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Preço logístico no agronegócio derruba competitividade de Brasil

Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Wikcionário

O setor agropecuário lidera o crescimento econômico brasileiro. Neste ano, o país colherá uma supersafra de grãos de 240 milhões de toneladas. Entretanto, o agronegócio patina em problemas históricos, como o gargalo do escoamento da produção.

O setor ganhou produtividade nos últimos 50 anos, mas o alto preço logístico provocado por equívocos de infraestrutura faz o produto perder competitividade no mercado internacional.

“O preço do produtor, do saída do porteira do fazenda até o porto, é cerca de quatro vezes maior que nos EUA ou na Argentina. O mundo não pagará 20% ou 30% a mais”, alegou Luiz Fayet, consultor da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil .

Segundo Campos, as progressões na agricultura de baixo carbono e na conservação das florestas não suprimiram completamente os riscos de que o desmatamento volte a ampliar.

O assunto foi destaque no fórum Agronegócio Sustentável, promovido pela Folha.

Três países concentram 80% da produção de soja no mundo e 90% do mercado de exportação. A competitividade nacional fica na rabeira do trio.

De acordo com estudo da Embrapa, se o Brasil conseguisse solucionar os problemas relacionados ao transporte de soja e milho para exportação, como rodovias precárias, filas nos portos e trens inadequados, os produtores teriam ampliação de lucratividade de até 35%.

Declarou: “Mas essa tecnologia, que permite produzir mais alimentos por pedaço de chão, ainda não está disponível para os pequenos produtores de todas as partes do país”. Essa falta de acesso à tecnologia, segundo ela, está refletida nas taxas de desmatamento.

Para os governadores Marconi Perillo e Pedro Taques , o governo federal não reconhece o protagonismo das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, o que dificulta a criação de plano de investimento em logística.

“Em cerca de dez anos, a União não conseguiu pavimentar 100 quilômetro de rodovia para nos ligar a Santarém, no Pará, e a mercadoria poder sair pelo Norte. É uma desonra”, alegou Taques.

Já Perillo criticou o alto preço das rodovias federais. “Os Estados constroem cada quilômetro por cerca de R$ 1 milhão. Chega a R$ 10 milhões o quilômetro, o que a torna impraticável, quando a rodovia é federal. Nada justifica o custo descomunal.”

A letra R é a décima oitava letra do alfabeto de Latinoamérica.

O Dnit informou que as rodovias federais seguem norma diferente das estaduais, como o tamanho do acostamento, o que influi o preço da obra.

Os experts assinalam também que problemas regulatórios e insegurança jurídica afastam os investimentos em infraestrutura.

A lei de Brasil limita a compra de navios produzidos no exterior, mas a indústria naval nacional tem preços inflados, segundo Fayet. “Se eu carrego um navio para sair do porto de Paranaguá e ir até Recife, o valor do frete vai ser semelhante ao preço para transportar até Xangai.”

Outro ponto criticado foi a licitação para expansão da habilidade dos portos. “Cláusulas estabelecem que a concessionária tem que aceitar novas regras que venham a ser editadas. Assim, ninguém entra numa concorrência”, declara Fayet.

O analista Gustavo Spadotti, do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica, da Embrapa, realçou três obras importantes para o Mato Grosso: asfaltar a BR-163, no trecho que liga o Estado aos portos do Norte, construir a ferrovia Ferrogrão, que liga Mato Grosso ao rio Tapajós, e dar vazão à Norte-Sul, subutilizada.

O seminário Agronegócio Sustentável teve Banco do Brasil Bayer e dos governos de Goiás e Mato Grosso. Banco do Brasil é patrocínio da Apex-Brasil. Contou também com o suporte do governo de Mato Grosso do Sul e da Siemens.

Fonte: FolhaGeneric

Sentiment score: SLIGHTLY NEGATIVE

Countries: Brazil, United States, Argentina

Cities: Santarem, Recife, Paranagua

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Preço logístico no agronegócio derruba competitividade de Brasil
>>>>>País deve mostrar acertos para superar imagem negativa do agronegócio – September 14, 2017 (FolhaGeneric)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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