Quem são os políticos da Lava Jato que perderam as votações e vão ficar sem foro privilegiado

Por: SentiLecto

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Logo depois da divulgação dos primeiros resultados das , o procurador da República Deltan Dallagnol utilizou sua conta no Twitter para comemorar a derrota nas urnas de políticos investigados pela Lava Jato.

Ele, que organiza a força-tarefa da operação escreveu: “Pelo menos uma dezena de envolvidos graúdos perderam o foro privilegiado”. Na verdade, o número é pelo menos três vezes maior: a BBC News Brasil encontrou 32 políticos investigados na Lava Jato que foram derrotados nas urnas este ano e poderão ficar sem foro.

A lista inclui alguns dos políticos mais tradicionais e poderosos do país, como o atual presidente do Senado, Eunício Oliveira ; e os senadores Romero Jucá e Edison Lobão . Os três tentaram mais um mandato de oito anos no Senado por seus Estados, mas acabaram derrotados.

Se derrotou Dilma Rousseff Lindbergh Farias e Jorge Viana em a esquerda, Dilma Rousseff, Lindbergh Farias e Jorge Viana que também buscavam vagas em o Senado,.

A lista também é longa entre os deputados: tentaram a votação e derrotou-se Heráclito Fortes José Carlos Aleluia e Lúcio Vieira Lima heráclito Fortes, José Carlos Aleluia e Lúcio Vieira Lima, irmão de o ex-ministro Geddel Vieira Lima, hoje preso em o presídio de a Papuda, em Brasília.

“Antes da votação, 75% das pessoas entrevistadas recebiam informações políticas via WhatsApp; hoje, o número chega a %100, principalmente por meio de vídeos e memes”, alega Maurício Moura nos Estados Unidos Maurício Moura é pesquisador da Universidade George Washington., e fundador da Ideia Big Data, que realiza pesquisas de opinião via celular. Segundo o Datafolha, 7 em 10 eleitores utilizaram o WhatsApp para se informar sobre candidatos.

Também derrotou em a disputa os atuais deputados petistas Marco Maia e José Mentor a Câmara ; o ex-ministro petista Luiz Sérgio também tentou tornar-se deputado federal, mas não se elegeu.

“Ele não conduzirá sem uma extensa frente democrática que o sustente, mesmo que Haddad ganhe no segundo turno. E para isso não será suficiente o talento – notável – do Lula em fazer arranjos e conchavos. Nem vai ser mais possível conduzi com Renans, Jucás e Eunícios”, alega o historiador Daniel Aarão Reis, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro.Se confirmado, o quadro encarna uma reviravolta em relação ao observado durante a campanha: este ano, a maioria dos partidos priorizou a reeleição de políticos tradicionais ao do Fundo Especial de Financiamento de Campanha .

A listagem da BBC News Brasil não inclui políticos mencionados em delações da Lava Jato, mas que não foram alvo de investigações ou que tiveram seus processos arquivados. Foi o que ocorreu com os deputados federais tucanos Waldir Maranhão e Bruno Araújo . Ambos tiveram as investigações contra si arquivadas no começo deste ano pelo Supremo Tribunal Federal, por falta de provas.

Entre os tucanos, a lista de investigados e derrotados nas urnas inclui três ex-governadores: Yeda Crusius , Marconi Perillo e Beto Richa . Os dois últimos chegaram a ser alvo de inquéritos não relacionadas com a Lava Jato durante a campanha. Tentaram vagas no Senado por seus Estados, mas se os derrotou . Crusius tentou uma vaga na Câmara dos Deputados, mas teve pouco mais de 37 mil votos e ficou de fora.

Derrotado na disputa presidencial em 2018, Geraldo Alckmin viu o principal inquérito contra si deixar a esfera criminal no começo de 2018 – o caso trata de supostas verbas de campanha não declaradas da Odebrecht, no valor de R$ 10,3 milhões, e agora é investigado pela Justiça Eleitoral.

Há ainda uma série de políticos investigados que conseguiram a reeleição: Renan Calheiros , Ciro Nogueira e Jader Barbalho foram reeleitos para o Senado.

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann , e o presidenciável tucano em 2014, Aécio Neves , hoje com mandato no Senado, conquistaram uma cadeira na Câmara dos Deputados – o que fará com que seus casos continuem tramitando no Supremo Tribunal Federal .

Em entrevistas anteriores àoijornalismo todos os políticos mindicadosnos parágrafos acima negaram ianormalidades No Brasil, a simples abertura de investigação ou mesmo o fato de se tornar réu numa ação penal não torna uma pessoa culpada: quando um juiz condena ela ou tribunal colegiado, isto só ocorre.

“Existe uma relação entre qualidades dos lugares e o suporte eleitoral dos moradores. Pertencente a uma rede de informações locais, maior é a probabilidade de ela se comportar como o eleitor médio daquele lugar”, explica pesquisador Aleksei Zolnerkevic, doutor em Geografia na USP, quando mais uma pessoa vivencia aquele ‘lugar’.

Faz 4 anos, quando a Lava Jato estava em seu auge, a expressão se tornou um ditado corrente entre políticos em Brasília a 2017. Na verdade, nem todos os casos de ex-deputados, ex-senadores e ex-governadores derrotados nas urnas vão ir necessariamente para a mesa do juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal, em Curitiba: o deslocamento só acontecerá nos casos em que a Justiça compreender que exista uma relação clara com os desvios praticados na Petrobras.

Geralmente, as ações penais em Curitiba progridem num ritmo bastante mais rápido que aquelas em andamento no STF, em Brasília.

Foi só em maio deste ano que o Supremo condenou o primeiro político investigado na Lava Jato, o deputado Nelson Meurer – ele não disputou as votações deste ano.

Enquanto isso, Moro já expediu 45 sentenças em processos de sua proficiência, segundo levantamento preparado por sua assessoria. Os casos mais emblemáticos de políticos hoje satisfazendo pena após condenações de Moro são os do ex-presidente Lula e o do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha .

Alfredo Nascimento

Benedito de Lira

Fernando Pimentel

José Agripino Maia

José Carlos Aleluia

José Otávio Germano

Missionário José Olímpio

Final de YouTube post 2 de BBC News Brasil

Fonte: BBCBrasil-pt

Sentiment score: SLIGHTLY POSITIVE

Countries: Brazil

Cities: Curitiba, Brasilia

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Quem são os políticos da Lava Jato que perderam as votações e vão ficar sem foro privilegiado
>>>>>Eleições 2018: Como Bolsonaro superou a bolha radical na internet e terminou o 1º turno na liderança – (BBCBrasil-pt)
>>>>>Eleições 2018: Estratégia ‘kamikaze’ do PT terá no 2º turno seu teste definitivo – (BBCBrasil-pt)
>>>>>Eleições 2018: Câmara e Senado terão a maior renovação das últimas décadas, estimam analistas – October 08, 2018 (BBCBrasil-pt)

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