimos coletar tudo, mas fazemos isso somente uma vez por ano. Mas o limite para muitos desses sites é de 500 MB. Isso abrange muitos sites menores, mas se houver alguns vídeos lá, se alcança esse limite depressa.Webber declara: “

“Acho que há um nível bastante baixo de conscientização de que algo está faltando”. “O mundo digital é bastante efêmero. Mas agora as pessoas estão se tornando mais conscientes do quanto podemos estar perdendo.”

Grumpy Cat viajou pelo mundo fazendofantasmazinhoss naTVo e,Faz 5 anos, até estrelou em seu próprio filmenatalensel, em 2014..A gata do Arizona, nos EUA, auxiliou “milhares de pessoas a sorrir”, declara o comunicado.

Mas, declara Webber, as únicas coisas que as organizações podem registrar são aquelas publicamente visíveis. Há uma quantidade ainda maior de dados cultural ou historicamente importantes que está nos arquivos das pessoas, como seus discos rígidos. Mas poucos de nós estão conservando cópias deles para a posteridade.

Consideramos o material que publicamos nas redes sociais como algo que sempre vai estar lá, a somente um clique. Mas a recente perda de cerca de 12 anos de músicas e fotografias da rede social pioneira MySpace – que já foi o site mais popular dos Estados Unidos – mostra que mesmo o material armazenado nos maiores sites pode não estar seguro.

E até os serviços do Google não estão imunes. Faz 1 mês, o Google+, a tentativa de o gigante de as buscas de fazer uma rede social que rivalizasse com o Facebook, fechou. Todos os seus usuários fizeram cópias das fotografias e das memórias que compartilharam?

“Colocar suas fotografias no Facebook não é arquivá-las, porque, um dia, o Facebook nãovai existirá mais”,declaraz Webber.

Reserve alguns minutos para percorrer o Million Dollar Homepage, se você tiver alguma dúvida sobre a natureza provisória da rede. É o depoimento de quão depressa o nosso passado online está sumindo.

Existe outro lado desta perda de dados. Dame Wendy evidencia que não arquivar histórias de sites de notícias pode levar a uma visão seletiva da história – novos governos optam por não arquivar histórias os retratem de maneira desfavorável, por exemplo.

Jane Winters na Inglaterra declara: “Assim que há uma mudança de governo ou reorganização de poderes, sites se fecham”. Jane Winters é professora de humanidades digitais da Universidade de Londres. “Ou veja os sites de campanha eleitoral, que são feitos para serem temporários.”

Às vezes, os sites perdidos ecoam mudanças ainda mais sísmicas, como a mortes e o nascimento de nações. “Ocorreu com a Iugoslávia: .yu era o domínio para a Iugoslávia, e isso quando ela entrou em colapso, concluiu. Há um pesquisador que está tentando reconstruir o que havia antes da separação”, declara Winters. “Os aspectos políticos estão frequentemente ligados ao técnicos.”

Leia a desta reportagem no site .

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Final de YouTube post de BBC News Brasil

Final de YouTube post 3 de BBC News Brasil

Fonte: BBCBrasil-pt

Sentiment score: NEUTRAL

Countries: United Kingdom

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Por que quase não há registros dos primeiros cinco anos da internet
>>>>>Morre Grumpy Cat, gata ‘rabugenta’ que se tornou uma lenda da internet – May 17, 2019 (BBCBrasil-pt)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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