Argentina vai continuar a integrar Grupo de Lima durante governo de Fernández

Por: SentiLecto

A Argentina vai continuar a fazer parte do Grupo de Lima durante o governo do peronista Alberto Fernández, de modo a dizer a posição do país sobre a crise na Venezuela, alegou nesta sexta-feira o novo ministro das Relações Exteriores argentino, Felipe Solá.

O chanceler em entrevista à rádio “Metro” ddeclarou “Não estamos scumpridos dde modo algum com a situação na Venezuela e com o governo de Maduro, nem com a atitude da oposição em muitos casos”.Durante a campanha para as votações de outubro passado, que acabou vencendo, Fernández questionou o Grupo Lima – coalizão de países que não reconhece Nicolás Maduro e apoia o líder da oposição, Juan Guaidó, como presidente interino – e elogiou a postura de não intervenção adotada por países como Uruguai e México, que apoiam o diálogo para solucionar a crise venezuelana.

O governo argentino anterior fazia parte desse grupo, e o ex-presidente Mauricio Macri foi um dos mais críticos em relação ao regime chavista, que, por sua vez, conservou uma relação bastante boa com os governos de Cristina Kirchner, agora vice-presidente.

Solá realçou que se for conservado o “técnica de repúdio, bloqueios, embargos e sanções” contra a Venezuela, o que se faz é prejudicar “um povo que está em uma situação absolutamente dramática”.

“Se continuarmos a utilizar os mesmas técnicas, o que o governo de Maduro fará é se fechar mais, pois também está preparado e disposto a combater se for invadido. E falar sobre essas coisas é absurdo, falar sobre violência”, adicionou.

Fernández, que assumiu a presidência na terça-feira passada, admitiu ver um “viés autoritário” na Venezuela, mas embora não tenha convidado o governante de Venezuela para a cerimônia de posse, declarou reconhecer Maduro como presidente. Jorge Rodríguez encarnou o país no ato. Jorge Rodríguez é o ministro das Comunicações.

POLÊMICA COM ESTADOS UNIDOS.

Quando ainda não havia, na entrevista, Solá revelou que o governo dos EUA pediu a Fernandez sido empossado, uma “importante administração diante de Nicolás Maduro” que “teve êxito”.

O chanceler se referiu a essa questão ao ser questionado sobre o suposto mal-estar do assessor de Donald Trump Mauricio Claver com o novo governo argentino pela presença de Rodríguez na cerimônia de posse.

“O governo dos Estados Unidos havia requerido ao presidente eleito, proclamado, porque ainda não havia assumido, uma postura importante em relação a Nicolás Maduro. O presidente Fernández fez isso, foi um êxito e a resposta de um dos membros é ficar ofendido porque encontrou-se um ministro aqui. Francamente, bem, lá está ele”, argumentou Solá.

Sem entrar em detalhes, o ministro adicionou que “o que o governo de America pediu através de um secretário de Estado”, sem declarar qual, é que Fernández atuasse como um “gestor de temas que o interessam, especialmente questões humanitárias, ou supostamente humanitárias”.

Solá recordou a reunião que Fernández e a equipe das Relações Exteriores tiveram na quarta-feira com Michael Kozak também parte da comissão que chegou para a posse. Michael Kozak é o secretário adjunto do Departamento de Estado dos EUA para Assuntos do Hemisfério Ocidental.

Um porta-voz confirmou as observações de a embaixada norte-americana que declarou , que se cancelou nenhuma reunião agendada.

“O que sugerimo é que nos respeitemos uns aos outros e tenhamos a melhor relação possível. Eles consentem. Dissemos o que pensamos de cada situação. Sugerimo uma relação na qual não haveria surpresas. Não pode haver surpresas porque um ministro está vindo”, reiterou, se o presidente Fernández for convidado a tomar medidas.

“Infelizmente, devido a alguns convites e algumas surpresas que tivemos ao chegar, decidi não ir e estou partindo mais cedo. Não vou ter as reuniões de trabalho que havia agendado para amanhã”, declarou Claver-Carone ao Clarín.

MADURO NÃO FOI CONVIDADO.

“Pensamos que, dada a situação internacional, era melhor ter uma certa neutralidade naquele dia. Há seis, sete ou mais países da América Latina com os quais desejamo conversar sobre políticas e temos relações, e nos interessa bastante recriar um órgão latino-americano que está claramente contra Maduro nesse momento. Portanto, é uma medida estratégica nossa”, sublinhou.

Fonte: EfeGeneric

Sentiment score: SLIGHTLY POSITIVE

Countries: United States, Mexico, Indonesia, France, Argentina

Cities: Sete, Mexico, Metro

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Argentina vai continuar a integrar Grupo de Lima durante governo de Fernández
>>>>>Enviado de Trump ignora posse na Argentina e emite alerta sobre a Venezuela – December 11, 2019 (Extraoglobo-pt)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

Id Entity Positive Negative Named-Entity Total occurrences Occurrences (appearances)
1 nós 220 0 NONE 12 nos: 2, (tacit) nós: 10
2 Alberto Fernández 120 70 PERSON 6 o presidente Fernández: 1, (tacit) ele/ela (referent: O presidente Fernández): 1, ele (referent: O presidente Fernández): 1, Fernández: 2, O presidente Fernández: 1
3 eu 0 40 NONE 6 (tacit) eu: 6
4 relação 220 0 NONE 5 uma relação muito boa: 1, relação: 1, a melhor relação possível: 1, uma relação: 2
5 Nicolás Maduro 0 0 PERSON 5 Maduro: 1, (tacit) ele/ela (referent: Maduro): 1, Nicolás_Maduro: 3
6 Felipe Solá 0 0 PERSON 4 Solá: 4
7 ministro 150 80 NONE 3 o ministro: 1, um ministro: 2
8 esto 0 30 NONE 3 (tacit) esto: 3
9 surpresas 120 0 NONE 3 surpresas: 2, algumas surpresas: 1
10 situação 100 0 NONE 3 a situação: 1, situação internacional: 1, uma situação: 1