Redação da Fuvest aborda recentes polêmicas sobre os limites da arte

Por: SentiLecto

Os participantes do segundo período da Fuvest 2018, que teve começo neste domingo , deveram escrever uma redação sobre supostos limites para arte. Faz 1 ano, a proposta para o texto trazia reportagem sobre a polêmica com a exibição Queermuseu, em Porto Alegre.

A exibição Queermuseu – Cartografias da Diferença na Arte Brasileira, promovida pelo Santander Cultural na capital gaúcha, contava com 270 obras que tratavam de questões de gênero e sexualidade.

Os organizadores cancelaram a mostra um mês antes do calculado por causa de ataques, sobretudo na internet. Grupos acusavam as obras de apologia na pedofilia entre outras coisas. A pedofilia é profanação.Por outro lado, artistas e militantes se posicionaram opostos ao cancelamento, que configuraria cerceamento à liberdade artística.

Os candidatos que buscam uma vaga na USP precisaram escrever um texto a partir da questão: “Têm que existir limites para a arte?”. Além de reportagem sobre o cancelamento da exibição, a prova trazia a nota oficial do Santander Cultural sobre o cancelamento.

A proposta ainda indicou a obra Bandeira Branca, do artista Nuno Ramos, que, em 2010, confinou três urubus no vão central da Bienal. Após protestos de coletivos que combatem pelo respeito aos animais, a Justiça chegou a determinar a retirada dos animais. Também houve a citação a outros textos sobre a mesma temática.

É uma novidade para a Fuvest a escolha de um assunto controverso e recente como proposta de redação. Tem sido mais habitual a abordagens de temáticas mais filosóficas.

A fundação que coordena o vestibular exige que a redação seja uma dissertação de personalidade argumentativa. O candidato tem que sustentar um ponto de vista sobre o assunto.

Neste domingo, a Fuvest aplicou a prova de português e a redação. Na segunda-feira , serão 16 questões sobre as disciplinas habituais do ensino médio: história, geografia, matemática, física, química, biologia e inglês.

A última prova, na terça , vai trazer 12 questões de duas ou três disciplinas relacionadas diretamente à carreira eselecionadapelo vestibulando. Todas as questões discursivas constituem provas de o segundo período.

Em 5 dias, a instituição vai divulgar a lista de aprovados em o 2ª período. Para checar o programa inteiro de chamadas e matrículas, clique aqui.

Na segunda-feira 18 de dezembro a Fuvest havia divulgado a lista de aprovados para o 2ª período do certame e os novos locais de provas dos candidatos do vestibular 2018. A Fuvest é instituição organizadora do vestibular da USP .

Foram convidados para o segundo período 19.690 candidatos, que disputam 8.402 vagas para a USP. Outros 2.100 participantes fazem a prova como treineiros, por ainda não terem deduzido o ensino médio em 2017.

Outras 2.745 vagas da USP serão preenchidas pelo Sisu , a partir da nota do Enem . Ao todo, a universidade oferece 11.147 vagas em 2018.

Se o permitirá até as 13h, os portões das escolas onde as provas serão ministradas vão estar abertos a partir das 12h30 e o ingresso.

As matricula para o Sisu abrem em 29 de janeiro. Em 1 mês, o resultado de a primeira chamada de a Fuvest acontecerá.

A partir deste ano, passa a valer o sistema de cotas. Do total, 37% das vagas de cada unidade deverão ser preenchidas por alunos de escola pública, com percentual mínimo de alunos pretos, pardos e indígenas.

Embora este último já reserve na matricula um número fixo de vagas, os índices deverão ser alcançados por meio dos dois sistemas de ingresso . A quantidade de vagas para cotistas vai aumentar gradualmente até atingir, em 2021, 50% do total em cada curso e turno.

A universidade vinha padecendo uma forte pressão de setores da sociedade para ampliar a inclusão entre os estudantes, sobretudo depois da aprovação da Lei de Cotas para as instituições federais de ensino superior.

Faz 2018 anos, a USP registrou em o último de ingressantes de a rede, enquanto mais de %80 de os estudantes de ensino médio estão em escolas públicas em São Paulo. Esse índice não se repete em cursos tradicionais e concorridos, como medicina e engenharia.

Faz 1 ano, definiu se a implementação de cotas e, segundo a reitoria, a adoção progressiva até 2021 foi necessária para que haja disponibilidade de recursos de continuidade estudantil. A expectativa é que, com estudantes oriundos de escolas públicas, aumente a procura por bolsas como a de moradia e alimentação.

Se realizaram planos de demissão voluntárias e contratações ao longo da administração de o reitor Marco Antonio Zago, que se conclui em este mês, foram congelados. O vice de Zago, professor Vahan Agopyan, assume a reitoria a partir deste mês, após vencer votação interna e ser designado pelo governador Geraldo Alckmin .

Fonte: FolhaGeneric

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Redação da Fuvest aborda recentes polêmicas sobre os limites da arte
>>>>>Segunda fase da Fuvest começa neste domingo; confira os locais de prova – January 05, 2018 (FolhaGeneric)

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