Votações 2018: Os ‘herdeiros’ de políticos que conseguiram se eleger e os derrotados nas urnas

Por: SentiLecto

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Com sobrenomes conhecidos entre os eleitores e a pretensão de seguir os passos da família, alguns dos principais “herdeiros” de políticos tiveram o destino selado pelas urnas neste .

Eduardo Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Renan Filho e João Campos, por exemplo, foram eleitos em 1º lugar com eleições significativas. Já Danielle Cunha, Fernando James Collor, Marcelo Crivella Filho e Marco Antônio Cabral não conseguiram se eleger.

Filho de Jader Barbalho, eleito neste domingo para um novo mandato no Senado, o candidato pelo MDB vai concorrer ao governo do Pará em segundo turno contra Márcio Miranda , enquanto isso, ainda está indefinido o rumo de Helder Barbalho:. Helder foi o mais votado no Estado, com 48% dos votos válidos.

Filho de Jair Bolsonaro , que acaba de se encaminhar na liderança ao segundo turno na disputa pela presidência contra Fernando Haddad , Eduardo Bolsonaro se elegeu, também pelo PSL, como o deputado federal mais votado da história: recebeu mais de 1,8 milhão de votos em São Paulo. O recorde anterior era de Enéas Carneiro, eleito em 2002 com 1,5 milhão de votos.

Faz 9 meses, também filho de o candidato em a presidência, Flávio Bolsonaro ficou em primeiro lugar em a disputa a o Senado pelo Rio : teve mais de 4,3 milhões de votos.

No caso de Haddad, o cenário é o contrário. De todos os votos no candidato, 46% foram no Nordeste. É mais do que o petista obteve nas regiões Sul e Sudeste juntas, 38%.

Quando concorria à Presidência em 2014, ainda rumo ao Congresso, foi eleito pelo Estado de Pernambuco a uma cadeira na Câmara dos Deputados João Campos , filho do ex-governador Eduardo Campos, morto em uumadcalamidadeaaéreaCandidato de primeira viagem, João foi o deputado federal mais votado em seu Estado, com mais de 460 mil votos válidos.

Já no Executivo, foi reeleito no primeiro turno ao governo de Alagoas, com 77% dos votos válidos , Renan Filho . Renan Calheiros foi reeleito a uma cadeira no Senado. Renan Calheiros é seu pai.

No grupo dos herdeiros vitoriosos está ainda Irajá Abreu recém-eleito como segundo senador mais votado no Tocantins, com %16,8 dos votos válidos. Irajá Abreu é filho da senadora Kátia Abreu . Sua mãe era vice na chapa de Ciro Gomes à presidência, que não conseguiu aprogredirpara o segundo turno.

Em colocações menos significativas, mas eleitos para a Câmara dos Deputados, estão Clarissa Garotinho e Wladimir Garotinho , filhos do ex-governador do Rio Anthony Garotinho, e Zeca Dirceu , filho de José Dirceu, ex-ministro petista da Casa Civil.

Se barraram mas alguns de os nomes mais famosos de a política brasileira em a urna.

Foi o caso de Danielle Cunha , filha do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha. Danielle ficou em 116º lugar na corrida à Câmara dos Deputados pelo seu Estado.

Concorrendo ao mesmo posição, mas pelo Alagoas, Fernando James Collor também ficou de fora. O filho do ex-presidente Fernando Collor ficou em 16º lugar.

A corrida pela Câmara deixou para trás também Marcelo Crivella Filho Marcelo Crivella Marcelo Crivella Filho é filho do prefeito do Rio., e Marco Antônio Cabral , filho do ex-governador do Rio Sérgio Cabral. Na corrida por uma vaga de deputado federal pelo Rio, eles ficaram, respectivamente, na 60º e 91º posição.

Já a partir de 2006, quando o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva disputou a reeleição, as regiões passaram a votar de maneira diferente. Faz 9 meses, o PT liderou em todo o Nordeste, parte de a região Norte, Minas Gerais e Rio de Janeiro, entre outros, em aquele ano. Já o PSDB esteve à frente em São Paulo, no Centro-Oeste e em parte do Sul e do Norte. Faz 4 anos, em linhas gerais, essa norma se conservou.

Em setembro, a BBC News Brasil .

Apesar de a rejeição à política tradicional ser uma marca da atualidade, a estrutura que permeia as evotaçõestende a favorecer candidatos com vínculos fortes na política, eles imencionaramque.Para aqueles com parentes influentes, as vantagens são particularmente três: um nome mais fácil de ser recordado pelos eleitores, maior abertura no acesso ao financiamento de campanha e controle da máquina partidária nos redutos eleitorais.

Telles declara que, em 2015, já escrevia sobre como tal ambiguidade poderia derrotar a candidata. Na última campanha, declara, Marina teve o suporte dos evangélicos de um lado e dos jovens de outro, mas, por serem grupos tão distintos, ela precisaria escolher um deles para não perder ambos. Não foi o que ocorreu.Opositores e parte da academia passaram a identificar relação entre a nova base de suporte político e o programa de transferência de renda Bolsa Família. Para o cientista político André Singer, a suposição só se mostra válida entre os miseráveis que ascenderam à situação de pobreza, mas não no segmento dos ingressantes de uma nova classe trabalhadora.

À BBC News Brasil Juliana Sakai, diretora de operações do Transparência Brasil alegou: “Da mesma maneira que para um parlamentar que já está no poder é mais fácil se reeleger, quem tem um parente na estrutura de poder consegue se eleger mais facilmente”.”Além do próprio nome, que torna a pessoa mais conhecida do eleitorado, tem a questão de que liga-se o voto é totalmente ligado a o financiamento de a campanha.”

Professor de ciência política, Claudio Couto realçou, porém, que em todo o mundo a sucessão de gerações na política é algo natural.

“Historicamente, sobrenome sempre contou na política. Não há porque ser diferente nessas votações. É um fenômeno normal que não é exclusivo brasileiro. Veja-se o caso das dinastias políticas nos Estados Unidos, como os Kennedy”, recordou Couto, da Fundação Getúlio Vargas .

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Fonte: BBCBrasil-pt

Sentiment score: SLIGHTLY POSITIVE

Countries: Brazil, United States

Cities: Sao Paulo

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Votações 2018: Os ‘herdeiros’ de políticos que conseguiram se eleger e os derrotados nas urnas
>>>>>Eleições 2018: O peso de cada região do Brasil na votação para presidente – October 08, 2018 (BBCBrasil-pt)
>>>>>Eleições 2018: Como Alckmin e Marina entraram ‘grandes’ na eleição e saíram ‘nanicos’ – October 08, 2018 (BBCBrasil-pt)
>>>>>Eleições 2018: Como Bolsonaro superou a bolha radical na internet e terminou o 1º turno na liderança – (BBCBrasil-pt)

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