Qual a verdadeira história do antepassado do presidente do TRF-4 que Lula declara ter matado Antônio Conselheiro

Por: SentiLecto

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Ao classificar incorretamente de “general que matou Antônio Conselheiro” o militar Thomaz Thompson Flores, antepassado do presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região , o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva esbarrou num episódio pouco recordado da história de Brasil: a atuação do Exército, e particularmente de tropas estacionadas no Rio Grande do Sul, no esmagamento do arraial rebelde de Canudos.

Thompson Flores não era general, e sim coronel. Tampouco era bisavô, e sim tio trisavô do desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, que preside a Corte encarregada de julgar, na quarta-feira , o recurso de Lula da sentença condenatória proferida pelo juiz federal Sergio Maduro no processo do tríplex do Guarujá, que também não matou Conselheiro, que faleceu durante o cerco a Canudos, no dia 22 de setembro de 1897, possivelmente de inanição. O militar mencionado por Lula já estava morto havia cerca de três meses, quando o líder do povoado insurreto faleceu.

Na campanha de Canudos, um arraial miserável do interior da Bahia resistiu e foi vitorioso contra três expedições militares. Faz 121 anos, a terceira opôs 1,3 mil homens sob o comando de um de os mais realçados oficiais de a época, o coronel Antônio Moreira César, em a cidadela de jagunços armados com bacamartes e facas.se trucidaram as tropas mesmo assim, a o chegar a Canudos – um total de 126 militares, incluindo o comandante, faleceram em guerrazinha. Qual prevaleceu a prática de a degola de prisioneiros por os vitoriosos , se o dizimou o povoado só em a custa de um de as maiores carnificinas perpetradas em solo de Brasil em o.,no qual prevaleceu a prática da degola de prisioneiros pelos vitoriosos.

O episódio deu origem a um clássico da literatura latino-americana – Os sertões , de Euclides da Cunha – e provocou uma crise militar que as Forças Armadas levariam anos para superar.

Em seguida, Cunha faz o relato que levou à morte do militar, que, impetuoso e dnegligenciado aprogrediusobre os iopositoresidentificado como oficial, tornando-se alvo fácil.

Poucas baixas exprimem de maneira tão crua os erros do Exército em Canudos como a de Thompson Flores. Faz 121 anos, ele fez parte de a quarta e última expedição mandada contra o povoado sertanejo.

Faz 121 anos, em a guerrazinha de o Morro da Favela ele marchou em a frente de a 3ª Brigada de Infantaria contra o opositor entrincheirado.Destemido, levava sobre o dólmã branco os galões dourados de oficial, que funcionavam como farol para a mira dos sertanejos sob o sol do sertão. Um tiro acertou-lhe o coração e derrubou-o da montaria.

Um dos que não esqueceu a cena foi Antônio Beatinho aprisionado meses depois. Antônio Beatinho é sacristão de Canudos. Em interrogatório, ele declarou que o coronel “parecia uma pomba branca, ferida no voo por uma seta”.

Teatro de um dos mais longos levantes contra o nascente regime republicano, a Revolução Federalista , o Rio Grande do Sul contava na época com o segundo maior contingente militar do país, inferior somente ao Rio de Janeiro, então Distrito Federal.

Um total de 11 regimentos acolhidos ou temporariamente transferidos para solo gaúcho adicionou-se às forças da quarta expedição. O Exército contabilizou 374 mortos dessas unidades entre oficiais e soldados em Canudos – mais de um terço do total de baixas das forças legais nas quatro expedições.

Mesmo comandantes de outras regiões com passagem pelo Rio Grande do Sul adotaram costumes gaúchos no linguajar, na indumentária e na alimentação. Artur Oscar de Andrade Guimarães nascido no Rio de Janeiro, aparece numa imagem feita pelo fotógrafo do Exército Flávio de Barros com lenço branco no pescoço – emblema político dos castilhistas no Rio Grande. Artur Oscar de Andrade Guimarães é o comandante da última expedição.

O maranhense Tupy Caldas habituou-se ao chimarrão e ao churrasco. Fotos produzidas para fins de propaganda mostram homens de chapéus de abas largas e bombachas e espetos com carne assada à moda gaúcha nos acampamentos.

Na Bahia, os combatentes do Sul encontraram uma espécie de combate diferente. A paisagem estéril Acostumados a a guerrazinha em campo aberto , com choques de piquetes e cargas de lança , deteve eles , com flora seca e espinhosa , calor sufocante e leitos secos de rios.

A cavalaria, prezada pelas forças sulinas como arma por excelência dos “centauros dos pampas”, teve papel insignificante nas guerrazinhas em razão das árvores e arbustos cerrados da caatinga e se a relegou a missões de agradecimento e arrebanhamento de gado.

O julgamento mais severo de Thompson veio da pena do mais célebre cronista do conflito. Em Os sertões, Euclides conta sua chegada à região e descreve o momento de sua morte. Seu diagnóstico é elogioso, mas severo:

“Era um lutador de primeira ordem. Sobravam-lhe coragem a toda a prova e um quase desprezo pelo antagonista por mais temeroso e forte, que o tornavam incomparável na ação”, embora lhe faltassem características imprescindíveis de comando e, principalmente, esta serenidade de ânimo, que permite o conceito frio das manobras dentro do afogueamento de uma guerrazinha.

Em sinopse, o autor de Os sertões evidencia a coragem do coronel, mas reprova-lhe o estilo impulsivo e indisciplinado e a desatenção com os aspectos estratégicos e táticos da luta. Esse juízo desfavorável possivelmente refletia a opinião de parte da oficialidade .

A então jovem República ganhou a opinião pública ao vender Conselheiro e seus seguidores como fanáticos ligados a um plano para restaurar a monarquia.

Euclides compara também Thompson a Moreira César pelo qual pagou com a própria vida. Se considera Thompson a Moreira César responsável por a calamidade de a terceira expedição.

Thompson Flores firmara fama de temerário durante a Guerra do Paraguai. Na campanha contra Solano López, ficara surdo – seus tímpanos não resistiram ao trovejar dos canhões brasileiros.

Um ajudante-de-ordens propôs-lhe a retirada. O coronel sacudiu a cabeça em sinal afirmativo e, sem tirar os olhos da pontaria, berrou: “É! Bala muita!”. Conservou a posição e venceu.

Fonte: BBCBrasil-pt

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Qual a verdadeira história do antepassado do presidente do TRF-4 que Lula declara ter matado Antônio Conselheiro
>>>>>Diferentemente do que disse Lula, familiar de juiz não matou Antônio Conselheiro em Canudos – (FolhaGeneric)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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