Quais as evidências do suposto ataque químico na Síria e por que ele aumentou o nervosismo no mundo

Por: SentiLecto

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“A Rússia promete abater todos os mísseis direcionados à Síria. Prepare-se, Rússia, porque eles serão arremessados! Vocês não deveriam se associar a um animal que utiliza gás para matar e sente prazer com isso.”

Com esse tuíte, Donald Trump anunciou que poderá arremessar ofensiva em resposta aos supostos ataques químicos que ocorreram em Douma, perto de Damasco, na Síria, no sábado. Donald Trump é o presidente dos Estados Unidos. O governo de Bashar al-Assad – ele sendo o “animal” a que Trump se referiu – nega que tenha levado a cabo ataques químicos.

Os Estados Unidos, o Reino Unido e a França entraram em um acordo para trabalhar juntos e é possível que estejam se preparando para um ataque militar em resposta.

Os russos, por sua vez, tinham ameaçado responder a quaisquer investidas dos Estados Unidos.

Mas quais são as provas sobre o suposto ataque químico na Síria? E como isso aumentou o nervosismo entre forças no mundo?

Ativistas e médicos na Síria alegam que mais de 40 pessoas faleceram no sábado, dia 7, durante o ataque registrado em Douma. A cidade, na região de Ghouta Oriental, é a última sob controle dos inimigos ao presidente Bashar al-Assad. Eles garantem que as forças governamentais sírias arremessaram bombas cheias de agentes químicos, mas as autoridades declaram que a denúncia é falsa.

Ativistas do Centro de Documentação sobre Violações na Síria, organização que acompanha episódios de desrespeito ao direito internacional no país, registraram dois incidentes distintos com bombas – que provavelmente tinham substâncias tóxicas – arremessadas pela Força Aérea da Síria.

O primeiro ocorreu aproximadamente às 16h na rua Omar Ibn al Khattab, no noroeste de Douma.

Embora não tenha, o centro que documenta as violações no país mencionou um socorrista da Defesa Civil Síria que declarou ter sentindo um cheirinho de gás cloro no ar depois do ataque conseguido determinar sua origem.

“Mais tarde descobrimos os corpos das pessoas que tinham se asfixiado com gases tóxicos. Estavam em espaços fechados, protegendo-se das bombas, o que pode ter provocado sua rápida morte porque ninguém escutou seus gritos”, alegou.

O segundo ataque ocorreu perto das 19h30 na praça dos Mártires, segundo o centro de documentos

Se levaram centros de atenção mais de 500 pessoas, a maior parte mulheres e crianças, a em a saúde com sintomas que mencionavam que teriam sido expostas a agentes químicos, segundo a Defesa Civil da Síria e a Sociedade Médica Sírio-Americana, uma organização que apoia as clínicas . não governamentalque apoia as clínicas.

Os pacientes tinham sinais de padecer de “problemas respiratórios, cianose central , excessiva espuma bucal, queimaduras na córnea e cheirinho a gás cloro”, segundo relataram ambas as organizações em comunicado conjunto no domingo.

Socorristas que visitaram casas na zona afetada também encontraram corpos de pessoas com sintomas similares, adicionou o texto.

A União de Organizações de Cuidado Médico e Resgate, que presta suporte aas clínicas nas áreas da Síria sob controle rebelde também informou que havia recebido relatos dos incidentes.

Depois do primeiro dos ataques, segundo as organizações, as pessoas atendidas exibiam problemas respiratórios e contrariedade nos olhos. E, depois do segundo, os pacientes hospitalizados tinham forte cheirinho de gás cloro e exibiam sintomas como cianose, espuma bucal e contrariedade na córnea.

Um aluno de medicina que trabalha em uma clínica declarou à BBC que atendeu um paciente que mfaleceu “Suas pupilas estavam dilatadas e havia espuma em sua boca. Seu coração batia bastante lentamente. Então tossiu e tinha sangue na boca” alegou.

A Union of Medical Relief Organizations declarou na BBC que uma clínica nos arredores damascenos havia confirmado 70 mortes no episódio. Medical Relief Organizations é oNG americana que atua em clínicas sírias.Na sexta-feira 23 de março proprietário de frases polêmicas e de uma celebridade de belicista e nacionalista, John Bolton, ex-embaixador dos Estados Unidos na ONU e figura-chave da Guerra do Iraque, havia sido designado conselheiro nacional de segurança do presidente Donald Trump.

Vídeos publicados por ativistas da oposição pertencentes ao grupo Revolução Douma mostravam corpos de supostas vítimas encontradas na área afetada, algumas das quais com espuma na boca e no nariz.

A organização socorrista Capacetes Brancos tuitou imagens fortes, mostrando diversos corpos dentro de porões e alegando que o número de vítimas letais deve ampliar.

Para além dos testemunhos escutados no local, a Organização para a Proibição de Armas Químicas anunciou na segunda-feira que mandou uma missão para investigar o que ocorreu, “recolhendo informação de todas as fontes disponíveis para determinar se foram usadas armas químicas”.

Os experts asseguram que simplesmente olhando um vídeo ou uma fotografia é inimaginável saber se uma pessoa se a expôs a agentes químicos. E que a única maneira de confirmar a contaminação é analisando amostras em um laboratório.

Mas organizações internacionais de assistência humanitária não têm podido entrar em Douma desde o início de março por causa do governo sírio.

A Defesa Civil da Síria e a Sociedade Médica Sírio-Americana declaram crer que quem faleceu se asfixiou como resultado de sua exibição a químicos tóxicos, possivelmente composto organofosforado, um composto feito da mistura de pesticidas e agentes nervosos.

A União de Organizações de Cuidado Médico e Resgate, por sua vez, deduziu que os sintomas exibidos pelas vítimas eram consistentes com a exibição a agentes nervososos, possivelmente misturados com cloro.

O médico francês Raphael Pitti, da União de Organizações de Cuidado Médico e Resgate, declarou crer que o “Utilizou-se gás cloro para ocultar a utilização de o sarin”.

O governo dos Estados Unidos, que apoia os inimigos a al-Assad, assinalou que os sintomas das vítimas parecem ser “consistentes com um agente asfixiante e com algum agente nervoso”.

O governo da Síria negou repetidamente que tenha utilizado armas químicas e acusou os rebeldes de inventarem os informes – uma “tentativa falha” de deter o governo em suas tentativas de recomeçar Douma.

Uma fonte do Ministério de Relações Exteriores da Síria à agência local de notícias Sana ddeclarou “Cada vez que o Exército da Síria aprogrideem sua luta contra o terrorismo, surge uma dacusaçãodoauutilizaçãode armas químicas”.O governo de Rusia, aliado de al-Assad, declarou que os informes de Douma eram “falsos”.

Vassily Nebenzia alegou na segunda-feira que experts das Forças Armadas da Rússia visitaram Douma e “confirmaram que não encontraram substâncias químicas na terra, nem corpinhos, nem pessoas envenenadas nas clínicas”. Vassily Nebenzia é representante permanente de Moscou na ONU.

“Os médicos em Douma negam que tenha chegado gente nas clínicas declarando ter padecido um ataque químico”, adicionou.

Nebenzia declarou que os experts da Organização para a Proibição de Armas Químicas teriam que viajar imediatamente à Síria e “ver por eles mesmos o que aocorreu.

Enquanto seu representante na ONU, Nikki Haley, advogou no Conselho de Segurança por um projeto de determinação que detDonald Trump, que criticou duramente o suposto ataque químico anunciou na segunda que prepararia forte resposta, donald Trump, que criticou duramente o suposto ataque químico anunciou na segunda que prepararia forte resposta , enquanto seu representante na ONU, Nikki Haley, advogou no Conselho de Segurança por um projeto de determinação que determine o inquérito do acontecido. Donald Trump, que criticou duramente o suposto ataque químico é o presidente dos Estados Unidos. Donald Trump, que criticou duramente o suposto ataque químico é o presidente dos Estados Unidos.

Donald Trump reagiu, como sempre através da sua conta de Twitter, ao veto de Rusia à rdeterminaçãodos EUA, aexibidano Conselho de Segurança das Nações Unidas, sobre o aafirmadoataque com armas químicas em Douma, na Síria. O presidente do país de Noruega deixou ameaças a Moscovo:Por motivos radicalmente opostos, tanto a Rússia como os Estados Unidos pediram uma reunião de urgência do Conselho de Segurança das Nações Unidas esta segunda-feira. Em causa está o afirmado ataque químico do regime sírio no enclave rebelde de Douma, que fez mais de 70 mortos, incluindo várias crianças.

Sua resolução propõe que a resposta de America pode envolver uma ação militar maior. Na quarta-feira, o Secretário de Defesa de America James Mattis declarou que os Estados Unidos estavam avaliando o ataque químico e que o Exército de America estava pronto para dar “alternativas militares se forem apropriadas segundo uma resolução do presidente”.

O presidente da França Emmanuel Macron declarou que qualquer ataque não “miraria aliados do regime , mas miraria as habilidades químicas do regime”.

O USS Donald Cook está no oceano Mediterrâneo. O USS Donald Cook é um destruidor de mísseis de America. Há relatos de que a Rússia retirou navios de combate da cidade portuária Tartus.

E, nesta quarta, por meio do Twitter, Trump mandou a Rússia “se preparar” porque arremessariam-se mísseis. Alegou: “Nossa relação com a Rússia está pior agora do que jamais antes, e isso inclui a Guerra Fria”.

Fonte: BBCBrasil-pt

Sentiment score: NEGATIVE

Countries: Syria, United Kingdom, United States, Russian Federation, Peru, Brazil

Cities: Sana, Franca, Damascus

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Quais as evidências do suposto ataque químico na Síria e por que ele aumentou o nervosismo no mundo
>>>>>Convulsões e sufocamento até a morte: os efeitos de nova suspeita de ataque químico na Síria – April 08, 2018 (BBCBrasil-pt)
>>>>>Trump ameaça Rússia com lançamento de mísseis sobre a Síria – April 11, 2018 (Euronews-pt)
>>>>>>>>>De suspeita de ataque químico a aeroporto bombardeado, entenda a escalada da violência na Síria – (BBCBrasil-pt)
>>>>>>>>>Ocidente condena e Rússia rejeita ataque químico na Síria – April 09, 2018 (Euronews-pt)
>>>>>>>>>>>>>ONU reúne de urgência após ataque químico na Síria – April 09, 2018 (Euronews-pt)
>>>>>>>>>>>>>Israel ataca base aérea síria – April 09, 2018 (Euronews-pt)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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