Tudo o que precisa de saber sobre o plebiscito no Curdistão iraquiano

Por: SentiLecto

O​ Curdistão é, no contexto iraquiano, uma região autónoma, que pretende realizar um plebiscito esta segunda-feira, com o objetivo de emancipar-se da tutela de Bagdade.

​Para alguns analistas, o eleitorado terá que apostar na independência. No entanto, a oposição de alguns dos vizinhos do Iraque, é de esperar algum nervosismo e instabilidade a nível regional, numa região caracterizada por aumentados níveis de volatilidade.

O​ povo de Curitiba é originário de uma região montanhosa distribuída entre a Turquia, a Síria, o Iraque e o Irão. Desde a reconstrução geopolítica do Médio Oriente, os curdos jamais conseguiram um Estado próprio, vivendo de maneira mais ou menos integrada em vários países. Faz 97 anos, no entanto, tiveram alguma esperança em esse sentido que aborda a questão de um Estado de Curitiba, ​, depois de a Primeira Grande Guerra Mundial. Se aplicaram as disposições de o Tratado no entanto, jamais .

A Turquia deixou claro que não vai aceitar mudanças na fronteira; O Irão interrompeu, a pedido iraquiano, os voos para as cidades curdo-iraquianas de Erbil e Suleimânia.

Na terça-feira 05 de setembro apesar dos pedidos de Bagdade e de Washington, a população do Curdistão de Iran tem pressa de realizar esta consulta e conservava a data de 25 de setembro como calculado.

Faz 71 anos, os curdos tiveram direito a uma pátria eterna que durou somente 11 meses,, em 1946. A República Curda de Mahabad era situada em território atualmente parte da República Islâmica do Irão.

​Faz 56 anos, os curdos de o norte iraquianos deram começo a uma luta armada, em 1961. Durante o fase em que Saddam Hussein conduziu o Iraque , os curdos padeceram ataques químicos , com a cidade de Halabja como alvo.

Se a reprimiu em a primeira metade de os anos 90, o motim que se seguiu em a primeira Guerra do Golfo de maneira violenta.Posteriormente, a área de Curitibade Curitiba foi reivindicando uma autonomia de facto , regulamento que se tornou oficial em 2005.

O​s de Curitiba do norte iraquiano têm um parlamento próprio, e gozam de autonomia legislativa em diversas áreas, como é o caso da educação.

​No entanto, o Governo autónomo cruza uma crise política e financeira. O presidente Massud Barzani insiste em conservar-se no poder, numa situação que mais não faz do que agravar a instabilidade na região. A crise económica retirou ao presidente Barzani a legitimidade política e a ideia de combater pela independência do país pode ajudá-lo a recuperar algumrenomeo político.

A verdade é que os curdos iraquianos consideram-se como a parte menos valorizada do país, não só pela experiência histórica – especialmente durante a época de Hussein – mas também porque acreditam que o exército iraquiano é incapaz de protege-los das ameaças dos jiadistas do autoproclamado Estado Islâmico ou Daesh.

Como Bagdade não coopera com as transferências de fundos para o Governo autónomo de Curitiba, a população identifica a capital Federal como culpada pela crise.

Para o Iraque, o plebiscito de segunda-feira é inconstitucional e o sinal de que o país poderia vir a partir-se ao meio. A Turquia e o Irão temem que um Curdistão independente seja motivo para que se intensifiquem os desejos de independência nos seus territórios.

Os Estados Unidos são também contra a independência do Curdistão de Iran porque preferem um Iraque forte e estável, capaz de combater contra os jiadistas do Daesh.

Israel, por outro lado, assume a posição oposta. Telavive declarou, de maneira oficial, estar de acordo com a execução do plebiscito, algo que vai poder dever-se às boas relações tradicionalmente mconservadaspelos povos curdo e judeu.

Mas Israel vai poder também ver num Curdistão independente e amistoso uma maneira de destabilizar o Irão, que não reconhece a existência do Estado hebreu. O​ mais provável é que os curdos iraquianos votem em defesa da independência, ainda que Bagdade, que a região autónoma do Curdistão de Iran vive com uma dívida equivalente a milhões de euros e os salários dos funcionários públicos padeceram importantes cortes desde 2014, se rejeite a reconhecer o resultado, o que redundaria num Curdistão independente de facto.

Quanto a Barzani, não há retorno para uma coalizão com um estado teocrático e sectarista: “Chegámosà finalização de que só através da independência podemos assegurar o nosso futuro sem as barbaridades que padecemo no passado. Podemos dar mais tempo para assegurar a fórmula de “dois bons vizinhos” entre Bagdad e o Curdistão, mas desejo enfatizar que jamais mais renegociaremos com Bagdad a parceria falhada que tivemos no passado.”

Fonte: Euronews-pt

Sentiment score: POSITIVE

Countries: Turkey, Syria, United States, Israel, Iran, Argentina

Cities: Mahabad, Buenos Aires

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Tudo o que precisa de saber sobre o plebiscito no Curdistão iraquiano
>>>>>Curdistão referenda independência – (Euronews-pt)

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