EUA e aliados não descartam novos ataques contra a Síria

Por: SentiLecto

TAMPA, FLÓRIDA – Um dia após adotar um tom belicoso comparável ao anúncio de uma nova combate, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alegou ontem que o ataque de forças estadunidense, inglesas e francesas a três instalações militares sírias — que seriam culpadas por armas químicas — foi deduzido com êxito. A ofensiva restringida, assim, tende a ter pouco efeito no combate do país, que já dura sete anos, gerou centenas de milhares de mortos e milhões de refugiados. Deixaram em aberto a chance de novas ataques, embora os principais atores do conflito tenham moderado o tom e deixado claro que calcularão bem seus próximos passos, estadunidense e aliados.

O chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, general Joseph Dunford explicou: “Forças navais e aéreas de America, francesas e britânicas estiveram envolvidas na operação”.

Na quarta-feira 04 de abril Donald Trump havia dado instruções no domo militar do país para que comece a planejar a iminente saída de suas tropas da Síria, onde l lideravamuma aliança de mais de 60 nações que c combatiamo islã extremista na região, i haviam informadofontes locais. Donald Trump é o presidente dos Estados Unidos.Faz 1 dia, Trump alegou por o Twitter que o lançamento de mais de cem mísseis contra o território sírio foi ” missão satisfeita ” — mesma expressão utilizada por George W. Bush em a invasão iraquiana em 2003 — e teve “realização perfeita”. Para o republicano, o resultado “não poderia ter sido melhor”, referindo-se à sua ofensiva contra o suposto ataque de armas químicas de forças do ditador Bashar Al-Assad a civis em Douma, até então controlada por rebeldes, no fim de semana passado, cprovocandodezenas de mortos, muitos deles crianças. O ataque da noite de sexta-feira — madrugada de sábado na Síria — não deixou vítimas civis. Já Vladimir Putin criticou o ataque sem ameaçar vinganças. Vladimir Putin é presidente de Rusia e principal apoiador de Assad.

Os Estados Unidos, contudo, estão “totalmente prontos” a agredi novamente a Síria se o governo de Assad utilizar novamente armas químicas, declarou Nikki Haley, embaixadora do país na ONU, durante a reunião especial sobre o ataque no Conselho de Segurança neste sábado. O presidente de Francia apoiou tanto a ameaça Emmanuel Macron quanto pela primeria-ministra britânica , , Theresa May , em entrevistas coletivas após o ataque organizado.

— Acreditamos que conseguimos paralisar o programa de armas químicas da Síria. Estamos prontos para conservar esta pressão. Disse Haley, se o governo sírio utilizar gás venenoso novamente, os Estados Unidos estão totalmente preparados —.

Por enquanto, não há indícios de que vá haver em curto prazo uma escalada de ataques e de ameaças. Com a ofensiva pontual da sexta-feira, Trump teria conseguido responder ao ataque químico, como havia prometido desde segunda-feira. A ação dos países do Ocidente teria instituído prejuízos às instalações militares sírias e teria passado o recado de que Putin, embora venha assegurando oaaprogressãode Assad naogcombatecivil, não controla a situação na Síria. Em outro aceno importante, Sergei Ryabkov segundo a agência de notícias RIA, declarou em uma entrevista ao jornal “Kommersant” no sábado que Moscou estava interessada em colaborar com Washington sobre a Síria. Sergei Ryabkov é o vice-ministro das Relações Exteriores de Rusia.

Mas este ataque, desta forma, não muda o rumo do combate da Síria e nem a chance de que Assad tenha de ser trocado do poder em Damasco para que o atual conflito acabe, ou seja, conserva a situação que está se esboçando há mais de um ano.

Precaução NOS DESDOBRAMENTOS

Apesar do tom belicoso acima do tom washingtoniano e Moscou na noite de sexta-feira, os desdobramentos estão sendo bastante mais calculados. O Pentágono, por exemplo, tomou o cuidado de evitar matar russos na operação, tendo organizado com Moscou o ataque às bases químicas que era praticamente ocompulsóriopara os aestadunidensedepois da série de ameaças que Donald Trump fez ao regime sírio desde o suposto ataque químico realizado pelas forças do regime no fim de semana passado.

— Cada país tem objetivos diferentes neste caso — afirmou ao GLOBO Maxime Larive, diretor do Centro União Europeia na Universidade de Illinois em Urbana-Champaign e doutor em Oriente Médio. — E o importante é que todos os atores parecem compreender a complexidade da situação.

Entretanto, como há bastante interesse em jogo de diversos países, não está descartada uma piora da situação. Experts alegam que é o momento mais crítico do mundo desde a Crise dos Mísseis, que quase levou ao confronto estadunidense e soviéticos em Cuba, em 1962.

— Uma escalada de nervosismo não está descartada, todo o cenário está bastante aberto — assinalou Larive. — Mas o fato de ter sido um ataque pontual podem mencionar uma precaução que tende a marcar a reação de todos os envolvidos.

Seus assessores declararam que uma resposta militar dependeria de a inteligência de Francia confirmar tanto a utilização de agentes químicos fatais quanto as mortes, e que uma reação possivelmente seria organizada com os Estados Unidos.”Eles consentiram que a comunidade internacional precisa responder para dar sustentação à pinterdiçãomglobaldoauutilizaçãode armas químicas”, ddeclarouuma porta-voz doagsalinhade May após as conversas.

O Conselho de Segurança, ontem, recusou a proposta de Rusia de se condenar o ataque organizado. Entre os 15 membros que o compõem, somente três apoiaram a medida — Rússia, China e Bolívia. Oito EUA Reino Unido França Kuwait Suécia Holanda Polônia e Costa do Marfim foram opostos — EUA, Reino Unido, França, Kuwait, Suécia, Holanda, Polônia e Costa do Marfim—, e quatro se abstiveram de votar — Peru, Cazaquistão, Etiópia e Guiné Equatorial.

Os russos criticaram que o ataque ocidental aconteceu antes mesmo de os técnicos da Organização para a Proibição de Armas Químicas deduzirem os inquéritos sobre o suposto ataque químico em Douma. Faz 1 dia, representantes de a entidade alegaram que vão continuar suas inquéritos em solo sírio.

A ação de EUA, Reino Unido e França recebeu suporte, geralmente de países ocidentais, como a Alemanha, mas outros viram com precaução ele , como a China. A chanceler federal de Alemania, Angela Merkel, que antes era oposta a uma ação contra a Síria, voltou atrás e apoiou, neste sábado, os ataques aéreos dos Estados Unidos, França e Inglaterra como uma ação “necessária e apropriada” para adverti Damasco contra a utilização de armas químicas.

A ofensiva ocidental também gera desafios e chances para o Irã, que é um dos apoiadores mais importantes de Assad. Teerã teme que Trump, em meados de maio, cancele o tratado nuclear firmado com o país — o novo domo da Casa Branca é totalmente favorável a isso. Mas agora abriu-se uma pequena margem de manobra: embora isso não esteja no radar imediato dos estadunidense, os iranianos poderiam abandonar o suporte a Assad em troca do acordo nuclear. Faz 1 dia, Teerã reagiu criticando o ataque de America, ontem.

Antes de Dunford especificar os objetivos da ofensiva, Donald Trump apareceu para anunciar sua ordem de perpetrar “ataques de exatidão” contra as “habilidades de armamento químico” de Assad. Donald Trump é o presidente de America.

António Guterres classificou os ataques químicos como “absurdos” e “terríveis” António Guterres é o secretário-geral das Nações Unidas., mas pediu precaução na retaliação dizendo a preocupação de que qualquer escalada da violência no país ampliaria a agonia de quem vive na Síria.

Num comunicado declarou: “Peço aos Estados-membros que provem moderação nessas circunstâncias arriscadas e evitem quaisquer atos que possam agravar a situação e agravar a agonia do povo sírio”.

— Essa é uma norma clássica, começa um combate, quando um presidente está com graves problemas internos — declarou Erick Langer, professor de história da Georgetown University. — Essa nova crise externa é bastante conveniente para Trump.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: SLIGHTLY NEGATIVE

Countries: United States, United Kingdom, Syria, Russian Federation, Peru, Kuwait, Poland, Netherlands, Cuba, China, Brazil, Bolivia

Cities: Kuwait, Washington, Franca, Damascus

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>EUA e aliados não descartam novos ataques contra a Síria
>>>>>EUA e aliados perpetraram ataques aéreos e de navios em ofensiva na Síria – (EfeGeneric)
>>>>>França diz que reagirá se for provado que Síria cruzou ‘linha vermelha’ – (Extraoglobo-pt)
>>>>>May, Trump e Macron dizem: mundo precisa dar resposta sobre suposto ataque químico na Síria – April 10, 2018 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>May classifica de “barbárie” o suposto ataque químico na Síria – April 09, 2018 (EfeGeneric)
>>>>>>>>>>>>>Rússia diz que denúncias de ataque químico visam justificar invasão à Síria – April 08, 2018 (EfeGeneric)
>>>>>>>>>>>>>>>>>Trump responsabiliza Putin e Irã por ataque em Duma – April 08, 2018 (EfeGeneric)
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>Trump ordena ao Pentágono que prepare saída de tropas da Síria – (EfeGeneric)
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>Último reduto rebelde em Goutha, perto de Damasco, é bombardeado – April 08, 2018 (EfeGeneric)
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>Sede do Crescente Vermelho em Duma é fechada por ofensiva governamental síria – April 08, 2018 (EfeGeneric)
>>>>>>>>>>>>>>>>>Mais de 40 mil civis voltaram à região síria de Ghouta Oriental, diz agência – April 03, 2018 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>Cerca de 1,5 mil rebeldes sírios e seus familiares deixam Ghouta Oriental – March 31, 2018 (EfeGeneric)
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>Começa processo de evacuação de último reduto rebelde de Ghouta Oriental – (EfeGeneric)
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>Comando do exército sírio diz que recuperou a maior parte de Ghouta – (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>>>>>>>>>Grupo rebelde sírio Jaish al-Islam quer negociar com Rússia, diz representante – April 06, 2018 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>>>>>Londres pede investigação urgente de suposto uso de armas químicas na Síria – (EfeGeneric)
>>>>>>>>>>>>>Embaixador russo pede “transparência” a Londres sobre ataque a ex-espião – (EfeGeneric)
>>>>>>>>>EUA avaliam reação militar multinacional a ataque químico na Síria, dizem fontes – (Extraoglobo-pt)

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